Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Estratégia de mkt coloca um site de peixes na crista da onda

 

Você sempre ouviu dizer que peixe fresco é a muuuito melhor do que peixe congelado, né? Pois o empreendedor inglês Alistair Blair tem remado contra a maré. Amante da cozinha do mar, ex-executivo do mercado financeiro, ele se dizia decepcionado com a falta de bons peixes no mercado quando decidiu abrir sua empresa online, a The Fish Society, no Reino Unido.

 

Pelo site, pode-se comprar patas de caranguejo, salmão orgânico, salmão pescado em rios (dizem que é mais magro do que aquele de criadoro) e uma infinidade de peixes e crustáceos difíceis mesmo de serem encontrados. Por incrível que pareça, o lema de Blair “melhor congelado do que fresco” tem feito sucesso.

 

Ele alega que, para garantir a qualidade, os produtos devem ser congelados rapidamente. Mas a maioria das pessoas que compra peixe fresco, congela o bicho no freezer, em casa. Um freezer doméstico leva, segundo Blair, de 10 a 20 vezes mais tempo para congelar do que o processo industrial que ele usa. Então… melhor congelado do que fresco! Além disso, diz ele, peixe fresco deteriora rapidamente, portanto… Fisher Society na cabeça! 

 

Nada como uma estratégia de marketing diferente e bem traçada para colocar uma empresa de vento em popa rumo ao sucesso. A Fish Society foi escolhida como “Brand of Tomorrow” de 2008 pela The Walpol, organização que promove negócios de luxo no Reino Unido.

 

Empresas usam rede social, tipo Orkut, como ferramenta de RH

Acabo de ler duas reportagens sobre redes sociais, cada uma com um enfoque diferente. A primeira, de Viviane Maia, da revista Pequenas Empresas (edição de novembro/08) mostra que as empresas estão usando as redes como ferramenta de marketing, para se relacionar com clientes, lançar produtos, apaziguar reclamações. Ela juntou dezenas de dicas de especialistas sobre o que fazer e o que não fazer.

A segunda reportagem fala do uso das redes sociais como ferramenta de RH. No texto “Orkut Corporativo”, (pág. 48 da revista B2B de setembro/08), Thiago Borges mostra que empresas como Coca-Cola e Oi têm ferramentas para a criação de blogs e páginas pessoais, tipo Orkut, penduradas em suas intranets. A rede social da Oi, inclusive, chama-se Oikut. Ali os funcionários fazem seu perfil, postam fotos, vídeos e blogam textos. Contam coisas do trabalho e também de suas vidas, hobbies, passeios etc. Mas o que pensar disso? Bobagem? Uma distração que pode minar a produtividade dos funcionários?

Esses pensamentos ocorrem, claro, a qualquer administrador. Mas Thiago apresenta dados estatísticos: segundo ele, um estudo conduzido pela consultoria IDC, feito com 2.400 funcionários de 17 países, mostrou que 16% são jovens hiperativos que usam celular com câmera, telefonia sobre IP e redes sociais. E em cinco anos, eles serão 36% da força de trabalho. Esses jovens não separam a vida pessoal da profissional. Uma rede social interna, teoricamente, poderia ajudá-los na produtividade - não o contrário. Arrisco dizer que talvez ajudasse até a retê-los na empresa, pois é sabido que eles não ficam muito tempo em emprego algum. E aí? Você acha que a moda pega? Será que logo logo muitas empresas terão seus Orkuts internos?

Já ouviu falar em “murketing”?

 

Dia desses estava numa festa do casamento e a banda tocava hits dos anos 80 e 90, incluindo sucessos da Xuxa e Balão Mágico. Mas foi na hora em que começaram as músicas do extinto Mamonas Assassinas que a criançada invadiu a pista de dança. A paixão da molecada pelo som do grupo sempre foi grande. Na verdade, nem os próprios componentes dos Mamonas (mortos em acidente no início dos anos 90) sabiam por que a criançada gostava tanto de suas músicas, já que o público-alvo eram os adultos. Isso acontece também no mundo dos negócios.

Muitas vezes, os consumidores que nem são alvo de determinada campanha publicitária descobrem um produto e passam a comprá-lo e recomendar aos amigos. Daí, o fabricante tem que correr para tentar entender esse novo consumidor. É o que o jornalista americano Rob Walker chama de “murketing”, fusão das palavras marketing e murky (nebuloso, em inglês). No seu recém-lançado livro Buying In (”comprando idéias”), Walker afirma que muitos consumidores de hoje têm critérios e vontades próprias para eleger as suas marcar preferidas. E não bastam simples anúncios de TV para conquistá-los.

