Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


O nicho do nicho

Dois salões de cabeleireiro - que em comum têm o fato de que suas donas começaram o negócio em sociedade com membros da família - alcançaram o sucesso após apostarem em apenas um ou dois serviços, dos vários possíveis nesse tipo de empreendimento.

O primeiro, localizado no Rio de Janeiro, viu a chance de crescer com a classe C e investiu nos produtos e cuidados especiais para os cabelos crespos. O outro, em Nova York (fundado e comandado por brasileiras), exportou a depilação nacional, bem cavada, e a maneira de fazer as unhas por aqui: tirando a cutícula.

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Mais uma rede social que promete fazer barulho: Foursquare

Já ouviu falar do Foursquare? Pois ele está completando, agora em março, um ano de vida e já tem 500 mil usuários no mundo. Trata-se de uma rede social, daquelas em que o sujeito tem que se cadastrar para entrar. E tem que cadastrar também um celular, do tipo smarthphone. Aí começa a brincadeira.

blog-foursquareCada vez que o cadastrado entra num estabelecimento comercial, ela avisa, com um click no celular, onde está. Faz, no linguajar da rede, o “check in”. E, quanto mais check ins, mais pontos acumula.  Quem frequenta muitas vezes o mesmo lugar, acaba ganhando o título de mayor (curador) dali. O título fica com essa pessoa até que alguém a ultrapasse em frequência, “roubando” o tal título. Os usuários também ganham badgets (emblemas) por descobrir lugares novos, por escrever resenhas e impressões de suas visitas. Enfim, é um jogo que estimula as pessoas a saírem de casa, a visitarem e recomendarem lugares.

Você, que tem uma loja, uma escola, um hotel ou um restaurante, vai me perguntar: e eu com isso? (mais…)

Seis mercados em crescimento para pequenas empresas

Sabe quais são os setores mais promissores nos próximos anos? A empresa de análise de mercado IBISWorld, dos Estados Unidos, apontou os seis mercados que devem ter um crescimento bastante acelerado na próxima década naquele país. Esses segmentos, divulgados pelo site americano The Street, podem ser boas oportunidades para as pequenas empresas. Inclusive as do Brasil. Confira! (mais…)

O mercado dos jogos eletrônicos

Maurilo Clareto/Ed.Globo

A indústria dos jogos eletrônicos, que envolve a venda de consoles, hardwares e softwares voltados especificamente para este propósito, chegou a crescer, segundo dados do NPD Group, um dos mais importantes órgãos de pesquisa de mercado dos Estados Unidos, de 1999 até 2009, mais de 400% em faturamento. Para base de comparação, no mesmo período a indústria cinematográfica cresceu por volta de 32%. O ano de 2008, apesar da crise, foi um dos melhores para o setor de jogos, que faturou mais de R$ 37 bilhões somente nos Estados Unidos, o maior mercado, responsável por quase 40% da produção. (mais…)

Festa a bordo

limousine

Estava distraída no trânsito no último sábado, sol do meio dia a pino, quando parou ao meu lado uma limousine de cinema. Preta, imensa e reluzente. Curiosa, logo olhei para o lado para tentar descobrir quem estava por trás dos vidros escuros àquela hora do dia. Pelo barulho, não foi difícil perceber que não se tratava de uma noiva a caminho do altar. O suntuoso veículo, de bancos de couro, equipado com frigobar e DVD, transportava nada menos do que sete meninas, na faixa dos 10 anos. Um grupo de amigas que escolheu comemorar o aniversário em grande estilo, circulando pela cidade com pompa e luxo.

A brincadeira pode durar de uma a quatro horas, com preços entre R$ 400 e R$ 1.400 dependendo do tempo. É a nova moda entre as pequenas que já invadiram os salões de beleza e os spas para encontros exclusivos. Quem deseja investir nesse negócio não pode esquecer de oferecer o kit completo: motorista bem preparado e com paciência de sobra para lidar com as pequenas, muito brigadeiro, refrigerante e, é claro, o clássico bolo com velinhas. Depois, é só mandar o luxuoso veículo para o lava rápido mais próximo.

Saiba mais sobre o mercado infantil na reportagem De olho nas crianças

Antes de abrir uma franquia, que tal consultar outros franqueados da mesma rede?

Pronto! Você já poupou dinheiro suficiente, escolheu um nicho de mercado e está preparado para ter seu negócio próprio! Digamos que sua ideia é abrir uma franquia. O próximo passo seria consultar a empresa escolhida e descobrir que requisitos cumprir para ser um franqueado. Antes de seguir para esta etapa, uma conversa sincera com donos de unidades da loja que você pretende abrir pode te ajudar a evitar erros e entrar com mais segurança no negócio.

É como quando você está se mudando para uma casa nova e conversa com futuros vizinhos para saber se a vizinhança é tranquila. Ou quando é hora de comprar um carro novo e consulta os amigos para pedir ajuda na escolha da melhor marca com base nas experiências que ouvir.

