Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Achando Wally por satélite

Dessa vez está mais difícil encontrar Wally. O personagem mais procurado de todos os tempos saiu das páginas dos livros para o mundo, literalmente.

Para promover o lançamento de mais um livro da série Onde está Wally?, a livraria inglesa Borders articulou uma competição com o Google Earth e o jornal Daily Telegraph. Os participantes terão que encontrar o personagem usando esse software de mapeamento por satélite de acordo com as pistas divulgadas no jornal. Ao encontrá-lo, o competidor deverá registrar sua latitude e longitude no site da livraria.

Um pouco complicado para o leitor, mas o prêmio pode ser interessante: além de produtos, a livraria dará ao vencedor uma viagem de verdade ao destino final do viajante fictício.

A internet aliada softwares gratuitos e interatividade pode ser uma opção muito barata e eficaz para a promoção de produtos, ainda mais se forem direcionados ao público jovem. Não é necessário nada muito além de idéias para montar uma estratégia tão interessante quanto a da livraia Borders.

Google e seu navegador

Faz uma semana que o Google lançou o navegador, o Google Chrome, ainda em estágio de demonstração (na linguagem da tecnologia é chamado de beta). Fiquei bem curiosa e, no fim de semana, com mais calma, resolvi baixá-lo para ver do que se tratava.

A primeira impressão que eu tive foi que é muito rápido. O programa, em si, abre em poucos segundos após o usuário clicar em seu ícone de inicialização. Outra coisa interessante é que como ele trabalha com várias abas (a chamada arquitetura de multiprocessos), o que reduz a necessidade de fechar o navegador quando um site ou aplicativo on-line trava. Cada aba, com o Google Chrome, é independente de qualquer outra aberta pelo usuário. Esta medida também oferece uma camada adicional de segurança, já que isola cada site e programa em um ambiente limitado.

O que eu gostei também foi o Omnibox, uma barra integrada no topo do navegador, na qual você pode digitar um endereço de site ou um termo de busca - ou ambos - e o Chrome te leva direto sem mais perguntas. E o melhor: o aplicativo aprende o que você gosta. Uma vez que você visitou o site, o Chrome lembrará que ele possui sua própria caixa de busca e dará a opção de usá-la diretamente do Omnibox. A função ainda automatiza buscas por palavras-chave. Mas, como se trata de apenas uma versão beta, ele traz alguns errinhos. Um que eu fiquei bem brava foi aparecer a seguinte mensagem quando eu entrava em alguns sites até comuns: “este aplicativo falhou porque o arquivo xpcom.dll não foi encontrado.” Isso é meio chatinho. Agora, diz aí: você pretende largar o Internet Explorer ou o Firefox para usar esse novo browser?

Doentes da internet

Durante anos a televisão esteve no centro das discussões como inimiga dos bons relacionamentos familiares e da educação das crianças. Agora é a vez do computador, mais exatamente da internet e de todo o emaranhado de recursos sedutores que a rede oferece. Uma das últimas edições do American Journal Psychiatry trouxe uma reportagem falando que a internet — esta “menina bacana de 18 anos” — é um problema sério à saude e está se transformando na doença do século. Só para citar um exemplo, em Beijim, na China, estima-se que existam 10 milhões de “internet boomers” doentes. Os principais sintomas são a falta de sociabilidade e o descuido com o próprio corpo, como má alimentação e até falta de banho. Por outro lado, é indiscutível que a internet é cada vez mais importante nas nossas vidas, usada como ferramenta de trabalho, de estudo ou de relacionamento. Estaríamos realmente diante de um monstro incontrolável sem ter o que fazer ou será a internet apenas a bola da vez envolta em previsões exageradamente catastróficas?

