Eco-cliente é bom?

Em um artigo publicado na revista eletrônica dedicada à sustentabilidade da Harvard Business School, HBR Green, o professor e consultor Steve Bishop alerta as empresas para o perigo de focar ações de marketing e desenvolvimento de novos produtos na clientela ecologicamente engajada.
Segundo ele, mirar nesse consumidor não funciona por dois principais motivos:
- Companhias já bem estabelecidas podem perder sua base de compradores ao mudar a estratégia. A maior parte dos consumidores quer satisfazer as suas necessidades antes de levar em conta às necessidades do planeta. E, frequentemente, os produtos verdes não atendem às exigências da maioria das pessoas.
- As pequenas marcas segmentadas, que realmente atraem o público ambientalista, dificilmente atingem a grande massa. Essas empresas ficam presas em uma espécie de gueto verde – virtuoso, porém limitado.
Para Bishop, a solução é simples: ao invés de focar em um nicho verde, foque em comportamentos verdes que todas as pessoas comuns podem adotar. Ele acredita que as empresas interessadas na sustentabilidade não devem se preocupar em oferecer produtos verdes, e sim soluções para o cotidiano dos consumidores que também façam sentido para o meio ambiente.
O que você, leitor do nosso Papo de Empreendedor, acha disso tudo? Já pensou em alguma maneira de deixar o seu negócio mais sustentável e ajudar a sua clientela a fazer o mesmo? Conte para a gente!













June 20th, 2009 at 9:28 am
Realmente, os produtos verdes viraram uma moda e como já foi dito em muitos outros lugares, as vezes causam mais impacto que suas versões normais. Focar os esforços em um nicho de mercado como esse que além de restrito também é instável [é muito susceptível a modismos] é um baita erro na estratégia da empresa. O segredo é seguir a linha conservadora com SGAs e economia de energia e recursos. Pode ser uma solução velha mas é a melhor. Não precisa vender um produto como verde, ele pode ser verde por si só. Marketing não é a alma do negócio, o cliente é que é…
June 20th, 2009 at 3:32 pm
Sempre pode se fazer alguma coisa. 1. Como a reutilização do papel para consumo interno, utilizar o verso de uma folha usada para imprimir comunicações internas, ou fazer bloquinhos para anotações. 2. Voltar a usar copos para água e xícaras para café como as que usamos em casa, ou seja, não usar copos descartáveis.3. se a empresa quer mostrar o lado ecológico, ornamentar o escritório ou loja com material reciclável.
June 21st, 2009 at 3:56 pm
Olá amigos!
Temos que tomar cuidado com esse conceito de produtos verdes.
Vale lembrar que um dos principais vilões do meio ambiente é o consumo irracional e insustentável desses produtos.
Na hora de escolhermos o que consumir é preciso levar em consideração se ele oferece as soluções que você necessita e procura e depois decidir por sua aquisição.
Moda normalmente costuma nos levar a atitudes impensadas, é preciso ficarmos atentos.
June 22nd, 2009 at 9:59 am
Já comprovei as afirmações do professor Bishop quando no início deste ano
abri uma empresa de limpeza de veículos a seco esperando que a maioria dos clientes que procurassem o serviço buscassem também o benefício ao meio ambiente, mas o que ocorre até o momento não é o esperado..
A maioria comenta que traz seu veículo pois mora pertinho e volta pois gosta da qualidade do serviço. Em uma gama de 100 clientes, temos 1 que comentou que não gosta de desperdiçar água para lavagem de seu veículo.
Por isso trato como uma consequencia o fato da preservação do meio ambiente, dando ênfase na qualidade da prestação do serviço.
Abraços…
June 22nd, 2009 at 11:34 am
[...] Papo de Empreendedor « Celular que escreve no [...]
