Papo de Empreendedor

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Ele não para de crescer

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José Carlos Semenzato tem um currículo difícil de acreditar. Já foi contada muitas vezes, inclusive nesta PEGN, sua trajetória de Cafelândia, no interior de São Paulo, quando vendia salgadinhos aos 13 anos, até o auge da Microlins, que começou como escola de informática e virou uma rede de franquias de ensino profissionalizante. Contar a história dessa maneira faz parecer que foi fácil, mas houve muitas dificuldades, que você pode ler em duas matérias da PEGN: A trajetória de José Carlos Semenzato, da Microlins,  e A hora da classe D.

Apesar da rede de ensino com faturamento de R$ 304 milhões em 2009 ser seu carro-chefe, há muito mais Semenzato além da Microlins. E ele não para de investir. (mais…)

Cinco razões para comprar uma franquia

O setor de franquias deve crescer 14,5% neste ano, segundo estimativas da Associação Brasileira de Franchising (ABF). É muito mais do que a previsão de crescimento da economia brasileira, que deve ficar estagnada neste ano, conforme previsão de economistas de bancos brasileiros. Não há dúvida de que o mercado de franquias é promissor. Pequenas Empresas fez, inclusive, diversas matérias mostrando as oportunidades do setor. Entre elas, 50 franquias para abrir no interior e Franquias internacionais buscam parceiros no Brasil. Muitas redes estão com planos ambiciosos de expansão no ano que vem, é o caso da Mundo Verde, Pakalolo e Wizard, entre outras. Confira abaixo, cinco razões para comprar uma franquia. (mais…)

Eis o caminho das melhores franquias do Brasil

Sempre que me perguntam qual franquia comprar recomendo começar a pesquisa pelo anuário Melhores Franquias do Brasil, editado pela equipe da Pequenas Empresas. Não é para puxar sardinha, não. É que o levantamento é o mais completo do país. As redes são avaliadas em diversos quesitos, como crescimento do faturamento, expansão das lojas e, principalmente, o grau de satisfação dos franqueados. Eles são ouvidos em pesquisa sigilosa e quem melhor do que o franqueado para nos dizer como andam os negócios?

Se uma rede não está no anuário, já desconfio. Sinal de que não disponibiliza seus dados, não tem transparência, não se deixa avaliar. Ok, o sistema de pontuação tem suas falhas, mas é o único disponível no país e tem melhorado ano após ano, graças aos esforços da equipe da  Serasa Experian, empresa responsável por coletar e cruzar os dados.

Pois bem. A temporada para participar do próximo anuário está aberta até sexta, dia 27. Para participar, basta entrar no site www.serasaexperian.com.br/franquias/2009.  Se você é um executivo de rede, apresse-se. Se é um franqueado, confira se a direção da rede está ciente da importância de participar. E se é um candidato a adquirir uma franquia, vá até uma banca de jornal e compre o anuário 2008/2009. O próximo, 2009/2010, só sai em junho.

Wraps cresce em 2008, mas diminui o ritmo de expansão

 

No post de ontem, vimos como foi o ano de 2008 e o que se espera para 2009 na rede de idiomas Yázigi. Hoje, conversei com Marcelo Ferraz, sócio da rede de alimentação Wraps, com 11 restaurantes. Segundo ele, o ano de 2008 foi bom. As lojas já estabelecidas tiveram aumento de 30% no faturamento e 20% no número de clientes. Uma segunda rede surgiu: a Go Fresh, fast food de saladas e grelhados, com duas lojas, uma delas prestes a abrir as portas.

 

“O saldo foi positivo”, diz Marcelo. “Mas decidimos diminuir o ritmo de abertura de novas lojas em 2009 e trabalhar no controle de custos, aumentando a rentabilidade dos pontos já existentes”. O que motivou a decisão não foi o temor de que diminuam os clientes, pois segundo Marcelo os preços do Wraps são competitivos e tiveram pouca variação durante o ano. O que mais pesou na decisão foi o valor dos pontos comerciais, que ele acredita que cairão, e o custo dos financiamentos, que andam encarecidos. É através de crédito, principalmente para compra de máquinas, que se dá a expansão da rede.  

 

“No final do primeiro trimestre teremos uma noção melhor de como será o ano. Então, pode ser que voltemos à expansão em ritmo acelerado, negociando novos pontos. Enquanto isso, vamos colocar ordem na casa, vamos aproveitar para racionalizar os custos, diminuir os desperdícios, procurar novos ingredientes, fazer mais com menos.” É isso aí.

Em 2008, a rede Yázigi cresceu 15%; 2009 requer cautela

 

Perguntei a alguns empresários como tinha sido o ano de 2008 e o que eles esperavam de 2009. Alexandre Gambirásio Silva, comandante da rede de franquias de ensino de idiomas Yázigi, disse que o saldo final de 2008 foi muito positivo, com um crescimento de 15% no faturamento bruto da rede. Novas franquias foram abertas e o número de alunos aumentou. O setor, segundo ele, foi até agora pouco afetado pela crise.

 

“Se houver aumento da taxa de desemprego, então veremos uma retração nos gastos com serviços e varejo em geral. Por enquanto, isso ainda não ocorreu e é a principal variável que temos que observar”, diz ele. “As escolas de idiomas têm seu período mais forte de matrículas no início de cada semestre. Para nós, isso significa que o volume de alunos novos e rematriculados até 31 de março será uma forte sinalização do que deverá ocorrer no ano. Se as matrículas se mantiverem relativamente estáveis, a tendência é que nosso segmento tenha um ano menos impactado pela crise. Portanto, estamos de olho no primeiro trimestre!”

 

Gambirásio diz que começará 2009 com cautela, mas sem pessimismo. “Quando nos deparamos com uma crise o importante é não ficar com excesso de medo e de pensamentos negativos. Afinal, quanto mais se pensa na crise, mas ela potencialmente cresce. Por outro lado, também não se pode desprezar a crise e assumir que passaremos por ela sem arranhões, mesmo que a empresa esteja forte e bem posicionada. Ou seja, o discurso das “marolas” adotado pelo presidente Lula foi demasiado otimista e ingênuo”, diz ele.

 

Segundo Gambirásio, o Yázigi vai adotarar um orçamento mais conservador em 2009, mas manterá a meta de vendas relativamente ousada: a previsão é de abrir ao menos 15 escolas novas em 2009 e comercializar mais 25 a 30 franquias para abertura em 2010, quando a rede completa 60 anos. Maravilha!

 

Na contramão

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) em parceria com o Sebrae, serviço de apoio às micro e pequenas empresas, realizará a partir de junho um trabalho bem diferente. Escolherá entre as integrantes de incubadoras dirigidas pelo Sebrae duas empresas com perfil para expandir seus negócios sob o sistema de franchising. A ABF fará não só a formatação da nova franquia, como a lançará no mercado. A iniciativa segue na contramão do mercado, já que a maioria das empresas pensa não uma, mas dezenas de vezes, quais as chances que teria se enveredasse pelo universo da franquia. Os escolhidos têm mais é que comemorar, pois já dão o primeiro passo com muito mais segurança.