Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Estratégia de mkt coloca um site de peixes na crista da onda

 

Você sempre ouviu dizer que peixe fresco é a muuuito melhor do que peixe congelado, né? Pois o empreendedor inglês Alistair Blair tem remado contra a maré. Amante da cozinha do mar, ex-executivo do mercado financeiro, ele se dizia decepcionado com a falta de bons peixes no mercado quando decidiu abrir sua empresa online, a The Fish Society, no Reino Unido.

 

Pelo site, pode-se comprar patas de caranguejo, salmão orgânico, salmão pescado em rios (dizem que é mais magro do que aquele de criadoro) e uma infinidade de peixes e crustáceos difíceis mesmo de serem encontrados. Por incrível que pareça, o lema de Blair “melhor congelado do que fresco” tem feito sucesso.

 

Ele alega que, para garantir a qualidade, os produtos devem ser congelados rapidamente. Mas a maioria das pessoas que compra peixe fresco, congela o bicho no freezer, em casa. Um freezer doméstico leva, segundo Blair, de 10 a 20 vezes mais tempo para congelar do que o processo industrial que ele usa. Então… melhor congelado do que fresco! Além disso, diz ele, peixe fresco deteriora rapidamente, portanto… Fisher Society na cabeça! 

 

Nada como uma estratégia de marketing diferente e bem traçada para colocar uma empresa de vento em popa rumo ao sucesso. A Fish Society foi escolhida como “Brand of Tomorrow” de 2008 pela The Walpol, organização que promove negócios de luxo no Reino Unido.

 

Ao gosto do freguês

Criatividade é (ou deveria ser) a alma de todo bom negócio. Com ela, é possível reinventar produtos e serviços tradicionais e criar novos mercados. Foi o que fez a alemã MyMuesli, que abriu suas portas virtuais em maio de 2007, para que a clientela monte a sua própria granola. São mais de 70 ingredientes diferentes, como castanhas, cereais, frutas frescas e desidratadas (tudo orgânico) para enriquecer qualquer café da manhã. Mistura escolhida, o cliente ainda pode dar um nome à criação, o que facilitará sua vida nas próximas compras.

A idéia fez tanto sucesso que, além de expandir as operações para o Reino Unido e a Suíça, a empresa inspirou a criação da [Me]&Goji, nos Estados Unidos. Desde setembro, os americanos têm mais de 40 ingredientes naturais e orgânicos à disposição para montar pacotes customizados de granola. A iniciativa é boa e pode servir de ponto de partida para outras inovações. Pousadas poderiam anotar as preferências dos hóspedes no momento da reserva e oferecer cafés da manhã sob medida, por exemplo.

Temos o iPhone mais caro

 

Yes, nós temos iPhone 3G. Depois de tanto falatório e discussão, ele chegou no Brasil. Ontem depois de todas as notícias sobre o tão esperado smartphone, decidi que iria me dar de presente. Mas, acho que não vou conseguir comprar tão cedo. O motivo: o preço. A Vivo e a Claro, que começaram a oferecer o aparelho, têm os iPhones com preços mais altos entre oito países que vendem o novo celular da Apple na América do Sul. Só para ter uma idéia, pela Vivo, o celular será oferecido com valores que partem de 899 reais (pós-pago de 8GB) e chegam a 2.199 reais (pré-pago de 16GB) com mensalidade a partir de R$ 71 - chegando a R$ 585. Já o iPhone, da Claro, custa de R$ 1.239 (modelo de 8GB para plano pós-pago) a R$ 2.599 (modelo de 16GB pré-pago), com plano mensal mínimo de R$ 151.

Na Argentina, que oferece o segundo plano mais caro entre os países da América do Sul, o iPhone 3G de 8GB sai por R$ 619 e o de 16 GB por R$ 865 com um plano mensal de R$ 134. A diferença de preço no comparativo chega a R$ 2.361 reais em relação ao Equador, que oferece o iPhone 3G pelo valor mais baixo entre os países da América do Sul. Naquele país, por exemplo, o modelo de 8GB é gratuito e o de 16 GB é vendido a R$ 238 com plano mensal de R$ 235. Depois do Equador, os iPhones 3G mais baratos são vendidos na Colômbia e no Uruguai. No entanto, as operadoras destes três países oferecem planos de fidelidade de 24 meses. No Brasil, o prazo máximo permitido para estes planos é de 12 meses, de acordo com as novas regras da telefonia celular.

Imagine, nos Estados Unidos, ele custa o equivalente a R$ 450 mais os planos de mensalidade da operadora. Acho que uns R$ 600, estaria bem pago por aqui. Mas, e aí, quanto você pagaria pelo iPhone?

Customização 2.0

Em tempos de internet 2.0, em que a colaboração dos usuários nos sites cresce a cada dia e a interação dos internautas – entre si e com as empresas – é cada vez mais indispensável, empreendedores ao redor do mundo procuram formas de inovar e criar boas oportunidades de negócio.

Foi o que fizeram os fundadores da Ponoko, uma pequena empresa da Nova Zelândia, que uniu a customização de produtos à interatividade de seus clientes por meio da internet. Funciona assim: se você tem o design de algum produto, mas não tem meios de fabricá-lo, pode enviar os desenhos e especificações para o site, que a equipe da Ponoko trata de transformar o seu projeto em realidade.

