Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


De que adianta ser barato se não é bom?

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Semana passada decidi, finalmente, imprimir as fotos de uma viagem que fiz há cerca de dois anos. Selecionei quase 400 fotos. Um dia antes de enviá-las para o lugar que sempre revela minhas fotos – uma pequena empresa não muito conhecida que cobra R$ 0,39 por unidade em grandes quantidades – recebi uma promoção, por e-mail, de uma outra empresa, muito conhecida no mercado, oferecendo a revelação por R$ 0,29. A propaganda veio na hora certa. Por que não experimentar um novo serviço? Experimentei. As fotos vieram com uma qualidade muito boa, como imaginei. O grande problema foi que não entregaram todas as impressões. Ficaram faltando 150 fotos! (mais…)

Diversão para alguns, mal-estar para muitos

Ontem, fui a um bar especializado em espetos para despedir-me de um amigo que vai estudar fora do país. Já tinha ido diversas vezes ao mesmo lugar, que é amplo, arejado e sem grandes agitos. Um moço tocava alguns clássicos do pop brasileiro no estilo banquinho-e-violão. Mas, assim que nos sentamos à mesa, antes mesmo de chegar a nossa primeira cerveja, o músico perdeu o microfone para ninguém menos que uma drag queen. (mais…)

O tradicional pode ser um bom negócio

A inovação é um tema constante no mundo do empreendedorismo. Às vezes, porém, o segredo de um bom negócio está em fazer melhor o que outras pessoas já fazem. Em minha cidade natal, São Carlos, no interior de São Paulo, conheci um rapaz que era garçom de uma conhecida lanchonete local. Eu e meus amigos o vimos subir de cargo até tornar-se gerente do negócio. Ele sempre dizia que “estava guardando dinheiro” e há alguns anos, depois de praticamente uma década desde que começara a trabalhar como garçom, comprou um ponto comercial e abriu seu próprio negócio. Tomou cuidado: planejou a reforma e o cardápio, contratou pessoal e só inaugurou quando teve a certeza que cada parafuso estava no lugar. (mais…)

Os erros de uma hamburgueria servem de lição para outros negócios

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Foto: iStockphoto.com

Às vezes, até um hambúrguer pode nos ensinar lições sobre negócios. Sou fã de sanduíches e, quando posso, vou a campo desbravar novos balcões. Noite dessas, faminto, lembrei-me de uma lanchonete estilosa que, vira e mexe, esbarrava em andanças pelo bairro de Pinheiros, em São Paulo. A fachada bacana e a localização privilegiada do ponto – em uma rua repleta de bares – sempre atraíram a minha atenção. “Ah, não tem erro”, concluí com base na lembrança de hamburguerias memoráveis existentes na cidade e que certamente deveriam ter servido de inspiração àquela casa. Ok. Nesse ponto do relato, você já deve ter sentido o cheiro do desastre. Mas o que deu errado? E quais as conclusões sobre o episódio?

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Atendimento de qualidade pode garantir o retorno do turista

Este ano, passei o último feriado numa cidade do interior paulista que possui uma universidade pública e constantemente recebe jogos universitários. Mesmo assim, o comércio local não parecia muito bem preparado para a nossa estadia, principalmente os restaurantes, alvo preferido de estudantes famintos.

Nas duas lanchonetes fast food do centro da cidade era comum faltar troco e o cliente ter de esperar pelo dinheiro ou aceitar receber menos; na padaria mais próxima de onde estávamos, o dono resolveu, num certo dia, não fazer mais lanches às quatro horas da tarde, pois estava sem almoçar.

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Fidelidade a toda prova

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Semana passada, procurei uma das mais tradicionais farmácias de manipulação de São Paulo para aviar uma receita. Sou cliente da casa há muito tempo, mas ainda não tinha me dado conta do quanto eles são atentos aos hábitos de compra da clientela. Isso porque, ao pedir o orçamento, fui surpreendida com uma boa notícia: tinha um crédito em aberto no valor da nova compra, que estava arquivado há mais de um ano. E o valor não era tão modesto assim,era suficiente, diríamos para fazer uma boa feira livre. Confesso que eu não me lembrava de ter pago a mais e, portanto, se eles não me avisassem, pagaria normalmente pela fórmula. Fiquei realmente surpreendida com a correção da farmácia, afinal créditos com mais de um ano costumam expirar.

Atitudes como essa ajudam a fidelizar o cliente para sempre e colaboram para aumentar o que os especialistas chamam de uma boa propaganda boca-a-boca, que em tempos de concorrência acirrada, há de agarrá-la com todas as forças.

Desculpa, mas aqui não tem nada para você

- Posso te ajudar, moça?

- Pode, sim. Estou procurando alguma coisa até 10 reais para um amigo secreto.

- Ah, moça, posso te dar uma sugestão? Vai lá na (nome de loja), porque aqui não tem nada para você.

Acreditem, esse diálogo é verídico. Fiquei chocada com a conduta do vendedor, que não só me constrangeu, como sequer se esforçou para resolver o meu problema. Ontem, estava no shopping há horas, finalizando minhas compras de natal - exausta - e tudo o que queria era achar um presente legal dentro do piso estipulado na brincadeira de fim de ano que farei com as minhas amigas. E não pensem que entrei numa joalheria para encontrar algo de até R$ 10, tanto que encontrei lá o que queria, dentro das condições impostas.

Fui até o caixa e a moça me perguntou quem estava me atendendo. Respondi que ninguém (porque o moço, mesmo vendo que eu insistia na loja, não me ajudou). Ela reclamou com outra moça do caixa: “Três brigando para atender e a moça sozinha”. Ao pagar, ela insistiu “ninguém viu você entrar na loja?”. Respondi que uma pessoa começara a me atender, mas que havia feito isso muito mal. Não disse quem foi, mesmo com o argumento de que ela gostaria de melhorar o atendimento da loja. Não acho que acusar o vendedor pela falta de tato resolveria o problema, que foi falta de treinamento dos temporários. A loja estava, de fato, com muitos vendedores: a maioria perdida e atrapalhada em meio aos diversos produtos que com um tombo quebrariam (o que também aconteceu durante minha compra). Quantidade de vendedores definitivamente não significa qualidade de atendimento.

Cliente espião

Quando caminho pelas ruas ou pelos corredores de um shopping, costumo bancar o cliente espião. Entro nas lojas para perguntar preços, condições de pagamentos e, assim, analisar o atendimento, fator essencial para o sucesso de qualquer negócio.
O teste é suficiente para perceber que muitos estabelecimentos vendem bem menos do que seu potencial porque têm na linha de frente pessoas despreparadas e com má vontade para atender – o problema pode estar no esquema de comissões, mas quem tem que resolver não é o consumidor.

Nada mais irritante do que o vendedor que atende o cliente e ao mesmo tempo se dirige ao colega do lado, continuando um assunto pessoal que os dois já estavam discutindo, só para citar um exemplo. Dificilmente volto a um estabelecimento como esse, mesmo que precise realmente comprar algo que é vendido ali. Em compensação, confesso que nessas andanças chego a fazer compras, ainda que não tenha planejado, simplesmente porque o vendedor me “fisgou” com um papo convincente, boa vontade e profissionalismo. E ainda viro cliente. Por isso, quando as pessoas que sonham em empreender me perguntam que tipo de negócio dá dinheiro, eu costumo responder: “os que, antes de mais nada, oferecem bom atendimento.” Simples assim.

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