Consumir já não é mais fútil
Ao adquirir o pejorativo sufixo “ismo”, o consumo se tornou a marca da futilidade. E adquiriu tal competência nisso que foi capaz de criar toda a Geração Coca-Cola.
Hoje, a Coca-Cola, emblema do consumismo, ainda é lider do ranking das empresas mais valiosas do mundo, no entanto, a geração com seu nome e seus seguintes frutos começam a mostrar uma nova era de consumo: o político.
O assunto está tão quente, que será o tema do 4º Encontro Nacional de Estudos do Consumo, que acontece amanhã na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Hoje, em entrevista à Agência Brasil, uma das pesquisadoras participantes desse evento, Laura Graziela, afirmou que o consumo está deixando de ser escolha individual: “As pessoas estão usando o consumo como forma de demonstrar, publicamente, as suas escolhas ideológicas, morais e políticas”.
Basta dar uma breve navegada pela internet para ver como essa teoria tem validade: são 64 comunidades no orkut com a palavra “sustentabilidade” no título, sendo que a a primeira - “Reciclagem Sustentabilidade” - tem mais de 71 mil membros; comunidades de boicote à gasolina, à sacola plástica, ao Mc Donald’s também existem e fazem sucesso. Aliás, o protesto contra o Mc Donald’s virou até mesmo tema de jogo online .
Além disso, encontra-se à venda, não só na internet, camisetas com mensagens de consumo consciente - as pessoas querem mesmo mostrar, publicamente, suas escolhas ideológicas.
Seu consumidor está gritando para o mundo o que deseja. Mas não é apenas através das comunidades em que está nos sites de relacionamento, das camisetas que usa, ou dos jogos que joga que a nova geração de consumidores se baseia. Certamente, seu cerne está muito mais na atitude do que no discurso. Mude, antes de um boicote.















September 25th, 2008 at 9:42 am
Eu já disse uma vez e volto a afirmar. A empresa que não se atualizar, está fadada a “falência múltipla dos órgãos”. Game Over.
Hoje as pessoas são mais conscientes, mesmo as que, infelizmente, passam as tardes assistindo “Casos de Família”, “Novelas”, “Malhação”, etc. Essas pessoas, na verdade, estão consumindo MAIS, mas com mais responsabilidade. Hoje, a diversificação e interação com o consumidor é a chave, e quem não tiver essa fechadura, manterá suas portas trancadas.
Abraços
Monthie,