Um exemplo de “murketing” são os tênis All Star, da Converse (comprada em 2003 pela Nike). A marca All Star, que tinha sido sucesso no começo do século 20, entrou em decadência nos anos 80 porque seus tênis simples não eram páreo para calçados cheios de tecnologia que chegaram ao mercado. Nos últimos anos, porém, os tênis de lona começaram a aparecer nos pés de roqueiros e jovens irreverentes e novamente viraram moda. Para voltar ao assunto casamento, no início deste ano uma repórter da redação casou-se em belíssima cerimônia, mas que fugia do convencional. O noivo estava de terno e tênis All Star. Os convidados acharam o máximo.

O consumidor é único

 

Esta semana, ao chegar em casa, encontrei nada menos do que cinco catálogos apresentando as novas coleções do verão 2008/2009. Confesso que de bate pronto, me interessei por dois. Os outros três ficaram esquecidos sobre a mesa. Todos, contudo, chamavam a atenção pela qualidade das fotos, do papel de primeira linha, da impressão cuidadosa. Depois de conferir os lançamentos das grifes que mais de moldam ao meu gosto (sou do tipo, clássica, confesso!), pensei o quanto as demais empresas haviam gasto com a produção dos catálogos e quanto deste dinheiro escorria pelo ralo, sem que a consumidora sequer removesse o celofane que envolvia a brochura. Assim como eu, muitas outras devem também tê-los esquecido em algum canto da sala.

Diante de uma realidade que a maioria já vivenciou, será que não está na hora das empresas reverem seus gastos com esse tipo de divulgação? Ou melhor, selecionar as diversas ferramentas de marketing de acordo com o perfil do seu público? No lugar de produzir 50.000 catálogos, será que o retorno não seria o mesmo com apenas 10.000 bem distribuídos? Dizem os especialistas, que uma ação de marketing de relacionamento, como o envio de catálogos, impacta em 15% nos resultados financeiros. Mas quando é diferenciada, chega a incrementar as vendas em até 21%. Diante das estatísticas, vale à pena personalizar muito bem as remessas, afinal cada cliente é único, e gosta de ser visto como tal.

Crise de identidade na ponte Rio-SP (e o que não fazer em mkt)

Se você tomou o avião da ponte aérea Rio-São Paulo ultimamente deve ter notado uma certa confusão em torno da identidade visual da Gol e da Varig. O uniforme laranja das comissárias de bordo é da Gol, mas o lenço azul no pescoço é da Varig cada qual com seu logotipo.

No avião Gol, a barrinha de cereais foi aposentada: quem viaja na ponte pela  manhã, ganha caixinha com pão quentinho e manteiga, queijo e presunto. No horário do jantar, pelo menos do vôo que eu peguei, o cardápio incluía um cozido de carne seca com batatas. Caixinhas, guardanapos e copos, por sinal, com logotipo Varig.

Fiquei pensando: por que estão misturando dois logotipos, duas identidades visuais tão fortes? Por que criar essa confusão em vez de adotar um nome só, um único logo? Qual a estratégia? Nenhum papa do marketing recomendaria essa ação, pois ela passa idéias das mais variadas, menos a de uma compra de empresa bem sucedida. A mim, enquanto olhava a caixinha e talheres Varig só me ocorreu um pensamento: devem estar queimando estoque.

Há um ano, o logotipo da Varig foi mexido e a estrela azul ganhou a cor laranja da controladora Gol. Até aí, nada demais, os nomes das duas empresas continuavam sendo usados de forma separada. Mas qual a lógica de usar hora um hora outro, misturados? Enquanto eu quebrava a cabeça tentando entender, eis que um informante me dá o serviço: a empresa vai operar a ponte aérea Rio-SP sob o nome Varig. E o restante do país sob o nome Gol. O momento atual é de transição. Ah! Então tá explicado! A crise de identidade é apenas temporária! E ninguém está reinventando os manuais e bíblias de marketing! 

