Polêmica na gestão de empresas
Seja controlador. Use o medo para motivar funcionários. Demita os membros da sua família que trabalham na empresa. George Cloutier, 63 anos, fundador da consultoria American Management Services, especializada em gestão de pequenos e médios negócios, dá conselhos que são no mínimo polêmicos. Em entrevista ao site do “New York Times”, Cloutier, que é autor do livro “Profits Aren’t Everything, They’re the Only Thing” (“Lucro Não É Tudo, É a Única Coisa”), afirma também que a crise tem sido desculpa para o desempenho ruim das empresas.
“O que aconteceu ontem está feito. Amanhã é um dia novo. Tenho de cortar meus custos de maneira feroz. Tenho de gastar muito mais tempo com vendas e marketing e tenho de parar de reclamar e começar a trabalhar”, afirma. De acordo com Cloutier, a maioria das empresas que estão em apuros não implementa o básico: demonstração de resultados e atenção ao fluxo de caixa.
Adepto do “micromanagement”, estilo centralizador de gestão, Cloutier diz que é preciso verificar sempre o que os funcionários fazem. “Conseguir pessoas boas é cem vezes mais difícil do que o senso comum diz. O fato é que você vai ter de lidar com muitas pessoas medíocres, não importa o quanto você tente”, resume. Seu sistema de controle o permite que ele sempre saiba qual é o saldo da conta corrente da consultoria e quantas novas vendas foram feitas no dia.
Quanto à gestão de pessoas, o consultor diz que é preciso tratá-las com respeito – e seguir a lei. Mas sem mimar os funcionários. Segundo ele, o conceito de amar os empregados para que tenham bom desempenho é “quase uma insanidade”. “Não precisa machucá-los, mas há uma missão. Você é pago para produzir resultados.”
Nessa linha de pensamento, Cloutier vai mais longe: ele considera o medo “o melhor motivador”. “Se eu lhe peço para fazer algo e você diz ‘puxa, não tenho tempo para fazer isso’, bem, talvez eu não tenha tempo para assinar o seu pagamento nesta semana”, ilustra.
Ele também defende que não haja parentes do dono no quadro de funcionários da companhia. Esses familiares, quando não são doutrinados pelos princípios do negócios, afirma, acham que têm a posição por direito, o que é terrível para a empresa. Cloutier acrescenta que o empresário deve amar seu negócio mais do que ama sua família – e, às vezes, colocar a companhia à frente das considerações familiares.
As declarações de Cloutier podem ser bastante polêmicas, mas incluem também alguns princípios geralmente tidos como parte da boa administração do negócio: com controle da empresa, o dono pode intervir antes de que haja algum desvio maior. Os funcionários devem ser preocupados com os resultados da companhia. E parentes precisam contribuir tanto quanto os outros colegas.
E você, leitor, concorda com os argumentos de George Cloutier? Vê um toque de razão em algum deles? Ou jamais colocaria esses conselhos em prática na sua empresa?











February 19th, 2010 at 2:16 pm
Isto pode funcionar em época de crise não pode ser uma constante, mais cedo ou mais tarde os verdadeiros talentos irão procurar um ambiente mais propicio ao trabalho com menos pressão psicológica. Errado deve estar o google que fatura zilhões e tem um modo “light” de trabalho.
February 19th, 2010 at 2:19 pm
Eu concordo plenamente, este tipo de administração é que faz com que a empresa tenha vida longa. Seriedade acima de tudo! Motivação é essencial e tem que ser conseguida de alguma forma, claro que sem dor como ele diz, mas realmente é essencial. E família, família, negócios à parte!
