Papo de Empreendedor

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A importância do design

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Atualmente, um fator que oferece grande diferenciação ao consumidor quando ele busca algum produto é o seu design. Isso diz respeito não só ao próprio desenho de produtos mas também à identidade visual de uma empresa. No Brasil, ao menos em cidades interioranas ou onde a lógica de mercado não esteja tão arraigada, a importância desta faceta de uma empresa é, muitas vezes, vista como inócua e apenas complementar. (mais…)

Conheça a primeira campanha promocional do mundo

coca_ok1Ninguém questiona nos dias de hoje a importância de diversificar o destino da verba de marketing de uma empresa. Mas há 83 anos, uma companhia saiu na frente: a Coca-Cola. Enquanto a  maioria das empresas investiam em divulgação em rádios, revistas e jornais, a fabricante de refrigerantes americana surpreendeu os consumidores nos Estados Unidos com uma promoção inusitada.
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Aumente a experiência sensorial na rede

Voltei ontem de uma coletiva realizada pela consultoria especializada em varejo GS & MD Gouvêa de Souza com uma pulga atrás da orelha. Durante a apresentação do estudo “Neoconsumidor. Decifra-me ou te devoro”, descobri que 66% dos internautas não compram pela internet porque gostam de tocar e sentir o produto antes de fechar negócio. Tudo bem, isso não é novidade. Mas não dá para deixar de pensar no que esse número quer dizer: apesar de todo o crescimento e desenvolvimento do e-commerce, as empresas ainda estão longe de oferecer uma experiência sensorial convincente na rede. E, por causa disso, milhares de consumidores deixam de passar seus cartões de créditos nas lojas virtuais.

Claro que existem exceções, como o site da Patisserie Nachtischkultur, uma confeitaria alemã que conseguiu despertar meus sentidos durante minhas andanças pela internet. Sobre um fundo branco, mais de 200 pequenos doces enfileirados se apresentam ao visitante, lembrando uma daquelas vitrines de confeitaria que enchem os olhos e convidam quem está na calçada a entrar. Basta escolher uma das sobremesas, clicar e esperar que se destaque do grupo e fique sozinha na tela, em tamanho real. Entre lá e experimente.

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E você,  o que está fazendo para que o site da sua empresa conquiste os clientes?

Aprenda a dar descontos sem prejudicar sua marca

Nada mais atraente para o consumidor do que uma loja com um grande aviso de promoção logo na vitrine. Os descontos podem ser um bom chamariz para novos clientes. Ainda mais em uma época de recessão, quando boa parte das pessoas aprenderam a tomar cuidado com seus hábitos de consumo.

Por outro lado, dar descontos desenfreados pode ter um efeito bem negativo no seu negócio. Além de correr o risco de desvalorizar sua marca, tem o perigo de que suas margens de lucro caiam muito.

Como não dá para abrir mão do artifício do desconto, a versão eletrônica da BusinessWeek traz algumas dicas para baixar os preços sem prejudicar os negócios.

Confira:

1. Descontos Limitados

Não dê descontos muito frequentes nem os mantenha por muito tempo. Eles podem ser viciantes!!! Segundo a BusinessWeek, um exemplo disto é o que acontece com redes varejistas. Algumas delas, principalmente no setor de vestuário, realizam tantas promoções e queimas de estoque que acostumam o consumidor a só comprar nestas épocas.

2. Descontos Críveis

Nada de reduções de outro mundo no preço dos seus produtos!!! O consumidor tem que encarar as promoções como uma oportunidade muito boa de uma loja que se importa com ele, e não como um sinal de desespero para acabar com um estoque! Produtos com um desconto muito grande podem perder a credibilidade junto ao cliente.

3. Descontos Criativos

Uma boa ideia pode ser aplicar descontos para produtos específicos dentro da sua loja. A BusinessWeek citou como exemplo uma loja de videogames que, durante o auge da crise, disponibilizou a venda de jogos usados, que já teriam naturalmente um preço mais baixo.
E no seu negócio? Você costuma promover descontos com frequência? E estas promoções ajudam ou atrapalham as vendas?

