Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Pense como um atleta olímpico

ShutterstockVocê vê aquela ginasta concentrada, prestes a executar sua série no solo, e pensa: como ela consegue? Quer dizer, aquela pessoa se preparou anos a fio para esse simples momento. Como ela aguenta a pressão? Será que não tem medo de errar? Será que não está exausta, depois de tantos treinos? O que exatamente passa pela sua cabeça antes de entrar em cena? De acordo com a psicóloga californiama JoAn Dahlkoetter, os atletas desenvolvem uma série de técnicas para lidar com esse tipo de obstáculo. Só assim são capazes de realizar performances impecáveis, dignas de uma medalha de ouro. A boa notícia, diz a autora do livro Olympic Thinking, é que as mesmas estratégias valem para o mundo de negócios. No dia a dia, o empreendedor também tem que lidar com a pressão, o cansaço e o medo. No site da revista Inc, a escritora deu algumas dicas para pensar como um atleta olímpico. (more…)

Empreendedores com mais de 50 anos ganham espaço nos EUA

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Quando se fala em startups, a primeira imagem que vem à cabeça de muitos é a de jovens como Mark Zuckerberg, criador do Facebook.

Mas, ao final de uma década em que tanto se incensaram as empresas de tecnologia criadas por rapazes do Vale do Silício (EUA), dados surpreendentes foram divulgados por Vivek Wadhwa, diretor de pesquisa do Centro para Empreendedorismo e Comercialização de Pesquisas da Universidade Duke (EUA).

Em 2008, o número de novos empreendedores com mais de 50 anos equivalia ao dobro do registrado entre as pessoas com menos de 25 anos. E o maior crescimento na taxa de empreendedorismo ocorreu na faixa etária de 55 a 64 anos – a idade média dos empresários de primeira viagem era de 40 anos.

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Céu sem nuvens para as startups

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Crise? Que crise? No meio de toda a apreensão com os números da economia, as startups de tecnologia digital americanas são uma ilha de prosperidade. Um texto recente no site da revista Inc. informa que incubadoras e aceleradoras da área pipocaram durante todo este ano e que a agitação deve continuar em 2012. Tanto que, segundo o autor do texto, o headhunter Keith Cline, bons profissionais estão sendo disputados a tapa, e “para ontem”, pelas startups. Cline fez uma listinha das funções mais competitivas: engenheiros de software e desenvolvedores web, projetistas de interação com o usuário (também conhecidos como designers de “user experience”, ou Ux), gerentes de produtos, profissionais de marketing e analistas de dados.
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Um erro brilhante

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Ninguém gosta de errar. Diante do fracasso, a primeira reação é sempre a mesma. Raiva. Decepção. Frustração. E, sobretudo, a infinita cobrança: como eu deixei isso acontecer? Algumas pessoas, porém, lidam melhor com o erro do que outras. Para elas, o erro nada mais é do que uma consequência de estar vivo. Quer dizer, se você levantou da cama hoje e saiu para a rua, pode ter certeza de que, cedo ou tarde, cometerá algum erro. Se decidiu abrir uma empresa, então, pode ter certeza de que cometerá MUITOS erros. E não há nada demais nisso.

O erro em si não tem importância: o que importa é o que você faz a partir dele. Quem diz isso é Paul J. H. Shoemaker, professor da Wharton School e autor do livro Brilliant Mistakes (Erros Brilhantes, ainda não lançado no Brasil). Segundo ele, a maioria das pessoas, diante de um fracasso, se concentra apenas nos custos: não consegui o cliente, perdi um fornecedor, não convenci o investidor etc. O que elas não percebem é que os benefícios podem ser bem maiores do que as perdas.

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Coisas que compramos mais durante uma recessão

672133_54557551“Você não é páreo para mim”, disse um setor para a recessão. É que durante uma crise, alguns produtos tendem a aumentar as vendas.

O blog Cheapskate decidiu listar alguns destes campeões de venda.

Conheça alguns deles:

1 – Sementes

Segundo o blog, a jardinagem é uma boa maneira de aliviar o stress e, se você plantar vegetais, ainda é uma maneira de economizar dinheiro com as compras. As vendas de sementes cresceram 75% em algumas lojas durante a recessão, diz o blog.

2 – Livros de ficção

Segundo o blog, os leitores estão se afundando em histórias que, geralmente, têm um final feliz. Um levantamento da Times mostrou que, enquanto a venda geral de livros caiu, as de literatura deste tipo cresceram 13,5% no primeiro semestre do ano.

3 – Bilhetes de loteria ou jogos de sorte dos mais baratinhos também estão sendo mais vendidos desde o final de 2008. Parece que as pessoas acreditam que a recessão é uma boa hora para tentar a sorte.

4 – Ingressos de cinema

Diversão barata por pelo menos duas horas. Os filmes têm alcançado recorde de vendas.

5 – Aulas de  yoga

Segundo o blog, promoções para a prática do exercício são cada vez mais aproveitadas. É uma maneira mais barata de relaxar e aliviar o stress.