Produto com a cara do consumidor

Filipe Araújo/AE

Filipe Araújo/AE

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde já, esclareço que não sou corinthiana, aliás, como todo bom são-paulino, só me traz mais felicidade que o Corinthians perder, quando é o São Paulo quem o faz. Mas, dessa vez vou dedicar meu tempo, minha boa vontade, e meu primeiro post nesse blog ao tema alvi-negro.

Depois da camisa roxa, em homenagem não muito bem-sucedida ao torcedor “roxo” do Corinthians - que demorou a enteder a alusão - o clube lança uma camisa que terá a cara, literalmente, do torcedor. Novamente em preto e branco, a camisa terá fotos de cerca de 400 torcedores que se dispuserem a pagar R$ 1 mil para se estamparem no peito dos jogadores no jogo mais importante do ano para o time: o de acesso a série A. Além disso, após essa partida, as 11 camisas serão comercializadas, sabe-se lá a que preço.

A sacada é genial, porque não só fideliza mais a torcida – a grande “cliente” do time -, mas também porque traz maior identificação do público com o produto, e pode gerar uma boa renda para o clube. Estima-se que só com essa “brincadeira” o Corinthians arrecade mais de R$ 4 milhões.

Rixas futebolísticas à parte, vale notar o exemplo alvi-negro e agora também roxo quando o assunto é cativar o público.

Telefonema pra lá de inconveniente

Semanas atrás estava no pronto-socorro com uma crise de asma, daquelas que parecem nunca mais terminar. Depois de muita espera, chegou felizmente a minha vez de respirar o poderoso ar do aparelho de inalação. Pois foi exatamente nesse tão aguardado momento que meu celular tocou. Do outro lado da linha, uma voz que insistia em ser simpática, disparava sem nenhuma cerimônia uma série de perguntas, após uma saudação de praxe repetida centenas de vezes ao longo do dia. A moça muito bem treinada pela empresa de telemarketing na qual trabalhava, se quer me dava tempo de dizer onde eu estava e em que situação me encontrava. Quando consegui interromper seu discurso decorado, avisei-lhe que estava no hospital. Qual não foi a minha surpresa quando sem a mínima cerimônia ela disparou: “Mas são apenas três perguntas. A senhora não gostaria de responder enquanto respira melhor?”. Ora, tenha a santa paciência! Ninguém contesta a força do telemarketing como alavanca de vendas e de negócios, afinal o setor movimentou em 2007 nada menos do que R$ 1,5 milhão, reunindo 250.000 profissionais só na cidade de São Paulo, que fazem cerca de 2 milhões de ligações por hora. Mas é preciso estabelecer limites, ser menos inconveniente. Fico me perguntando até que ponto ligações como a que eu recebi rendem algum tipo de retorno, a não ser um sentimento de invasão de privacidade e muita raiva? É algo para se pensar.

Sob pressão

Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? É um transtorno psicológico ligado ao ambiente de trabalho. Em geral, costuma aparecer em pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis. Os sintomas dessa síndrome se dão em um comportamento agressivo e irritadiço, o que resulta em exaustão e falta de motivação para fazer qualquer coisa durante o dia. Não há dados sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um aumento do número de pacientes com relatos de sintomas típicos da síndrome. Ela afeta especialmente os profissionais que lidam com pressão intensas no dia-a-dia. Bom, aí você deve estar pensando: todos nós, não? De acordo com algumas pesquisas, as áreas mais estressantes e propícias para desenvolver essa síndrome são: tecnologia, medicina, engenharia, vendas e marketing, recursos humanos, operações e produção. E, como todos nós sabemos, os ambientes corporativos estimulam, de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. O que há de fazer para que isso não contamine sua empresa? Saber estabelecer metas e saber cobrá-las mas, ao mesmo tempo, dar prazos para essas metas. Não entrar em ritmo de cobrança do dia para a noite, pois lembre-se que há pessoas que trabalham com você. E cada um tem seu limite.

Festa do pijama

Não é nada do que você está imaginando. Ninguém vai à balada de camisola de vaquinha. Mas também ninguém vai direto para a cama. O encontro é no shopping center e o pijama será o uniforme do time de vendas da rede de lojas Puket por um mês. A idéia é chamar a atenção da clientela, basicamente jovens dispostas a inovar a cada dia. Se a estratégia de marketing funcionará e alavancará as vendas, isso não dá para saber. É certo, porém, que as moças despertarão a curiosidade do povo. Disso ninguém duvida.