Papo de Empreendedor

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Dinheiro dado…

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Procurei por um tempo alguma citação de escritor ou economista que traduzisse o que li hoje na Folha de S. Paulo. Não consegui achar, então uso a frase que já ouvi meu avô dizer tantas vezes: Se eu te dei cem reais, pode rasgá-los na minha frente; não são mais meus.

O que aconteceu hoje com a seguradora americana AIG e o Tesouro dos EUA ilustrou bem esta frase, embora o governo não tenha assumido uma posição tão passiva. No ano passado, a seguradora teve prejuízo recorde de US$ 99,3 bilhões, e de seis meses pra cá o governo americano tem dado ajudas polpudas à empresa, que totalizaram US$ 170 bilhões.

Seguindo seu regimento interno, diz a empresa, ela deve pagar hoje bonificação a cerca de 400 funcionários, somando US$ 165 milhões. Essa atitude revoltou Timothy Geithner, secretário do Tesouro, e o presidente Barack Obama, que julgou a atitude um “ultraje frente aos contribuintes que estão mantendo a empresa em pé”.

A oposição republicana aproveitou para criticar a administração de Obama, dizendo que o governo já sabia em que os contratos da empresa iriam culminar. O governo americano não podia deixar de investir na seguradora, que é um forte pilar da economia. A empresa, por sua vez, não quer reduzir a quantia por temer uma fuga dos executivos bonificados.

O presidente vai a todo custo tentar impedir, ou pelo menos reduzir, essa bonificação. A empresa, junto com o principal conselheiro econômico de Obama, Lawrence Summers, um tanto resignado, dizem que o governo não pode revogar um contrato.

E você, o que faria nessa situação? O dinheiro dado pode ser usado da maneira que a empresa bem entender, ou o governo deve ter controle rígido do financiamento?

A crise nos deixa imorais?

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Você já reparou se, para não perder o emprego em meio a tantas demissões, o comportamento do seu empregado anda diferente? Será que ele não está mais condescendente e solícito, anda mentindo, ou até mesmo flertando com você e com os demais sócios e diretores?

Pode ser que sim. Uma pesquisa divulgada pela revista Time revelou que 28% de 1200 trabalhadores americanos entrevistados cometeriam atos imorais para se manterem empregados diante do atual contexto econômico. Sendo que 13% deles mentiriam; 2% tomariam como mérito próprio o trabalho de outra pessoa ou flertariam com seus chefes e 4% fingiriam concordar com os interesses de seus superiores.

Segundo a chefe de RH da empresa que encomendou a pesquisa, as pessoas planejam o Natal, as férias, os casamentos e feriados, mas não pensam a longo prazo sobre sua carreira e por isso acabam apelando para essas atitudes quando se veem encurraladas.

Certamente, uma política de transparência pode evitar esse tipo de comportamento na sua empresa, afinal é o medo e a incerteza que desencadeiam tal “falsidade corporativa”. Mas, de qualquer forma, mantenha os olhos abertos.

Projeto proíbe demissões pelos próximos seis meses

Em época de crise, uma das primeiras providências das empresas é demitir. O projeto de lei 4551/08, em análise na Câmara dos Deputados, quer proibir a demissão sem justa causa dos trabalhadores com carteira assinada pelos próximos seis meses. O objetivo da autora da medida, a deputada Luciana Genro (Psol-RS), é frear o desemprego. As empresas que desrespeitaram a lei, se ela for aprovada, terão que pagar indenização equivalente a seis meses de salário para os funcionários dispensados. O valor dobra se o trabalhador estiver no emprego há dez anos ou mais. Esse tipo de medida é justa com os empresários? Comente.

Hotel espanhol cobra R$ 90.000 por três noites

Suíte do Gran Hotel Bahía del Duque, na Espanha

Suíte do Gran Hotel Bahía del Duque, na Espanha

Quarta maior economia da Europa, a Espanha entrou oficialmente em recessão – a primeira desde 1993. Segundo o Banco Central do país, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,1% no quarto trimestre de 2008 e já havia sofrido queda de 0,2% no trimestre anterior. Apesar da má notícia, há quem continue consumindo e empresários que seguem ganhando dinheiro com seus negócios. O Gran Hotel Bahía del Duque, no sul do país, é um exemplo. Localizado em Tenerife, o hotel acaba de lançar uma promoção para seus clientes: três noites por 29.800 euros por casal. Isso significa cerca de R$ 90.000 para passar o feriado do dia dos namorados – lá comemorado em 14 de fevereiro – numa ilha com muito requinte. Para começar, uma limusine espera os hóspedes no aeroporto. Chegando ao hotel, eles são recebidos por um mordomo, que se encarrega da bagagem e prepara um banho romântico de aromaterapia, seguido de um menu desenvolvido especialmente para a ocasião, segundo o jornal 20 Minutos. No roteiro ainda está previsto um passeio privativo de iate para ver baleias, violinistas tocando durante o jantar e, de presente, uma jóia para ela e um relógio para ele. Mas não é só na Espanha que os empresários aproveitam a crise para ganhar dinheiro. No Brasil, alguns empreendedores estão se dando muito bem em tempos de caos global. Na próxima edição de Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que chega às bancas em 6 de fevereiro, nossa reportagem de capa traz as histórias de cinco empresários que crescem em meio à crise. Não perca!

Crise? Que crise?

Tem gente que enxerga oportunidade em qualquer período. Em meio a turbulência econômica mundial, Gary Cige, 28 anos, criou o site Zilok destinado às pessoas que querem alugar seus itens pessoais para conseguir um dinheirinho extra em caixa. Aí vale tudo: aquela bolsa Prada, a câmara fotográfica ou até mesmo o par de patins que você já acumulou poeira em seu armário.

Um membro do site que reside em Paris alugou suas lentes para câmara fotográfica algumas vezes e ganhou cerca de 800 euros (R$ 2.700) em nove meses. Outro membro conseguiu em torno de 600 euros (R$ 2.000) em quatro meses ao alugar câmara, patins e videogame. Cige diz que o site fica com cerca de 5% dos negócios e ele afirma ter crescido cerca de 25% ao mês. E espera aumentar ainda mais com a tão famosa-e-assustadora crise.

Eu fiquei pensando que os sites de aluguel de equipamentos, bolsas e até automóveis são uma boa alternativa para quem têm dificuldades de fazer com que as contas fechem no fim do mês. E pode ser uma boa opção para os empreendedores. Será que essa moda pega no Brasil?

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