Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Você delega tarefas?

Uma vez um empreendedor me contou que, mesmo com uma equipe de executivos consolidada e a empresa já no patamar de R$ 30 milhões anuais de faturamento, ele continuava a cuidar pessoalmente do atendimento a alguns clientes. E não queria mais fazer isso. Queria delegar essa tarefa e se concentrar na estratégia do negócio. A grande questão é: quais partes da operação não precisam ficar o tempo todo sob o controle dos donos? (mais…)

O cuidado e a importância do planejamento

Quando você, em uma cidade do interior e em um sábado à noite, passa em frente a um bar que abriu há poucos meses e nota que esse bar está fechado, alguma coisa deve estar errada. Hoje a ideia do empreendedorismo está tomando outros patamares em meio à sociedade: cada vez mais os micro e pequenos negócios reafirmam seu lugar como geradores de emprego, mantenedores de economia forte e fontes de inovação.

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A liderança corajosa no cenário pós-crise

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Não é a primeira e provavelmente não será a última vez que o assunto liderança é tratado neste Papo de Empreendedor. Mas sempre convém refrescar algumas coisas na memória. Dia desses conversei com o dono de uma empresa de publicidade e ele me garantiu que a imagem de uma empresa - principalmente de portes micro e pequeno - entre os funcionários e clientes é muito relacionada à imagem do próprio empresário. Sendo assim, uma empresa comandada por um líder fraco passa a impressão, aos seus funcionários, de que o empreendimento é um navio prestes a sucumbir para qualquer pequeno iceberg à frente.

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Como adiar compromissos

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Um escritor americano reclamava da falta de tempo. Sempre tinha coisas a lhe atrapalhar, atividades a fazer, nunca conseguia se concentrar. Um dia de manhã, sua esposa, cansada de reclamação, lhe disse “Querido, ontem limpei toda a casa, lavei toda a roupa e deixei o almoço no fogão. Hoje você não tem que fazer nada, e pode trabalhar tranquilamente”. Ao final do dia, quando ela chegou em casa, encontrou o marido sentado no sofá, sorrindo. Ele não havia escrito uma única linha; mas toda a prataria da casa estava reluzente dentro do armário. (mais…)

O que você lê?

Eu adoro uma boa livraria. Para mim, shopping bom é aquele que tem pelo menos uma opção de livraria e revistaria – se tiver um café gostoso, melhor ainda. Nas minhas andanças por essas lojas, uma das seções que quase sempre visito – por força da profissão e por curiosidade mesmo – é a de livros de administração, negócios e recursos humanos.

O curioso dessa seção é que lá tem de tudo: desde livros técnicos de grandes estudiosos de marketing até análises no mínimo engraçadas sobre o comportamento das mulheres no ambiente de trabalho. Aparecem ali no meio muitos livros com um pé na auto-ajuda e outros que embarcam em modas (já vi diversos títulos com o sufixo “onomics” depois do sucesso de “Freakonomics – O Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta”, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner). (mais…)

Polêmica na gestão de empresas

george_cloutierSeja controlador. Use o medo para motivar funcionários. Demita os membros da sua família que trabalham na empresa. George Cloutier, 63 anos, fundador da consultoria American Management Services, especializada em gestão de pequenos e médios negócios, dá conselhos que são no mínimo polêmicos. Em entrevista ao site do “New York Times”, Cloutier, que é autor do livro “Profits Aren’t Everything, They’re the Only Thing” (“Lucro Não É Tudo, É a Única Coisa”), afirma também que a crise tem sido desculpa para o desempenho ruim das empresas.

“O que aconteceu ontem está feito. Amanhã é um dia novo. Tenho de cortar meus custos de maneira feroz. Tenho de gastar muito mais tempo com vendas e marketing e tenho de parar de reclamar e começar a trabalhar”, afirma. De acordo com Cloutier, a maioria das empresas que estão em apuros não implementa o básico: demonstração de resultados e atenção ao fluxo de caixa.

