Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Mais uma safra de negócios

Davilym Dourado/Editora Globo

Alguns posts atrás, falei sobre o crescente número de investimentos feitos por artistas em startups digitais. Mas, ao que parece, além do setor de tecnologia, os vinhos também começaram a chamar a atenção do capital-celebridade. O charme de ter um rótulo com o seu nome pode parecer atrativo. Mas não é o único motivo para investir na produção de um bom Chardonnay: segundo o último levantamento realizado pelo Wine Institute, o mercado mundial de vinhos movimenta cerca de US$ 235 bilhões (R$ 436 bilhões) anualmente. Do Galvão Bueno ao rapper Lil Jon, confira algumas celebridades que andam apostando no setor.
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Capital celebridade

Gettyimages

Rumores no mundo das startups dizem que Justin Bieber está prestes a iniciar uma nova fase em sua carreira: a de investidor-anjo. Por mais bizarro que pareça, essa história começou a ficar mais próxima da realidade desde junho, durante o Tech Crunch Disrupt, quando Scooter Braun, empresário de Bieber, comentou sobre o interesse do ídolo teen no mercado de tecnologia. A atuação de celebridades nesse cenário não é novidade. Além de Bieber, Lady Gaga também está nessa, com investimentos na Zynga e na Turntable.fm. Ashton Kutcher, por sua vez, tem apostado em empresas promissoras do Vale do Silício, como o Flipboard e o Fashism, por meio do fundo A Grade Investments. No Brasil, a participação do Luciano Huck no Peixe Urbano se tornou um case bastante conhecido.

GettyimagesOportunidade de negócios? Retorno de mídia? Identificação pessoal com a empresa? Os motivos que levam artistas a participarem da cena de startups podem ser os mais diversos. Mas, de qualquer forma, tem sido bastante interessante observar como, além do capital investido, o poder de broadcasting pessoal dessas celebridades tem ajudado a consolidar novos modelos de negócios. Basta observar a explosão de usuários do Flipboard após a divulgação de Kutcher nas redes sociais. Seguindo essa linha de raciocínio, imagina só o que algumas twittadas de Bieber poderiam fazer por uma startup em termos de divulgação e credibilidade entre a sua base de fãs?

Os benefícios são óbvios. E a atitude de acreditar em novas empresas deve ser reconhecida. Mas, ao que parece, quando falamos desse tipo de capital celebridade, o que temos visto, na maioria dos casos, são investimentos em modelos de negócios hypados de internet. Além da questão dos modelos de receita complicados típicos do mercado digital (assunto para um outro post), não seria ainda mais interessante ver esses caras emprestarem a sua fama e dólares em áreas de inovação menos badaladas, mas potencialmente mais significativas e lucrativas (isso é um julgamento de valores pessoal, admito), como a biotecnologia e sustentabilidade industrial, por exemplo?

Como estimar os gastos iniciais da sua startup?

Shutterstock

O relato é comum a muitos empreendedores: um cálculo inicial mostra quanto será necessário para começar um negócio. O dinheiro vem de economias, familiares e amigos. O empreendimento começa e, meses depois, o caixa já está no vermelho. Um motivo muito provável: a projeção da necessidade de capital de giro e de investimento inicial estava errada.
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Em busca da uma ideia (semi) nova

Para abrir um negócio de sucesso, é preciso ter uma sacada, uma ideia genial, algo capaz de revolucionar o mercado. Só assim você conseguirá atrair a atenção dos investidores, conquistar os consumidores e bater a concorrência. Certo? Errado.
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Dicas para transformar seus entes queridos em investidores

Achar dinheiro para começar um negócio ou investir nele não é uma das tarefas mais fáceis na vida do empreendedor – a gente da Pequenas Empresas & Grandes Negócios bem sabe o número de vezes que ouvimos isso dos nossos entrevistados. E, no fim, é preciso recorrer a alternativas como sócios, investidores profissionais, investidores anjos e outros tipos de financiamento.

Mas por que não simplificar tudo e pedir esse dinheiro para conhecidos, como familiares e amigos? Simplesmente porque é impossível misturar a esfera pessoal e a profissional ou jogar questões pecuniárias em relacionamentos emocionais sem tornar tudo muito complicado.

O que não significa que você não pode tentar, com algumas precauções. O site da revista Entrepreneur fez uma lista de dicas bastante úteis para que você tenha capital para tornar seus sonhos realidade, sem ser proscrito no convívio familiar ou acabar com amizades de décadas. (more…)

Encontro reúne empresários e investidores em Belo Horizonte

convite_meetup

Nada de palestras formais, com horário para começar e terminar, uma pessoa no palco falando e uma plateia de ouvintes. A proposta do 2º Startup Meetup, que acontece nessa quinta-feira (20) em Belo Horizonte é completamente diferente. A ideia do encontro é reunir empreendedores, investidores e entusiastas de startups em um bar para que troquem informações e experiências sobre ideias de negócios, além de ampliar o networking. Não é que um empresário vá, necessariamente, sair dali com um investidor disposto a colocar dinheiro em seu negócio. O objetivo é justamente fazer com que os donos de empresas entendam melhor como funcionam os investimentos de fundos de venture capital e, por outro lado, mostrar aos investidores o que há por aí em termos de ideias de negócios. Depois desse contato inicial, no entanto, quem sabe não acontece uma parceria?