Não faça igual! Veja os piores sites em flash do mundo

Escrevi para a edição de julho da revista a matéria “50 dicas para montar (ou turbinar) o seu site”. Depois de ouvir muitos especialistas, fiquei pensando sobre os sites desenvolvidos em flash — software para animações na internet. Ninguém recomendou com entusiasmo a utilização desse recurso. Segundo os consultores, o ideal é analisar o perfil da empresa e só então decidir se vale a pena contar com desenhos animados na página.

O assunto rendeu a dica 17 da reportagem:

“Você viu o site daquela multinacional cheio de recursos de animação e quer fazer igual? Cuidado, pode ser perigoso. Esse expediente é indicado para sites totalmente institucionais (e, mesmo assim, com cautela). “É preciso ter uma dosagem para não ridicularizar e infantilizar a imagem da empresa”, diz Darcy Barbará Filho, da WT11. Sites desenvolvidos em Flash podem ser uma ótima alternativa para quem trabalha com produtos de apelo visual, segundo Pedro Caldas, sócio-diretor da Full Haus. No entanto, se a sua ideia é ter um site para vendas ou com poucos recursos, o flash deve ser evitado. “Pode ficar pesado em alguns computadores”, alerta.”

Para ilustrar alguns casos que deram errado, a empresa especializada em marketing na internet 10e20 postou em seu blog  uma lista com alguns dos piores sites desenvolvidos em flash no mundo.

Dê uma olhada e não tente fazer igual. Vale a pena conferir:

1 - Alguém consegue acompanhar as letras alongadas e o pisca-pisca desse site?
http://www.fastlanestudios.net/

2 – Tive a impressão que não ia terminar nunca. Quase teve um roteiro para acompanhar. Alguém entendeu o que são os raios que sobem do chão ao céu? Seriam espíritos?

http://www.evangelcathedral.net/

3 – Esse foi descrito no Digg como “o site com a introdução mais intensa da internet”. Seja lá o que quiseram dizer com isso, achei bizarro. Mais estranho ainda quando descobrimos que se trata de uma página do congresso internacional de igrejas!

http://www.iccm-1.org/

4 –Começar a introdução do seu site lá no espaço sideral quando se quer chegar aos Alpes é um pouco exagerado, não?

http://www.alpsbankers.com/

5 – Essa é quase um teste de resistência. Se o consumidor passar da introdução é porque ele quer comprar. Muito.

http://www.draughonbrothers.com/

Apesar dos exemplos que afugentam os consumidores, não pense que introduções em Flash são sempre ruins. Se forem curtas, diretas, bem feitas e tiverem de acordo com a identidade da sua empresa, podem ser eficientes. Mas, como escrevi na matéria, é preciso tomar cuidado.

E você, o que achou desses exemplos?

Já usou ou pensa em usar flash no seu site?

Foco no cliente

Fui surpreendida com uma notinha publicada no jornal que, de certa forma, contradiz a teoria da maioria dos especialistas. Uma importante marca de roupas infantis anunciou que até o Dia das Pais exibirá em suas vitrines camisetas pólos para os adultos. E não se trata de peça de decoração, as ditas cujas estarão à venda. Tal filho, tal pai. Ora, não é de hoje que ouvimos falar aos quatro ventos que é preciso ter foco no cliente, conhecer seu público a fundo, saber o que ele deseja de sua marca e o quanto ele a estima. Fico me perguntando até que ponto iniciativas pontuais como essa ajudam a esquentar as vendas ou confundem ainda mais a cabeça do cliente. Fica a questão.

O que não fazer na hora da divulgação

Mais do que não divulgar, o maior pecado das empresas é anunciar seus produtos da forma errada. Quem sustenta é Ricardo Merzvinskas, autor do livro Apareça e Cresça – como divulgar-se de forma eficiente em tempos de crise (editora Matrix), que acaba de chegar às livrarias com dicas de publicidade e marketing para pequenos empresários e profissionais liberais. “Pesquisas recentes americanas mostram que mais de 30% do que é investido em propaganda nos Estados Unidos é puro desperdício”, afirma ele. E nada indica que a situação é melhor no Brasil, como mostram os exemplos abaixo, coletados pelo autor. Confira:

Só de pensar que a propaganda é da Citroën…

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A tradução dói no ouvido. Entre os erros, traje de banho não significa custom, palavra que, entre outras coisas, quer dizer costume (no sentido de hábito)

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Agora um atentado à língua portuguesa

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E você? Já encontrou um erro bizarro em propagandas?

