Dê duro para poder relaxar nas férias

Há poucos dias, o New York Times publicou um artigo longo sobre um assunto de alta relevância. O título é “Sabotagem de férias: não deixe acontecer com você!”. Quem assina é Matt Richtel, que, segundo a biografia disponível no site do jornal, não cobre a área de turismo, mas a de tecnologia. Isso já revela a abordagem dada ao assunto, que pode ser resumida, grosso modo, a considerações sobre como é difícil desplugar neste mundo alucinante em que vivemos. Já não somos escravizados por mensagens e informações, mas pelos aparelhos em si (leia mais sobre isso no post anterior deste blog, da editora-executiva Marisa Adán Gil).
Ironias à parte, é preciso reconhecer que todo mundo sabe do que Richtel está falando quando se refere à “armadilha dos sete dias”: “três dias de impaciência por não conseguir relaxar, dois dias de descanso verdadeiro e dois dias de ansiedade antes de voltar ao trabalho”. A julgar pelas entrevistas feitas por Richtel, o problema é mais grave do que se supõe. Até mesmo um experiente psicólogo, Jonathan Schooler, da Universidade da Califórnia, confessa que destruiu suas férias com a família na Noruega porque programou tirar um tempinho para fazer um trabalho no laptop. Resultado: nem fez o trabalho, nem conseguiu desligar.



Mesmo sozinhos em um escritório, provavelmente estaremos na companhia de um computador, um telefone fixo e um celular. E talvez um tablet. Ao responder a um e-mail, paramos para verificar o SMS que chegou. Conversando com alguém no telefone fixo, damos uma lida nas atualizações do Facebook ou do Twitter.