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Otimize seu tempo e trabalhe menos

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Sempre que pergunto aos empreendedores quantas horas trabalham por dia, a resposta se repete: são mais de doze horas diárias. Grande parte deles, seja por amor pelo que faz ou pela sobrecarga de funções, não consegue relaxar nem aos finais de semana. Muitos já não se lembram quando tiraram as últimas férias. (mais…)

Liderança nos dias de hoje

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A liderança praticada no passado, com autoritarismo e controle sobre os funcionários, não funciona mais nos dias de hoje, segundo Marco Túlio Zanini, professor de estratégia de pessoas da Fundação Dom Cabral. Nos dias atuais, a liderança deve estar baseada numa relação de confiança recíproca para que a empresa aumente seus ganhos e produtividade. Mas isso não é fácil de alcançar. No Brasil, existe uma cultura de baixa confiança e isso faz com que muito empresários e executivos pratiquem a anti-liderança. Gestores com as características abaixo praticam a anti-liderança:

-    preocupa-se apenas consigo mesmo, com o seu futuro, seu resultado, sua imagem
-    demite pessoas como estratégia de corte de custos
-    usa a ambiguidade a seu favor
-    não consegue criar uma visão de futuro
-    cria medo, conflito e desesperança na equipe

O resultado desse tipo de atitude é uma corrosão da confiança. Para conseguir uma cultura de confiança na empresa, os líderes precisam dar autonomia para toda a equipe – do chão de fábrica aos diretores, todos precisam ter liberdade para opinar e agir. Com isso, gera-se confiança. O líder que age baseado em valores e segue as características abaixo ajuda a construir esse ambiente.

-    gera comunicação eficaz
-    age com transparência e integridade
-    confere autonomia
-    consegue aumentar a moral da equipe
-    cria visão de futuro compartilhada
-    desperta a virtude pessoal, o melhor das pessoas
-    busca reduzir a ambiguidade
-    em meio a incertezas, age com base em princípios norteadores
-    tem consciência de seus reais limites
-    forma sucessores de maneira espontânea

E você? Pratica uma liderança baseada em valores?

É possível terminar uma sociedade numa boa?

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Devido aos riscos envolvidos em qualquer empreendimento, a maioria das pessoas que abre um negócio prefere dividir a responsabilidade com um sócio. Algumas dessas parcerias são afinadas, lucrativas e seguem adiante. Porém, assim como um casamento, as chances da sociedade dar errado existem e as razões para o fim são inúmeras.

A entrada de dinheiro pode ser uma delas. Se, por exemplo, um dos sócios quiser reinvestir na empresa o lucro obtido e o outro preferir gastá-lo individualmente, é sinal que algo não anda bem. Quando uma das partes deseja tornar-se grande e a outra não, também fica difícil manter a sociedade. Mesmo as pequenas discussões podem desgastar a relação e fazer com que cada um pense em  seguir o próprio caminho.

Seja qual for o motivo, terminar uma sociedade é delicado e requer cautela. Entretanto, se houver planejamento, é possível colocar um ponto final sem maiores danos. Não acredita? Eu também duvidava, mas ao ler no blog The Toilet Paper dicas sobre o tema, percebi que o fim pode ser civilizado. Os conselhos estão logo abaixo:

1) Jogue limpo
A melhor maneira de romper uma sociedade é ser honesto com você mesmo e com o parceiro. Não esconda os motivos que te levam a querer o fim. Se você expressa suas razões com clareza, ao invés de colocar a culpa no outro para justificar a decisão, o processo se torna menos traumático.

2) Encare a ruptura com naturalidade
Segundo especialistas, quase todas as sociedades se desfazem em determinado ponto, inclusive por bons motivos. Tenha em mente que a união pode ser passageira. E o fim natural.