June 22nd, 2009 at 11:58 am
Uma coisa é fato, as pessoas querem consumir produtos que estejam alinhados ao “consumo do bem” e neste aspecto temos o que chamam de “produtos verdes” e também os produtos sustentáveis que é bem diferente de um produto verde. Ex – Consumir um produto de uma comunidade do interior pode representar muito mais do que um refrigerante com selo verde, pelo simples fato de fixar o homem ao campo, pois com a fonte de renda gerada, permite que ele deixe de desmatar ou tirar o palmito para venda, elimina o trabalho infantil e ainda proporciona uma melhor qualidade de vida com educação saúde e lazer etc.. uma cadeia do bem. Isso é bem mais que o selo verde. Notem que o consumidor não é bobo e já sabe diferenciar a empresa oportunista daqueles que contribuem de fato para um planeta melhor, mais verde inclusive.
Portanto, é mais honesto fazer um folder em papel reciclado para os seus clientes como ação de MKT, do que fazer propaganda na TV vazia não alinhada as ações concretas do seu negócio.
June 22nd, 2009 at 1:09 pm
Acho que temos um longo caminho pela frente, que deve ser iniciado , de qualquer forma.No meu caso,eventos, começo a propor ao cliente que após seu evento ele possa doar as lonas usadas a Ongs, assim como as latas , sugiro a compensação dos danos, com o plantio de árvores, buffets orgânicos,entre outros……. não na forma de imposição, mas de sugestão, ressaltando que as empresas que começarem a se procupar com essas atitudes, ficarão com uma imagem muito boa , no mercado.
June 22nd, 2009 at 1:14 pm
Olá Pessoal. Excelente assunto.
Vejo muitas empresas colocarem em gestão à vista dizeres sobre cuidados com o meio ambiente, porém, perguntando a seus colaboradores, em muitas não souberam dizer que ações a empresa pratica em benefício do meio ambiente, da sustentabilidade.
Campanhas de conscientização, coleta seletiva, não deixar torneiras vazando são exemplos simples e de fácil empreendimento.
A preocupação das pessoas com o futuro do planeja é um assunto cada vez mais comentado e precisa de toda nossa atenção.
June 22nd, 2009 at 2:06 pm
Temos um de nossos produtos que não é descartável e portanto ecologicamente correto, tem sido um bom argumento de vendas, trata-se de uma lixeira de carro em neoprene para substituir aquelas de TNT muito comuns, http://www.brindeleve.com.br
June 22nd, 2009 at 4:41 pm
Ser verde, para uma maioria é reciclar lixo, como embalagens pets de refrigerantes, sem levar em consideração que o lixo, para a saúde humana, muitas vezes está no produto que a pet envasa. No caso da glucose barata à venda nas gôndolas de supermercados, é uma das maiores causas do adoecimento e da má saúde, principalmente da população mais pobre e da menos escolarizada. Estas embalagens carregadas de calorias, por vezes são mais baratas que as equivalente, com água mineral. Será que o simples reutilizar destas embalagens (ou das latinhas) valem os custos de uma saúde públicas e privadas cada vez mais cara, já que tem de atender ao público cada vez mais doente? l
June 25th, 2009 at 12:27 am
Sou empresário e vendo a publicidade pró meio ambiente. A publicidade mensurável e livre de impressões de papéis.
Trabalho com o Bluetooth Marketing.
July 2nd, 2009 at 3:56 pm
Acredito que a sustentabilidade é um caminho sem volta e, ao mesmo tempo, um caminho sem fim. Ainda estamos engatinhando no tema e há muito o que aprender e discutir. Certificações e selos sérios como o FSC (Conselho de Manejo Florestal), que garante a origem legal da madeira, ausência de mão-de-obra infantil ou escrava na cadeia produtiva, o pagamento devido de todos os impostos, entre outros, garante a origem sustentável do produto. E isto é um grande diferencial no mercado. Gradativamente os consumidores estão cobrando atitudes éticas e transparentes das empresas e perguntando o que elas realmente estão fazendo em prol da sociedade e do meio ambiente, além de buscar o lucro financeiro.
April 23rd, 2010 at 8:27 am
Pensando de forma mais ecológica e sustentável conseguimos desenvolver uma nova famílias de Tratamentos Antiderrapantes para Pisos que utilizam menor volume de água no seu processo de produção e menor volume de água durante sua aplicação, alem de ser biodegradável.
Esta foi uma das formas de estarmos mais ecologicamente sustentável, buscando inovar para melhorar.
http://www.pisoseguro.com.br