6 – Smartphones

As vendas de computadores e itens grandes de tecnologia caem, mas a de aparelhos como iPhone, Blackberry e netbooks, que são menores e mais baratos que os PCs, continuam fortes.

7- Rosquinhas

O alimento é bem popular entre os americanos e esta e outras guloseimas tem vendido mais, já que são uma alternativa de alimentação mais barata. Por causa do sucesso de vendas, uma das empresas que trabalha no setor, a Krispy Kreme, viu o preço de suas ações crescerem 56% em um único mês durante este ano.

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Crédito - Philip Brown / Corbis

8- Animais

Não há economia quando o assunto são os animaizinhos. Segundo o blog, a expectativa é que está industria fature US$ 51,6 bilhões este ano, aumento de 1,3% ante 2008. A foto ao lado é de um porquinho-da-índia de pelo longo, uma alternativa mais barata aos cães de raça. No Brasil, por exemplo, enquanto um Yorkshire pode custar até R$ 2 mil, o pequeno roedor custa em torno de R$ 70.

9 – Lanches no McDonald’s

A lógica é a mesma das rosquinhas: comida mais barata na hora do almoço.

10 – Camisinhas

Parece que ficar em casa para economizar virou uma tendência. Segundo o blog, prova disto é o aumento na venda de preservativos.

E você? Começou a comprar alguma coisa desde a recessão? E  sua empresa? Aumentou a venda de algum produto nestes tempos mais difíceis?

British Airways pede que seus funcionários trabalhem de graça

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A companhia aérea inglesa British Airways mandou um e-mail para 30.000 funcionários pedindo a eles que abram mão de uma semana – ou até um mês – de salário para ajudar a empresa neste momento de crise econômica. O presidente da companhia, Willie Walsh, foi o primeiro a aderir. Em julho, deixará de receber seus habituais R$ 195 mil mensais. No mês passado, a British Airways anunciou que os funcionários que desejassem poderiam ficar um período de licença não remunerada para aliviar a folha de pagamentos da empresa. Mil pessoas aderiram à ideia. A empresa está lutando para sobreviver, segundo Walsh. Você teria coragem de pedir algo semelhante a seus funcionários ou pensaria em outro tipo de medida?

Desde setembro você se sente mais estressado?

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Já não bastavam o excesso de responsabilidades, a ambiguidade de funções, o ambiente hostil e outras insatisfações que costumam causar tanto estresse no ambiente de trabalho, a crise financeira estourou.

Segundo a diretora do programa de tecnologia industrial e professora do Departamento de Saúde Organizacional da George Mason University, Lois Tetrick, a insegurança gerada em períodos de instabilidade  é um provocador agudo de estresse.  Mas não só: a redução no poder de compra e o aumento dos preços, também consequências da famigerada crise, são outros fatores que influenciam no estado de espírito dos trabalhadores.

Inferi do pensamento da especialista que o aumento de trabalho em função de uma maior pressão por lucro e da necessidade de mostrar um bom desempenho, devido ao assombro das demissões, atrelados ao menor valor do salário causam muito estresse. A combinação trabalho a mais e menor recompensa só poderia resultar nisso.

Diferente do que pensa a maioria, Tetrick lembra que esses mesmos problemas afligem todos os níveis hierárquicos, inclusive diretores e presidentes, que não são demitidos, mas demitem. E que podem, sim, aumentar o seu lucro, mas antes precisam pagar todo o salário que devem. Certamente, em tempos de crise, muitos deles também estão sofrendo da estressante combinação que citei acima. O prejuízo não está sendo repassado unicamente aos funcionários.

Patrões às vezes se tornam monstros em períodos de dificuldades econômicas. Entretanto, é preciso ressaltar um aspecto levantado por Tetrick: é importante que sempre se faça a diferenciação entre motivação do lucro e a gânancia.

Isso pode evitar muito estresse.

Será o fim dos shopping centers?

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Os shopping centers americanos estão com os dias contados. É o que afirma o jornal The Wall Street Journal, em matéria que conta como a atual recessão está acelerando o declínio de um dos maiores ícones dos Estados Unidos. Os templos de consumo, segurança e ar-condicionado estão sofrendo com a queda nas vendas e as altas taxas de desemprego: de março de 2008 a março deste ano, os shoppings registraram uma queda de 6,5% nas vendas das lojas abertas há mais de um ano, de acordo com a empresa de análise imobiliária Green Street Advisors Inc. Nos Estados Unidos, os shoppings vendem, em média, US$ 381 por metro quadrado - aqueles que vendem US$ 250 ou menos correm o risco de quebrar. Seguindo esse critério, a Green Street criou uma lista de 84 “shoppings mortos” e afirma que, se as vendas no varejo continuarem a cair, esse número pode chegar a 100 até o fim do ano.

