Papo de Empreendedor

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Aumente a experiência sensorial na rede

Voltei ontem de uma coletiva realizada pela consultoria especializada em varejo GS & MD Gouvêa de Souza com uma pulga atrás da orelha. Durante a apresentação do estudo “Neoconsumidor. Decifra-me ou te devoro”, descobri que 66% dos internautas não compram pela internet porque gostam de tocar e sentir o produto antes de fechar negócio. Tudo bem, isso não é novidade. Mas não dá para deixar de pensar no que esse número quer dizer: apesar de todo o crescimento e desenvolvimento do e-commerce, as empresas ainda estão longe de oferecer uma experiência sensorial convincente na rede. E, por causa disso, milhares de consumidores deixam de passar seus cartões de créditos nas lojas virtuais.

Claro que existem exceções, como o site da Patisserie Nachtischkultur, uma confeitaria alemã que conseguiu despertar meus sentidos durante minhas andanças pela internet. Sobre um fundo branco, mais de 200 pequenos doces enfileirados se apresentam ao visitante, lembrando uma daquelas vitrines de confeitaria que enchem os olhos e convidam quem está na calçada a entrar. Basta escolher uma das sobremesas, clicar e esperar que se destaque do grupo e fique sozinha na tela, em tamanho real. Entre lá e experimente.

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E você,  o que está fazendo para que o site da sua empresa conquiste os clientes?

E-mail marketing ético – e não spam

O último post que escrevi fala sobre e-mail marketing. Nele, surgiram alguns comentários lembrando da importante diferença entre esta prática e o spam.

Os spams são aqueles e-mails que recebemos com propagandas de produtos duvidosos, que querem vender algo a todo custo e são enviados aleatoriamente (geralmente para listas de e-mails compradas, como lembrou o internauta Ramon E. Ritter em um dos comentários).

Já o e-mail marketing tem intenção de estreitar o relacionamento com o cliente. Ele é uma ferramenta ótima para os negócios, mas o spam, além de ser muito incômodo, é perigoso – pois pode trazer vírus para seu computador.

Para que não haja risco do e-mail marketing ser confundido com spam e também para evitar que ele se torne um peso na vida – e na caixa de entrada - dos clientes, começou a vigorar este ano uma autorregulamentação para prática de e-mail marketing (Karin Keller, obrigada pela dica deixada nos comentários).

O documento foi elaborado por meio de parceria entre agências reguladoras de marketing, associações de comércio, de defesa do consumidor, e centros de combate aos crimes da internet. A regra mais importante – e que define o que é um e-mail marketing – é a que diz que ele será enviado apenas para destinatários que escolheram receber as mensagens. Para conhecer a regulamentação completa, clique aqui e acesse o documento no site da ABEMD – (Associação Brasileira de Marketing Direto).

Fidelidade a toda prova

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Semana passada, procurei uma das mais tradicionais farmácias de manipulação de São Paulo para aviar uma receita. Sou cliente da casa há muito tempo, mas ainda não tinha me dado conta do quanto eles são atentos aos hábitos de compra da clientela. Isso porque, ao pedir o orçamento, fui surpreendida com uma boa notícia: tinha um crédito em aberto no valor da nova compra, que estava arquivado há mais de um ano. E o valor não era tão modesto assim,era suficiente, diríamos para fazer uma boa feira livre. Confesso que eu não me lembrava de ter pago a mais e, portanto, se eles não me avisassem, pagaria normalmente pela fórmula. Fiquei realmente surpreendida com a correção da farmácia, afinal créditos com mais de um ano costumam expirar.

Atitudes como essa ajudam a fidelizar o cliente para sempre e colaboram para aumentar o que os especialistas chamam de uma boa propaganda boca-a-boca, que em tempos de concorrência acirrada, há de agarrá-la com todas as forças.

Seja bem-vindo, meu rei!

 

Como ninguém é de ferro, em janeiro eu desembarquei nas areias da Bahia para merecidas férias. E nada melhor do que ser recebida com muito sol, água morna, sem nenhuma onda, e uma paisagem paradisíaca. Confesso que era tudo o que eu precisava para recarregar as baterias. Mas, como jornalista é um bicho teimoso, que não sossega nem quando está de férias, fiquei atenta ao tratamento vip dispensado à clientela pelos “profissionais” da areia.

Por R$ 12, eu aluguei duas cadeiras de praia e um guarda-sol, ou sombreiro como dizem os soteropolitanos. É nesse momento que as surpresas começam a aparecer. Além de cuidar da instalação, meu fornecedor ainda removeu a areia quente do pedaço, para que eu não queimasse os pés, uma mordomia e tanto para quem não gosta de remexer na areia. Por fim, trouxe-me um refrigerante estupidamente gelado, sob um sol de 33 º C, sem que eu vislumbrasse onde estava o freezer capaz de garantir a temperatura. Para completar, com a simpatia típica dos baianos, minutos depois apareceu com um largo sorriso e um regador. Sem cerimônia, banhou meus pés com água fresquinha do mar. Juro que me senti a própria rainha.

E, só para registrar: o moço, com certeza, não aprendeu as mordomias em nenhum manual de gestão. Pelo contrário, descobriu na prática que para cativar o cliente, muitas vezes, não é preciso tempo ou dinheiro, basta dar-lhe atenção. Fica o recado e, para quem se sentir à vontade, o exemplo.

 

Empresário 2.0

Qual é a estratégia que sua empresa usa para conquistar a geração digital? Já pensou em deixar um espaço para seu cliente, aquele aficcionado em internet, palpitar sobre sua empresa? Pois bem, o empresário David Neeleman, proprietário da companhia aérea JetBlue, não só pensou como deixou um espaço aberto para que os internautas decidam o nome da nova empresa de aviação brasileira. No site www.voceescolhe.com.br, o internauta pode sugerir nomes para a nova empresa de Neeleman. Até agora, mais de 47.000 pessoas se cadastraram e sugeriram mais de 65.000 nomes. Além disso, eles podem dar idéias sobre o padrão de serviço de bordo, rotas, destinos e até mesmo o estilo dos uniformes dos profissionais que vão trabalhar na nova empresa. Ao participar, cada internauta estará concorrendo a viagens, sem pagar por toda a vida na nova companhia aérea. Nada mal, não é? E, em troca, quando a nova empresa começar a voar, em janeiro de 2009, o empresário já terá uma base de consumidores para anunciar suas rotas e preços dos destinos. Não é a primeira vez que Neeleman recorre à internet para falar com seus clientes. Em fevereiro do ano passado, ele colocou no YouTube o pronuncionamento que fez para pedir desculpas aos clientes diante da crise operacional durante uma nevasca no aeroporto internacional J. F. Kennedy, em Nova York. Essas ferramentas estão aí e são super fáceis de ser usadas. E o retorno pode ser bem interessante para sua empresa. Mãos à obra e transforme-se num empresário 2.0.


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