Site dedo-duro

Um site americano – www.glassdoor.com – reúne opiniões anônimas de funcionários e ex-funcionários sobre as empresas pelas quais já passaram. O objetivo dos criadores da página é aumentar o conhecimento das pessoas sobre as companhias, para que elas possam escolher o melhor emprego. O serviço é gratuito e direcionado aos americanos, por isso as únicas opiniões são sobre empresas dos Estados Unidos. Além dos comentários sobre cargos e companhias, o site traz também o valor dos salários de algumas funções em determinadas empresas. Difícil saber se a idéia vai se estender até o Brasil e chegará ao universo dos pequenos negócios – até porque há quem conteste a legalidade desse tipo de serviço -, mas vale ficar atento. Não são só os consumidores que saem opinando sobre produtos e serviços na internet. Chegou a vez dos funcionários também colocarem a boca no trombone. Se você não quer atuais e antigos colaboradores falando mal do seu negócio por aí, melhor tratá-los com dignidade. Para se ter idéia, a Microsoft já tem 153 avaliações, a Apple, 75, e o Google, 42.

Cuide do visual do site

Para quem tem site de comércio eletrônico, o visual da loja deve ser muito bem cuidado. Ele funciona como uma vitrine em uma loja física. É o chamariz do site. Se tiver um layout clean e sem poluição visual, é ele quem vai fazer com que o consumidor gaste mais tempo em sua loja. Mas, tem sempre uma forma de ir além. A loja holandesa Hema, que vende de tudo - eletrônicos, eletrodomésticos, roupas de bebê - resolveu inovar. Os desenvolvedores do site criaram um mecanismo de animação que faz com que o internauta passeie pela loja inteira. Funciona como aqueles jogos de dominó que caem e vão formando outros desenhos. Você vai acompanhado a bolinha que percorre por todos os produtos e acaba (porque não?) querendo comprar um item que não tinha idéia mas que passou bem na sua frente. Não deixa de ser uma boa idéia para quem quer tornar seu site mais interessante. Clique aqui para ver a animação e você nem precisa saber holandês para visitar o site.

Internet x Televisão

A publicidade on-line é tão eficiente quanto os anúncios de 30 segundos veiculados na televisão ou até mais. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Harris Interactive nos Estados Unidos em parceria com o Google e publicado num site especializado em marketing (em espanhol). A empresa avaliou o impacto de anúncios de três categorias - bebidas, snacks (lanches e guloseimas) e cuidados pessoais – em três plataformas diferentes: televisão convencional, You Tube e outros vídeos inseridos na rede. O resultado foi que os vídeos veiculados na internet influenciavam mais a intenção de compra dos consumidores do que os anúncios feitos na TV. Além disso, a pesquisa mostra que, nos Estados Unidos, 32% dos freqüentadores do You Tube estão vendo menos TV do que antes. Talvez não se deva tomar o resultado da pesquisa como verdade absoluta, afinal, uma empresa de internet está por trás dele e, como todos sabemos, a realidade brasileira é diferente da americana. Mas pode ser interessante repensar a estratégia de anúncios de sua empresa e dar mais atenção à internet e, em particular, à veiculação de vídeos na rede.

Não dá para brincar

Muita gente acha que só porque está no trabalho pode usar e abusar dos recursos da empresa. Aí, liga para um amigo no Japão, troca e-mails do trabalho com os amigos como se fosse uma conversa instantânea e assim vai…É claro que todos sabemos que se usarmos com parcimônia não há porque se preocupar. Mas, o monitoramento de e-mails não é novidade dentro das empresas. Na semana passada, o assunto voltou a ser falado por conta de uma decisão do TRT de Brasília. O Tribunal negou o pedido de uma funcionária que desejava anular a demissão por justa causa. Na sentença o juiz afirmou que o e-mail corporativo é de propriedade da empresa, apenas cedido ao trabalhador para ele executar suas funções. Não é a primeira vez que a Justiça decide a favor dos empregadores, o que demonstra que o e-mail da empresa deve ser usado apenas como uma ferramenta de trabalho. Vale uma conversa com seus funcionários. O ideal é sempre alertar dos possíveis problemas e não simplesmente proibir.