Mas se os seus dotes de designer não são tão bons e, ainda assim, você tem uma idéia brilhante na cabeça, a Ponoko tem a solução. Envie um descritivo do seu projeto, com todos os detalhes possíveis ao site. Os designers-usuários da Ponoko receberão a sua solicitação e te farão propostas de trabalho. Você escolhe a proposta que mais te agrada, o designer faz o desenho e a Ponolo, claro, fabrica o item para você.

E tem mais, o site permite também que os usuários coloquem seus produtos à venda ali mesmo – se alguém comprar, a empresa fabrica a peça e envia direto para o cliente. Eu confesso que fiquei fascinada com a simplicidade e autenticidade da idéia! Com uma solução inovadora, os neozelandeses uniram muito bem a customização em seu grau máximo com a incrível capacidade interativa da internet.

O exemplo vale para fazer pensar em como cada empresa pode incluir as novas ferramentas da web em suas estratégias. Você já está fazendo alguma coisa?

Produto com a cara do consumidor

Filipe Araújo/AE

Filipe Araújo/AE

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde já, esclareço que não sou corinthiana, aliás, como todo bom são-paulino, só me traz mais felicidade que o Corinthians perder, quando é o São Paulo quem o faz. Mas, dessa vez vou dedicar meu tempo, minha boa vontade, e meu primeiro post nesse blog ao tema alvi-negro.

Depois da camisa roxa, em homenagem não muito bem-sucedida ao torcedor “roxo” do Corinthians - que demorou a enteder a alusão - o clube lança uma camisa que terá a cara, literalmente, do torcedor. Novamente em preto e branco, a camisa terá fotos de cerca de 400 torcedores que se dispuserem a pagar R$ 1 mil para se estamparem no peito dos jogadores no jogo mais importante do ano para o time: o de acesso a série A. Além disso, após essa partida, as 11 camisas serão comercializadas, sabe-se lá a que preço.

A sacada é genial, porque não só fideliza mais a torcida – a grande “cliente” do time -, mas também porque traz maior identificação do público com o produto, e pode gerar uma boa renda para o clube. Estima-se que só com essa “brincadeira” o Corinthians arrecade mais de R$ 4 milhões.

Rixas futebolísticas à parte, vale notar o exemplo alvi-negro e agora também roxo quando o assunto é cativar o público.

Inovação e interatividade lado a lado

Música

Inovar é questão chave para as empresas sobreviverem num cenário tão competitivo como o atual. A interatividade é outro tema importante, porque ouvir o que os consumidores têm a dizer pode ajudar muito na hora de tomar decisões na sua empresa, seja para lançar um novo produto ou serviço ou para mudar algum que já existe. Pois um grande festival de música eletrônica fez uso dessas duas máximas para elaborar a edição deste ano do evento. O nono Skol Beats, que acontece no dia 27 de setembro em São Paulo, será o primeiro festival de música co-criado pelo público.

A formatação do festival foi realizada em etapas, com total interatividade daqueles que gostam de música eletrônica. De abril a agosto, estavam disponíveis na internet e por celular fóruns de discussão e votações para escolher a data do evento, o local onde ele aconteceria e os artistas que se apresentariam. Nos fóruns, os organizadores levantaram questões sobre a cena atual da música eletrônica e, com o resultado dessas conversas, conseguiram saber o que o público queria ver no festival.

O objetivo da empresa organizadora, a Skol, era levar a busca constante por inovação, perseguida pela companhia, para o evento musical. A empresa levou a interatividade tão a sério que os resultados das votações foram auditados pela PCI Contabilidade e Auditoria, segundo a Skol. Falamos aqui de uma grande empresa, mas empreendimentos de todos os portes podem promover interação com seus clientes. Você já fez ações inovadoras e interativas na sua empresa? Se sim, conte-nos a sua experiência.

Som na caixa

Agora, cantoras como Ivete Sangalo, Pitty e as bandas Jota Quest e Skank recebem uma premiação de “celular de ouro” ou “celular de diamante”. É uma versão do tradicional disco de ouro e de diamante, respectivamente, marca a comercialização de 100.000 unidades e de 500.000 unidades do celular com músicas dos cantores. Essa foi a saída encontrada pelas gravadoras para driblar a pirataria e o download das músicas. Eles se uniram às operadoras de telefonia móvel e as fabricantes de celular para reinventar o mercado fonográfico. As operadoras e fabricantes, por sua vez, dão as músicas como brinde e acabam conquistando os clientes. Trata-se da reinvenção de um mercado que estava prestes de afundar. Nada mal, não é?

Cuide do visual do site

Para quem tem site de comércio eletrônico, o visual da loja deve ser muito bem cuidado. Ele funciona como uma vitrine em uma loja física. É o chamariz do site. Se tiver um layout clean e sem poluição visual, é ele quem vai fazer com que o consumidor gaste mais tempo em sua loja. Mas, tem sempre uma forma de ir além. A loja holandesa Hema, que vende de tudo - eletrônicos, eletrodomésticos, roupas de bebê - resolveu inovar. Os desenvolvedores do site criaram um mecanismo de animação que faz com que o internauta passeie pela loja inteira. Funciona como aqueles jogos de dominó que caem e vão formando outros desenhos. Você vai acompanhado a bolinha que percorre por todos os produtos e acaba (porque não?) querendo comprar um item que não tinha idéia mas que passou bem na sua frente. Não deixa de ser uma boa idéia para quem quer tornar seu site mais interessante. Clique aqui para ver a animação e você nem precisa saber holandês para visitar o site.