Quando demitir não é fácil
Phil Town, autor do livro Regra número 1 (Rule #1, publicado no Brasil pela editora Best Seller), tem um lema para pequenas e médias empresas: na hora de contratar, vá devagar, mas na demissão, aja rápido. Presença frequente no programa Your Biz, focado em pequenas empresas, da MSNBC, Town acredita que os funcionários com baixo rendimento não devem ter muitas chances dentro de uma empresa. Segundo ele, treinar um empregado é caro, portanto, as companhias precisam ter certeza que estão investindo na pessoa certa.
Apesar da opinião do especialista, o próprio site do programa americano levanta uma questão delicada: isso é muito mais fácil de dizer do que fazer.
É fato que as pessoas que trabalham em empresas de pequeno e médio portes são muito mais próximas umas das outras, o que torna a demissão um tanto mais difícil. Demitir um funcionário quando se tem ciência do quanto ele precisa do emprego para pagar a escola dos filhos ou dívidas, por exemplo, é uma tarefa ingrata. Em alguns casos, o problema nem precisa ser financeiro para ser agravado. O empreendedor pode ser apenas amigo do empregado, o que também dificulta todo o processo de demissão.
E você, já precisou demitir um funcionário de quem era muito próximo?
Ou já manteve uma pessoa na empresa apenas por não conseguir demiti-la?

















junho 7th, 2009 at 1:30 pm
Wilson, já tive que demitir várias vezes e sei bem como é complicado, quando o “demitível” cria um vínculo de amizade, ou já é amigo, ou tem filhos na escola, como disse.
Uma das técnicas que já usei para ajudar no processo de demissão rápido é justamente eliminar as tarefas do demitível, para que a empresa rapidamente se adapte e sobreviva sem ele, depois fica mais fácil pois no inconsciente dele ele já sabe que ele tá fora e é questão de tempo. Quando há vinculo afetivo, primeiro eu simplesmente busco numa conversa informal situá-lo da situação da empresa com relação a ele, deixando claro de que ele está demitido, mas tem 1 mês para recuperar o cargo. Se o problema não for do funcionário então converso com ele para informá-lo que infelizmente vamos passar por tempestade e ele precisa buscar alternativas.
junho 8th, 2009 at 5:45 pm
Realmente é complicado a maior parte das vezes ficamos com um funcionário mais tempo do que o ajustado acreditando no processo de mudança e que talvez seja recíproco, essa sugestão da velocidade na tomada de decisão deve ser a mais acertada.