Pareço sustentável?
A palavra sustentabilidade tornou-se quase mágica. Em tempos de preocupação crescente com o futuro do planeta, o futuro dos negócios parece garantido com o uso da palavrinha e suas derivadas – “verde” é tão poderosa quanto “sustentável” ou “carbono zero”. Pois os marketeiros de plantão devem ficar atentos: segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, o esforço das empresas para combater o temido aquecimento global não está sendo reconhecido pelos consumidores, apesar dos recursos investidos para propagandear as mensagens ambientais.
O estudo “Consumers, Brands and Climate Change”, conduzido pela organização não governamental The Climate Group e pela consultoria Lippincott, revelou que 76% dos norte-americanos não conseguem mencionar nenhuma marca que esteja liderando o combate às alterações do clima. Será, então, que as campanhas de marketing estão sendo mal planejadas? Os resultados da pesquisa dizem que o problema está mais embaixo – cada vez mais, a clientela exige evidências e provas concretas para acreditar no apelo das empresas sobre os temas ambientais. E tem mais: os consumidores querem ver esforços maiores dos empreendimentos para combater o aquecimento global. Ou seja, de agora em diante, não basta parecer. É preciso ser, efetivamente, porta-bandeira da sustentabilidade.
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As top 5
A lista das marcas vistas pelos consumidores como mais engajadas no combate ao aquecimento global traz algumas surpresas:
1. General Electric
2. BP
3. Toyota
4. Wal-Mart
5. ExxonMobil
Para quem esperava encontrar apenas nomes de ONGs ou de empresas da “indústria verde”, a explicação da consultoria Lippincott: as ações adotadas nos setores com grande emissão dos gases do efeito estufa (principais responsáveis pelo aumento da temperatura na Terra) podem ter os maiores impactos (tanto de resultados quanto de imagem).