February 19th, 2010 at 2:31 pm
Acredito que o bicho não é tão feio quanto soa…as idéias, postas com essa frieza de iceberb, podem parecer pouco amistosas, e são! mas que de uma certa forma podem dar bons resultados a curto e medio prazos, o perigo está na saúde mental do funcionário a longo prazo, pois a relação entre trabalho e medo com certeza não gera benefício algum aos relacionamentos de um modo geral dentro da organização… Apenas um grupo bem gerenciado (com um bom líder) que sabe colocar as obrigações e os deveres de forma correta, e que tenha a confiabilidade de seu grupo, pode ser um grunpo vencedor…Sinceramente acho que este rapaz George Cloutier, ainda não percebeu que em breve, o quadro de funcionários dele poderá ser em sua maioria de profissionais de uma nova geração que conhecemos como “Y”, aí eu quero ver… mas aí, já é um outro assunto…
February 19th, 2010 at 9:19 pm
Ele é meio maluco mas tem um pouco de razão. A verdade é que est3 estilo está mais próximo do mundo real do que a teoria atual de administração dita. Falam de milagres na gestão de equipes e líderes-messias que produzem lucros exorbitantes distribuindo café para todos.
A verdade pura e simples é que só se faz as coisas com organização e disciplina e ele tem isso de sobra, só a forma com apresenta seus argumentos é que é torta. Além disto, a administração centralizadora é ótima para pequenos negócios, em grandes ambientes ou em operações pequenas porém muito complexas, uma horizontalidade é bem mais saudável. De fato, cada caso é um caso. Dizer que ele tem razão é prematuro, dizer que está errado é ignorar os fatos…
February 20th, 2010 at 11:51 am
É um estilo bem americano de tratar as questões administrativas.
Não concordo com a abordagem do George, concordo sim com o último parágrafo “…o dono pode intervir antes de que haja algum desvio maior. Os funcionários devem ser preocupados com os resultados da companhia. E parentes precisam contribuir tanto quanto os outros colegas…”
Agora, a forma como isto será conduzido dependerá muito do estilo do empreendedor e da natureza do seu negócio. Não acredito em um fórmula pré formatada, mas tendo a descartar o “império do medo” de qualquer forma de gestão de pessoas.
February 22nd, 2010 at 6:19 pm
Concordo plenamente com as teorias de Geoge. Tenho um lanchonete e tive muitos problemas com funcionarios no inicio. Chegou ao ate o ponto que vi um funcionario me dando ordens! Acredito q um ambiente “light” como o do Google, funciona sim, e muito, porem temos que estipular regras, os funcionarios devem “saber o seu lugar” e sim, ter medo do patrão, por mais q isso pareça antiquado à algumas teorias de gestao de pessoas. Não precisamos pressionar as pessoas o tempo todo, mas deixar claro as suas posições e as consequencias de sua atitudes. Tenho meus funcionario sob redea curta, até os talentosos, porém, os melhores ganham reconhecimento, isso os mantem na empresa, pressao psicologica sim, mas na dose certa.
February 24th, 2010 at 1:17 am
Esse cara é um babaca. Colocar um negócio acima da familia, só sendo umestupido.
February 24th, 2010 at 10:12 am
Concordo em partes. O conceito de amar na interpessoalidade dentro da organização é no sentido incondicional, não é amor fraternal, conjugal… e sim de colaboração, ajudar e ensinar, sem nenhum ganho pessoal e sim organizacional. Parentes na organização só se for profissional, caso contrário concordo plenamente com Cloutier. Já trabalhei com meu pai em uma lanchonete, não dá, as opiniões divergem.
February 24th, 2010 at 10:31 am
Pelo comentario “Negocios acima de tudo” você já tira um conclusão do pensamento pobre de George. Concordo que o funcionario tem de ter comprometimento com a empresa onde trabalha, e querer o sucesso sempre da mesma; Mas para que haja esse comprometimento e esse amor pela empresa o ambiente é o principal fator. Ninguem consegue ter um exelente desempenho trabalhando em um ambiente pesado, onde você faz as coisas por obrigação. Acredito que a relação funcionario e patrão é bem mais simples do que todos falam. Você (empresa) está comprando um serviço alguem(funcionario) e assim como numa loja ou estabelecimento de comercio qualquer você não precisa intimidar o vendedor para ser bem atendido. A partir do momento em que alguma das partes não querer mais (vender ou comprar) tal serviço existe a Demissão. E sigo sempre meu lema; “Hoje em dia é muito mais dificil achar um bom funcionario do que achar um bom emprego”.