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Dicas para apresentar sua empresa aos fundos de Venture Capital

dinheiro

Uma pergunta que sempre vem à cabeça dos empreendedores quando pensam em crescer é: de onde tirar dinheiro? Uma opção muito interessante a se considerar são os investimentos de Fundos de Venture Capital.

Para facilitar o acesso às informações dos fundos disponíveis no mercado, a Endeavor criou o Guia de Fundos de Venture Capital e Private Equity.  No entanto, antes de iniciar o trabalho de “road show” para os fundos escolhidos, trabalhe bem os pontos a seguir para apresentar a sua empresa com mais confiança:

1) Time: O fundo de Venture Capital quer ver com quem está lidando, quem será responsável por alcançar os resultados planejados. Mostre qual será o time envolvido na operação e qual o diferencial desde o início da apresentação, denotando confiança na força da equipe.
2) Mercado: Para investir, o fundo deve saber qual o tamanho do mercado e qual a pretensão de market share da empresa. Não superestime o market share. Dentro de um mercado específico, o empreendedor não poderá ter mais de 80% do mercado por razões até mesmo regulatórias. Portanto, seja ambicioso, porém razoável, dentro de suas estimativas.
3) Produto ou serviço: Explique o produto ou serviço da empresa sem se ater demais a detalhes técnicos. Procure destacar o diferencial do produto no mercado.
4) Competição: Mostre o mercado como um todo e não só os dois principais concorrentes. Mostre porque a empresa tem a estratégia vencedora e explique as estratégias de defesa perante os competidores.
5) Governança Corporativa: Uma coisa certamente necessária para o investimento de um fundo será a construção de um Conselho independente. Assim, se você busca um investimento, nada melhor que já formar seu Conselho para denotar maior profissionalismo.
6) Plano Financeiro: Seja minucioso com os números apresentados em seu plano financeiro. Saiba dados e indicadores e fundamente-os. Prove o valor da sua empresa de forma racional e não apenas emocional.

Mais que tudo isso, tenha em mente que ter um investidor é como casar. Assim, construa um relacionamento, tenha certeza do que o fundo poderá agregar à sua empresa e questione-o dos seus investimentos passados. Além disso, garanta que ele esteja comprometido a lhe ajudar a alcançar os planos e desenhe incentivos alinhados para isso. Assim, certamente sua empresa será atrativa para muitos fundos e alcançará o crescimento almejado!

Este post foi escrito por Renata Chilvarquer da área de Serviços a Empreendedores do Instituto Empreender Endeavor.

Municípios de porte médio estão em alta

Há quase três meses quando mergulhei em busca de caminhos que norteassem a reportagem de capa da edição de agosto da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o primeiro sinal que recebi dos estudiosos, mais precisamente de um geógrafo do IBGE, foi que os municípios médios, aqueles na faixa dos 200.000 habitantes, eram os que apresentavam melhores índices de crescimento. Batiam as grandes metrópoles com a vantagem de ainda guardar bons índices de qualidade de vida.
Reportagem na rua, eis que esta semana me deparo com mais um sinal de que eles são mesmo os astros do momento. Pesquisas revelam que os municípios com populações em torno de 200.000 pessoas também são os melhores endereços para expansão de shopping centers, principalmente os localizados nas regiões Norte e Nordeste. Portanto, quem está disposto a investir na área vale à pena ficar atento e pesquisar endereços com esse perfil.

A tal sazonalidade

Domingo fui a Campos do Jordão. Não costumo subir a serra fora do inverno, mas por questões familiares enfrentei 320 quilômetros de estrada, entre ida e volta no mesmo dia. Acostumada a não ter onde estacionar, de mal poder circular pelas ruas de tanta gente e ter de aguardar horas na fila para almoçar, fui surpreendida com uma cidade pacata e típica do interior. Apesar do céu azul, sem nenhuma nuvem, o outono dava o ar da graça com muitas folhas pelo chão e termômetros na casa dos 16º. O clima era o mesmo, o movimento não. Foi duro encontrar um restaurante aberto, os poucos que se aventuravam atendiam uma mesa aqui outra acolá. O movimento, com certeza, não pagava o salário dos garçons que bocejavam por falta de trabalho.
Fica difícil entender como empresários que investem quantias altíssimas e disputam o metro quadrado da cidade a peso de ouro no inverno, conseguem sobreviver nas demais estações. Todas as cartilhas de empreendedorismo dizem que é preciso trabalhar sério para enfrentar a sazonalidade. Mas, mesmo como muito trabalho, equilibrar as finanças fora da alta temporada é coisa para mágico. Será que o caminho para reverter esse tipo de situação não seria estimular outro tipo de turismo que não apenas o ligado ao frio? Com tantas trilhas, bosques, cachoeiras e rios, incentivar a prática de esportes de aventura e de eventos off road talvez aumentasse o fluxo de pessoas e, consequentemente, garantiria a sobrevivência de dezenas de pequenos negócios. Vale à pena pensar!!!

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