Marketing responsável

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Enquanto os bancos no mundo todo encaram o estigma de serem o epicentro da crise econômica internacional, a unidade holandesa do ING criou uma ação de responsabilidade social bastante generosa para a imagem da marca. Os clientes que assinarem contratos de financiamento imobiliário ganham a chance de ajudar famílias de Bangladesh e da Índia a construírem suas casas próprias.

Funciona assim: o cliente doa 300 euros e o banco, outros 300. Para maximizar o impacto do projeto, o ING fez parceria com a ONG holandesa Wereldfoundation. Ao invés de simplesmente dar o dinheiro, a entidade oferece microcrédito a micro e pequenos empreendedores que já tomaram recursos de microcrédito para os negócios antes e mostraram-se financeiramente responsáveis. Como o dinheiro volta para a ONG com os pagamentos, mais pessoas podem ser beneficiadas com novos empréstimos para construir suas casas.

Uma idéia simples e eficiente, tanto para melhorar a imagem da instituição financeira quanto para melhorar a vida das famílias beneficiadas! Você já parou para pensar que ações socioambientais simples e de baixo custo a sua empresa e os seus consumidores poderiam fazer em conjunto?

Eco-cliente é bom?

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Em um artigo publicado na revista eletrônica dedicada à sustentabilidade da Harvard Business School, HBR Green, o professor e consultor Steve Bishop alerta as empresas para o perigo de focar ações de marketing e desenvolvimento de novos produtos na clientela ecologicamente engajada.

Segundo ele, mirar nesse consumidor não funciona por dois principais motivos:
- Companhias já bem estabelecidas podem perder sua base de compradores ao mudar a estratégia. A maior parte dos consumidores quer satisfazer as suas necessidades antes de levar em conta às necessidades do planeta. E, frequentemente, os produtos verdes não atendem às exigências da maioria das pessoas.

- As pequenas marcas segmentadas, que realmente atraem o público ambientalista, dificilmente atingem a grande massa. Essas empresas ficam presas em uma espécie de gueto verde – virtuoso, porém limitado.

Para Bishop, a solução é simples: ao invés de focar em um nicho verde, foque em comportamentos verdes que todas as pessoas comuns podem adotar. Ele acredita que as empresas interessadas na sustentabilidade não devem se preocupar em oferecer produtos verdes, e sim soluções para o cotidiano dos consumidores que também façam sentido para o meio ambiente.

O que você, leitor do nosso Papo de Empreendedor, acha disso tudo? Já pensou em alguma maneira de deixar o seu negócio mais sustentável e ajudar a sua clientela a fazer o mesmo? Conte para a gente!

O segredo de um bom nome

Chegar ao nome da empresa é certamente uma das principais preocupações de empreendedores que desejam tornar suas marcas conhecidas. Segundo Jay Jurisich, diretor criativo da Igor, uma agência dos EUA que ajuda empresários a escolher o nome e o logotipo do negócio, um bom nome fala por si só e pode ter muito a dizer sobre a marca e seus valores. Por outro lado, se a escolha for errada, é preciso investir em publicidade para que o produto caia no gosto dos consumidores. No guia Igor Naming, Jurisich mostra, em quatro tópicos, porque alguns nomes são tão poderosos e outros tão desestimulantes. Confira:

Funcionais e descritivos como, por exemplo, Limpol, são aqueles que descrevem o que é o produto ou a marca. Ao escolher um nome funcional deve-se tomar cuidado para não perder a criatividade.

Nomes inventados, como Google, são interessantes por serem únicos. Evite nomes com raízes gregas e em latim. Além de soar mais formal, você vai precisar de uma boa verba extra para dizer a que veio.

Nomes evocativos (Apple, Yahoo) são tidos pelos especialistas em marketing como os mais bem-sucedidos por serem fáceis de memorizar. Na maioria das vezes, evocam o posicionamento da empresa.

Os experienciais (Explorer, MinuteMaid) conectam o consumidor a uma experiência real e assim cria-se de imediato a identidade com a marca. Tendem a ser “batidos”,  o que dificulta o registro.

Na hora da escolha, acredito que o principal é  usar o bom senso. Fuja de gírias e nomes engraçados. Também é bom evitar aqueles com pronúncia e grafia difíceis. E você, caro leitor, o que acha importante levar em conta antes de decidir o nome da empresa? Dê a sua opinião!


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