3) Organize
As condições da parceria devem ficar claras logo no início. Aproveite essa fase de “lua-de-mel”, período em que geralmente ambas as partes estão em sintonia, para definir funções e expectativas. O ideal é que as cláusulas do contrato sejam discutidas a exaustão.

4) Aceite a decisão do outro
Se a iniciativa não partir de você, procure aceitar sem raiva. Seja prático e lembre-se que ficar brigando só traz prejuízos, inclusive financeiros.

5) Não leve para o lado pessoal
Por mais difícil que seja, tente não levar o fim para o lado pessoal. Se além de sócio a pessoa for um amigo íntimo ou parente, é preciso ter cuidado redobrado para não deteriorar a relação de amizade.

E você, leitor, acha possível por um ponto final, sem traumas,  em uma sociedade? Dê a sua opinião!

O poder da assertividade

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No mundo corporativo, é muito comum a assertividade ser confundida com agressividade. De fato, a linha que separa as duas posturas é tênue e, por isso, nem sempre elas são adotadas corretamente. Alguns executivos acham que ser assertivo é sinônimo de grosseria, petulância e autoritarismo. Eles exageram na dose de autoconfiança (característica que, segundo especialistas, toda pessoa assertiva deve possuir) e não raro partem para o ataque verbal quando são contrariados. Outros preferem adotar uma postura submissa e não defendem ideias porque têm medo de criar atritos.

Porém, apesar da confusão, a assertividade nada mais é do que um comportamento direto, honesto e dinâmico. Pessoas que a adotam são confiantes, produtivas e sabem dizer sim ou não sempre que necessário. Sem drama.

Do ponto de vista empresarial, um líder ou funcionário assertivo pode ajudar:

* A reduzir a improdutividade causada por desentendimentos na comunicação

* A propagar novas ideias e programas

* A eliminar reuniões intermináveis e o adiamento das decisões tomadas por líderes que preferem manter a paz aparente do que se posicionar

Segundo a revista americana INC, atitudes assertivas também contribuem para o estreitamento das relações de trabalho, reduzem o estresse, melhoram a auto-estima e aumentam as chances de sucesso da empresa.

Em um mercado cada vez mais competitivo, não há espaço para a adoção de atitudes extremas. Saber se posicionar corretamente é determinante para o êxito. Por isso, se após uma autoavaliação você constatou que não está no caminho certo, confira as dicas abaixo e aprenda a usar a assertividade a seu favor:

Seja específico
Nunca diga: “Precisamos do trabalho pronto assim que possível”. O correto é falar: “Preciso do trabalho concluido na minha mesa, às 18h, na sexta-feira. Como posso te ajudar para que ele seja feito no prazo?”. Usar o assim que possível não transmite clareza porque pode ser entendido como hoje ou daqui a um mês, dependendo da interpretação e disposição do funcionário.

Saiba dizer não
Nunca responda sim apenas para manter o clima de paz. Saiba discordar e expor seus argumentos, porém sem ofender. Não leve para o lado pessoal opiniões distintas da sua. Quando não concordar com algo dito em uma reunião, por exemplo, fale: “Tenho uma outra sugestão que gostaria de compartilhar com vocês”.

Planeje
Procure anotar metas e pensamentos. Troque-os com pessoas de diferentes áreas da empresa. Ao pedir opinião, esteja preparado para as possíveis críticas.

Não tenha vergonha de esclarecer dúvidas
Se algo não ficou claro, não finja que entendeu. Uma segunda explicação irá poupá-lo de refazer o trabalho e pode ajudar a desenvolver a tarefa com mais confiança.

Mantenha o autocontrole
Em situações difíceis, use a racionalidade para dominar emoções. Não há nada pior do que trabalhar com pessoas que perdem a linha e tornam o ambiente de trabalho pesado.

E você, leitor, como tem sido o seu comportamento? Assertivo, submisso ou agressivo? Dê a sua opinião!

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