Papo de Empreendedor

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Google vai premiar grandes idéias

Os professores pardais que sonham com um mundo melhor têm uma bela oportunidade para mostrar seus projetos. E, quem sabe, ainda podem se tornar ricos e famosos. O Google lançou o projeto 10^100 (lê-se dez elevado a 100), que distribuirá o total de US$ 10 milhões (cerca de R$ 19 milhões) entre as cinco melhores idéias vindas de qualquer parte do mundo e que possam beneficiar tantas pessoas quantas for possível. O prêmio foi lançado para comemorar o aniversário de dez anos do Google. As inscrições vão até o dia 20 de outubro e o formulário que deve ser preenchido, assim como as informações detalhadas e as condições impostas aos participantes estão no site do prêmio. A escolha das melhores idéias começará em janeiro de 2009. Primeiramente, os internautas elegerão os projetos mais interessantes. Os mais votados serão submetidos a uma comissão julgadora que avaliará as idéias dentro das categorias Comunidade, Oportunidade, Energia, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Moradia. A escolha dos vencedores levará em conta critérios como alcance da idéia, impacto que ela poderá provocar, tempo necessário para a sua implementação e relação custo-benefício para concretizá-la. Já imaginou quanta coisa interessante e até curiosa deve surgir por esse mundo afora?

Google e seu navegador

Faz uma semana que o Google lançou o navegador, o Google Chrome, ainda em estágio de demonstração (na linguagem da tecnologia é chamado de beta). Fiquei bem curiosa e, no fim de semana, com mais calma, resolvi baixá-lo para ver do que se tratava.

A primeira impressão que eu tive foi que é muito rápido. O programa, em si, abre em poucos segundos após o usuário clicar em seu ícone de inicialização. Outra coisa interessante é que como ele trabalha com várias abas (a chamada arquitetura de multiprocessos), o que reduz a necessidade de fechar o navegador quando um site ou aplicativo on-line trava. Cada aba, com o Google Chrome, é independente de qualquer outra aberta pelo usuário. Esta medida também oferece uma camada adicional de segurança, já que isola cada site e programa em um ambiente limitado.

O que eu gostei também foi o Omnibox, uma barra integrada no topo do navegador, na qual você pode digitar um endereço de site ou um termo de busca - ou ambos - e o Chrome te leva direto sem mais perguntas. E o melhor: o aplicativo aprende o que você gosta. Uma vez que você visitou o site, o Chrome lembrará que ele possui sua própria caixa de busca e dará a opção de usá-la diretamente do Omnibox. A função ainda automatiza buscas por palavras-chave. Mas, como se trata de apenas uma versão beta, ele traz alguns errinhos. Um que eu fiquei bem brava foi aparecer a seguinte mensagem quando eu entrava em alguns sites até comuns: “este aplicativo falhou porque o arquivo xpcom.dll não foi encontrado.” Isso é meio chatinho. Agora, diz aí: você pretende largar o Internet Explorer ou o Firefox para usar esse novo browser?

A evasão dos cérebros

Esses dias estava lendo o Epicenter, blog da revista Wired, uma espécie de bíblia para quem gosta de tecnologia e inovação, e um dos assuntos me deixou cabreira. Na nota, os jornalistas repercutiam a saída do CIO do Google, Douglas Merrill, que deixou o gigante de buscas para ser presidente da divisão de música digital da EMI. Além dele, outros nomes de peso estão deixando a empresa considerada mais inovadora de nossos tempos. Entre eles, Sheryl Sandberg, vice-presidente de operações e vendas globais, que foi para a rede social Facebook. Detalhe: a cerca de 10 quilômetros do prédio do Google, o famoso Googleplex, na Califórnia. E não pára por aí. A lista de cérebros de todos os níveis que estão saindo da empresa é gigante. Próximo de comemorar 10 anos de vida, o Google se depara com o desafio de reter seus talentos. Um fator importantíssimo já que o Google recebe títulos de empresa mais inovadora justamente por conta de seus funcionários. Por ter esses “cérebros”, ele consegue inovar rapidamente e o deixa à anos luz de seus concorrentes.

E como se retém talentos? Alguns devem responder: um bom salário. Fiquei com isso na cabeça e era uma questão que fiz a outras empresas de tecnologia. E a resposta que eu tive é que só dinheiro não interessa. É claro que, o dinheiro faz a diferença sim, mas não é somente ele que faz com que os gênios fiquem nessas empresas. Para eles, o que conta (e muito) é o desafio do projeto.

Semana passada fui fazer uma entrevista com algumas empresas no Porto Digital, um dos principais pólos de tecnologia do país, instalado no Recife (PE), e questionei os empresários se eles tinham essa dificuldade. A resposta foi unânime: SIM. E todos são categóricos ao dizer que pouco pode fazer para parar com o êxodo. O que as empresas do Porto Digital fazem é transformar os estudos que ainda estão em fase de discussão na universidade em produtos de mercado. É claro, analisando a viabilidade de todo o projeto. É, sem dúvida, um primeiro estímulo. Mas, na sua opinião, como será que o Google e tantas outras empresas deve contra-atacar para manter sua liderança em inovação e, principalmente, com os melhores cérebros?


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