Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Pequenas também inovam, sim, senhor!

O resultado de uma pesquisa do Sebrae de São Paulo, divulgada na semana passada, me deixou duplamente feliz. Primeiro porque comprovou – com dados estatísticos, para quem ainda duvidasse – que pequenos negócios também podem, sim, ser inovadores. Segundo porque mostrou que não são necessários rios de dinheiro para isso.

De acordo com o estudo, das 450 empresas ouvidas, mais da metade promoveu algum tipo de inovação no último ano. E quem fez isso já colhe frutos. Entre as micro e pequenas empresas inovadoras, 52% delas tiveram crescimento no seu volume de produção e 39% registraram ganhos de produtividade com sua mão-de-obra. Esses resultados são, em média, 100%¨superiores aos das empresas que não promoveram nenhum tipo de inovação no mesmo período.

Quanto ao “dim dim”, surpresa: metade dessas empresas investe até R$ 2 mil no desenvolvimento de novos produtos e o mesmo valor para chegar a novos processos de produção. Convenhamos que – pelo menos para a maioria – não é nenhuma fortuna.

Apoio técnico e financeiro

O Sebrae Nacional está com as inscrições abertas até o dia 30 de maio para a seleção de empresas que necessitem de apoio técnico e financeiro. O objetivo da entidade é levar tecnologias de baixo custo para o campo, promover o desenvolvimento de iniciativas de comércio justo e solidário e apoiar incubadoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ao todo, serão concedidos R$ 14,6 milhões aos empreendimentos selecionados – sendo R$ 3 milhões em recursos não reembolsáveis, mais conhecidos como recursos a fundo perdido. O edital para a participação está disponível no site do Sebrae e os resultados serão divulgados entre junho e setembro de 2008.

Parabéns aos empreendedores do interior paulista

Os donos de pequenos e médios negócios do interior de São Paulo devem estar rindo à toa. Graças a eles, as empresas de pequeno e médio porte do estado atingiram um faturamento médio mensal de R$ 15,9 mil de janeiro a março, o melhor no período desde 2003. E esse aumento foi puxado justamente pelos negócios de fora da capital — eles apresentaram um crescimento de 4,3% em relação ao primeiro trimestre de 2007. Enquanto isso, porém, na cidade de São Paulo houve recuo de 2,7%, segundo pesquisa do Sebrae-SP.
Claro que o desempenho na capital me preocupa. Mas, por outro lado, admito que a notícia me deixa muito feliz. É ótimo ver dados tão contundentes que mostram que fora da grande metrópole, ao contrário do que muita gente ainda pensa, há, sim, ambiente para os empreendedores prosperarem. E que é até melhor. Isso só comprova que as oportunidades estão por toda a parte.

Não dá para brincar

Muita gente acha que só porque está no trabalho pode usar e abusar dos recursos da empresa. Aí, liga para um amigo no Japão, troca e-mails do trabalho com os amigos como se fosse uma conversa instantânea e assim vai…É claro que todos sabemos que se usarmos com parcimônia não há porque se preocupar. Mas, o monitoramento de e-mails não é novidade dentro das empresas. Na semana passada, o assunto voltou a ser falado por conta de uma decisão do TRT de Brasília. O Tribunal negou o pedido de uma funcionária que desejava anular a demissão por justa causa. Na sentença o juiz afirmou que o e-mail corporativo é de propriedade da empresa, apenas cedido ao trabalhador para ele executar suas funções. Não é a primeira vez que a Justiça decide a favor dos empregadores, o que demonstra que o e-mail da empresa deve ser usado apenas como uma ferramenta de trabalho. Vale uma conversa com seus funcionários. O ideal é sempre alertar dos possíveis problemas e não simplesmente proibir.

Brinde ao sucesso

Os participantes do Extreme 2007 comemoram ao lado dos patrocinadores do projeto. A partir da esquerda: Felipe Belinki (A3 laboratório fotográfico), Cleber Voelzke (Microsoft), Ricardo Mervinskas e Celso Cardoso (Easy Going agência de turismo), Nicia Martinelli (A3), Sandra Botequin (Itaú), Jorge Almeida (Itautec), Alan Toshio e Priscila Takaguishi (Colégio Atual)


As três empresas escolhidas para a transformação do Extreme Makeover Tecnológico e Financeiro 3 também celebraram a conquista com a gente. A partir da esquerda: Cleber Voelzke (Microsoft), Gustavo Navarro (Consmega materiais para construção), José Maria Oliveira e Ângela Oliveira (3 Irmãs Cortinas), Sandra Botequin (Itaú), Marcos Faé e Valter Leskauskiene (Planalto Organização Contábil) e Jorge Almeida (Itautec).
A gente sabe que empreendedor vive a mil por hora, sempre com uma meta diferente para atingir, um problema para resolver ou uma inovação para desenvolver. Difícil é ver um empresário que tira férias religiosamente ou pára por uns minutos para comemorar as conquistas. Pois foi justamente isso que nós aqui da redação fizemos hoje: reunimos as três empresas participantes do Extreme Makeover Tecnológico e Financeiro de 2007, mais as três vencedoras do projeto este ano e nossos parceiros patrocinadores das transformações – Banco Itaú, Itautec e Microsoft – para um almoço comemorativo. Celebramos o início da terceira edição do Extreme Makeover e o sucesso do projeto no ano passado. Deste lado do balcão, trabalhamos a cada mês com o objetivo de fazer uma revista melhor para nossos leitores empreendedores. Queremos que cada uma das matérias seja útil, ajude a melhorar a gestão das empresas ou até inspire mais alguém a entrar no mundo dos negócios. E hoje, ao deixarmos a produção das reportagens um pouquinho de lado, foi compensador ouvir dos veteranos do projeto que suas empresas realmente tiveram ganhos importantes após a transformação do ano passado. Um brinde ao sucesso, e que ele se repita em 2008!