Brasil – fonte de uma “nova ciência”?
É isso mesmo. Quem diria, mas um estudo recém divulgado na Inglaterra aponta o Brasil como uma das principais fontes mundiais da chamada “nova ciência”. De acordo com o levantamento, a pesquisa brasileira não se resume aos avanços na área de biodiesel, que, com freqüência, agora estão nas páginas dos jornais do mundo todo.
Ao contrário. O país também se destaca em áreas que vão de software a estudos com células tronco e é um dos que mais cresce com relação à produção de publicações científicas – algo inimaginável no passado recente. O levantamento, realizado pelo instituto Demos, afirma ainda que o número de PhDs tem crescido a uma média de 12% ao ano na última década. E o de estudantes posgraduados, dez vezes ao longo dos últimos 20 anos. E a gente bem sabe que boa parte desse público toca projetos próprios graças à sua veia empreendedora…
Mas claro que nem tudo são flores. A pesquisa também enumera quais são os principais entraves para o avanço da ciência e da inovação no país. Entre eles: desigualdade social; baixo índice da população com grau universitário (apenas 9,8% dos jovens entre 18 e 24 anos); e dificuldade em reter talentos (ao contrário da China e da Índia, onde os cérebros que estudam no exterior costumam voltar ao país de origem). Ok, são problemas nada fáceis de serem resolvidos. Mas pelo visto o levantamento mostra que, mesmo a passos lentos, estamos caminhando na direção certa. Ufa.
PS. O estudo, que foi divulgado no último dia 8 em Londres, deve ser lançado em português, em Brasília, em outubro.