Mas a crise não é a única culpada. Segundo o Wall Street Journal, nos últimos três anos muitas lojas de departamento que funcionavam dentro dos shoppings fecharam. E os consumidores procuram fazer compras, cada vez mais, em megastores como a Wal-Mart. Incorporadores americanos têm apostado em centros comercias a céu aberto, modelo muito comum na Europa. Desde 2006, apenas um shopping abriu nos Estados Unidos, o The Mall at Turtle Creek, na cidade de Jonesboro, em Arkansas. E você, acha que será o fim dos shopping centers?

Crise: oportunidade para quem quer inovar

Joseph Schumpeter, um dos maiores economistas do século 20 e defensor da prática do empreendedorismo, já definia o empreendedor como alguém que realiza coisas novas e não necessariamente aquele que inventa. Atualmente, uma das definições mais aceitas é a de Robert Hirsch. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes…”

De forma geral, fica claro o quanto o conceito de inovação para o empreendedorismo é algo crucial. Essa inovação pode ser traduzida em novos produtos ou processos que garantem vantagens competitivas e assim, atraem novos clientes e talentos. No momento atual de crise, inovar torna-se ainda mais decisivo para o sucesso de uma empresa, esteja ela já estabelecida no mercado ou sendo criada neste exato momento.

A verdade é que ao contrário do que muitos pensam, a crise pode se tornar uma grande oportunidade para aqueles que querem criar um negócio inovador. E não faltam exemplos históricos para comprovar essa oportunidade. A Procter & Gamble, gigante multinacional com faturamento de US$ 83 bilhões em 2008 e detentora de algumas das marcas mais famosas do mundo como Pampers, Oral-b e Duracell, foi criada em 1837, ano em que estourou a bolha bancária americana. Outras empresas como HP, Polaroid, GE e Fedex também nasceram em momentos de crise econômica. Todos esses são exemplos de negócios cujos empreendedores souberam aproveitar com inteligência as oportunidades do mercado, criaram uma proposta de valor diferenciada e realmente botaram pra fazer. Para tanto, eles também foram capazes de reunir uma equipe de profissionais muito qualificada, o que pode ser uma tarefa mais fácil em momentos de crise e altas taxas de desemprego.

Portanto, sejam vocês empreendedores ou aspirantes dessa prática, saibam que mais uma vez a prosperidade econômica precisa de pessoas que sonham grande, que inovam e sabem aproveitar bem as oportunidades, mesmo que essas venham com a crise.

Este post foi escrito por Fernanda Antunes, assistente de Busca & Seleção de empreendedores da Endeavor

O que a crise americana, produtos sustentáveis e Ronaldo têm em comum?

Com a chegada da crise financeira nos Estados Unidos, gráficos apontam um declínio nas vendas no varejo maior que a crise de 1991, um período em que a sociedade passou por grandes transformações, como a Guerra do Golfo, fim da União Soviética e crise na Índia.

E como essa crise está afetando o comportamento dos americanos? Observa-se uma nova tendência na sociedade americana. Símbolos do “American Way of Life” não são mais contemplados. Não é mais “cool” comprar carros grandes, pois eles consomem muito, existe uma procura por casas menores o “small house movement”, celebridades (tentam) não aparecer gastando os tubos com roupas e jóias e até mesmo a famosa Fashion Week de Nova York foi minguada este ano.

As grifes não gastaram tanto com desfiles, que foram menores e portanto com um número menor de convidados. Em visita a São Paulo, o sócio e administrador das marcas de Marc Jacobs, Robert Duffy disse para a revista Marie Claire: “A diminuição do evento foi uma necessidade, uma resposta à cobrança de como íamos nos posicionar na crise. Nossa responsabilidade é com as pessoas que trabalham pra gente e nossos recursos foram aplicados desta forma. Além desta loja em parceria com a NK Store, todas as outras lojas são próprias, então temos muitos empregados e preferimos mantê-los a fazer um desfile ostensivo”.

E essa mentalidade “saving is cool” está fazendo a diferença? Bom, o Wal-Mart, conhecido por ser voraz com seus fornecedores, criou a “Food & Agriculture Network“. É um projeto que promove a compra e venda de produtos sustentáveis, tomam cuidado em escolher fornecedores que não agridam o meio ambiente e pagam um preço justo por isso. Podemos concluir que essa mentalidade é algo real e vem sendo fundamentada por muitos durante muito tempo, apesar de muitos outros acharem que ela tinha sido enterrada em 1984, junto com Chico Mendes.

E o que Ronaldo tem a ver com tudo isso? Acostumado a todo o luxo que poucas pessoas no mundo podem ter, nosso atacante Ronaldo está se apoiando no que é real, verdadeiro e necessário para ele, o futebol. Para isso, ele trocou as escalas Paris, Milão e Barcelona, por Itápolis, Marilia e Barueri e me parece feliz com sua escolha.

O que esses tópicos têm em comum? Todos eles nos avisam que estamos passando por uma transformação e resta saber se estamos preparados. Você está preparado para viver com o necessário? Você está preparado a vender ou fabricar produtos sustentáveis? Lucrar menos e pagar um preço justo e, por consequência, melhorar a qualidade de vida de todos? Não sei, mas você pode nos dizer, deixe seu comentário!

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