February 24th, 2010 at 11:05 am
Amar a empresa(negócio) mais que a família?!!!!
February 24th, 2010 at 11:44 am
Tudo é uma questão de preço. O método dele pode até ser efetivo, mas a que preço? Ao preço de ter mais ex-funcionários que o normal? De ter muita confusão judicial com ex-funcionários que têm a intenção de prejudicar a empresa porque a odeiam? De ir para a sua mansão comemorando lucros enquanto seus empregados desenvolvem problemas provenientes de estresse que irradiam para vários aspectos da sua vida e você ser o culpado por isso? De não contribuir para um mundo melhor? De simplesmente não curtir o lucro que almeija tanto, já que se está tão bitolado na missão militar de acumular lucro? Não obrigado. Prefiro atrair bons funcionários e mantê-los satisfeitos para que mais do que ganhar o máximo de dinheiro possível, eu possa ser feliz e tranquilo no dia-a-dia. Chegar em casa depois de um dia de trabalho e curtir minha família. Assim como meus funcionários.
February 24th, 2010 at 12:19 pm
Concordo com parte das idéias apresentadas na matéria e fazendo ressalva que pode ser imprescindível apenas em pequenas e, talvez, médias empresas. Normalmente quando se tem uma pequena empresa não se pode pagar os maiores salários; é rotineiro ter equipes com pequena experiência profissional que ainda não tem noção clara de que existe uma relação de contra-partida: a empresa oferece condições e necessita receber produtividade a altura da necessidade de manutenção. Mas discordo de um ambiente de pressão psicológica exacerbada. Acredito que o colaborador precisa ter “medo” de perder uma oportunidade de continuar na empresa pelos fatores positivos que irá perder ao sair e não simplesmente pelo “emprego” em si. Jamais uma empresa, sobretudo pequena, irá reter talentos simplesmente pelo medo. O momento que vivemos hoje é simplesmente espetacular e não falta vaga para os profissionais verdadeiramente bons!
February 26th, 2010 at 9:31 pm
Será que ele é feliz?
March 4th, 2010 at 10:22 pm
Boa pergunta Ricardo, será que ele teve uma família, será que ele conhece a sensação de ter feito a coisa certa e ter optado pela família?
Quanto as declarações dele realmente são um tanto polêmicas, mas vou analisar mais de perto a técnica do medo para motivar. Na minha opnião cada funcionário tem um ponto vital diferente, atualmente conto com 10 colaboradores no meu time, depois de 2 anos de analise, notei que preciso identificar o himen de cada um rs. Confesso que é tarefa muito dificil e admiro quem motiva com excelência. Abrçs!
March 5th, 2010 at 10:19 am
bom… no quesito administrar impondo medo no funcionário acredito que pode dar certo, porém não o torna produtivo o suficiente, pois não está trabalhando com amor, precisa ter gosto no que faz, porque senão não tem sentido. Na questao de trabalhar com a família é um caso a se pensar realmente, só não concordo no quesito q ele fala q a empresa (negocios) em 1° lugar, a família (lar), é a sustentabilidade de um bom líder, é onde ele pode ser ele e ser mt bem compreendido e amado. Família que não é estrutura não tem paz, seja pra ela mesma ou pra aquele que foi chamado a insitituí-la. Família é a base de tudo. Preciso separar e dar o seu devido valor q cada parte buscando o equilibrio necessário para que os dois ande juntos e não separados.
abraços!
October 4th, 2010 at 6:21 pm
[...] de empresas e defensor do lucro como primeiro e único objetivo. Já falei de Cloutier em outro post do Papo de Empreendedor. O consultor, autor de “Profits Aren’t Everything, The’re the Only [...]
October 5th, 2010 at 10:23 am
Prezado George Cloutier, parabéns pela matéria, muito objetiva e com detalhes importantes. Uma dúvida: E quanto sofremos de mão de obra qualificada e estamos num mercado em crise? Qual a saída?