Mas quais são as perguntas que não podem faltar para um colega franqueado? O site ALLBusiness listou dez questões que são obrigatórias na conversa com outros franqueados. Confira as dicas:

1. Você está feliz com seu franqueador?
Peça para seu colega franqueado detalhar o que o deixa contente ou não com a rede.

2. Quanto tempo demorou para você ter retorno do seu investimento?

Pergunte a si próprio se você tem condições psicológicas e financeiras de passar por este período sem lucros.

3- Em cerca de quanto gira o seu lucro e quais eram suas expectativas sobre ele?
É difícil perguntar para uma pessoa quanto ela ganha, mas pode ser mais difícil ainda descobrir sozinho – com a experiência própria.

4- Seu franqueador fez estimativas corretas do capital de giro que você precisaria?

Pior do que ter surpresas com os ganhos, é se surpreender com as despesas!

5- Seu franqueador te deu algum treinamento? Se sim, foi o suficiente para aprender a gerenciar seu negócio?
Tudo bem que muitas coisas aprendemos na prática, mas quanto mais teoria você tiver antes de mergulhar no seu negócio, melhor!

6-Você teve alguma taxa ou custo que não estava previsto? Se sim, quais foram?
Além do capital de giro, é bom ter certeza de qual deve ser seu capital inicial.

7- A região que você alcança com sua franquia é suficiente para atender seus objetivos?

Se o ponto escolhido pelo seu colega for parecido com o seu e tiver um público similar ao redor dá para ter uma ideia se é um bom local ou não . Repare também a que distância estão os concorrentes mais próximos
8- Existe alguma restrição aos produtos que você vende? Você é obrigado a designar um vendedor com alguma qualificação especial?
Vamos pensar em uma farmácia. Além da licença para os remédios, a figura do farmacêutico sempre deve estar presente. Certifique-se das necessidades que sua franquia terá.

9- O seu franqueador dá o tanto de suporte que ele prometeu que daria?
Principalmente se você for marinheiro de primeira viagem, vai precisar de conselhos constantes. Certifique-se de que seu franqueador estará sempre pronto para atendê-lo.

10- Qual a experiência em negócios, nível de estudos e habilidades que você já tinha antes de abrir sua franquia?

Pergunte também se toda essa experiência foi fundamental na abertura da franquia ou apenas um detalhe. Às vezes, ele também pode te indicar livros e sites que ajudem na preparação para a vida de franqueado.


E você? Conversou com alguém que já atuava no seu nicho de negócios antes de experimentar a vida de empreendedor? Qual outra pergunta você faria para um colega franqueado antes de abrir sua franquia?

A cozinha molecular é um prato cheio para chefs que buscam um diferencial

Já ouviu falar em gastronomia molecular? O assunto vem ganhando terreno no mundo da alimentação. Tudo começou quando o químico húngaro Nicholas Kurti e físico-químico francês Hervé This se debruçaram sobre as questões químicas e físicas ligadas à produção de pratos culinários. Qual o mínimo de ovos necessário para se fazer uma maionese? Como fazer assados usando menos tempo de forno? Convenhamos, para quem tem produção industrial ou um restaurante essas questões são importantíssimas. Os estudos da dupla acabaram incentivando o surgimento de uma nova escola gastronômica, chamada de cozinha molecular (com receitas criadas por chefs), que utiliza os conceitos da gastronomia molecular (os fenômenos estudados pelos químicos e físicos).

E dá-lhe novidade: Sorvetes, por exemplo, dispensam as horas de congelamento e podem ser feitos em instantes com hidrogênio líquido. Musses não precisam mais de ovos. Espumas de uma infinidade de sabores, como azeitona ou cogumelos, são conseguidas com gás, o óxido nitroso. O que dizer de uma travessa que chega à mesa envolta numa nuvem que lembra gelo seco? O segredo é o azoto líquido, que condensa o vapor de água existente no ar, fazendo a festa dos fregueses. Que tal caviar de cenoura, tomate, alface ou pepino, como na foto acima? As microesferas são resultado da ação (sim, mais um químico!) do ácido algínico (a ciência por trás da esferificação é explicada no blog PratoFundo).

A cozinha, enfim, virou um laboratório. E os chefs, alquimistas. Se você está atrás de um diferencial para o seu restaurante, vá fundo no tema. É um prato cheio!!

Em tempo: as respostas para as questões acima, sobre o tempo de cozimento de um assado ou o mínimo de ovos necessário para uma maionese, estão no livro Um Cientista na Cozinha, de Hervé This, editora Atica.

Despidos de preconceitos

Quando recebi a incumbência de viajar para o sul de Rondônia para fazer uma reportagem fiquei m perguntando o que encontraria pela frente. A tarefa era indiscutivelmente atraente, não só por conhecer um empreendimento de sucesso tão distante dos grandes centros, como pela expectativa de sobrevoar pelo menos um pequeno pedaço da Floresta Amazônica. A expectativa era ainda maior porque nós, acostumados com o “sul maravilha”, pouco (ou nada) sabemos da realidade dos estados do norte. E, não raras vezes, somos pegos no contrapé, em razão de tamanha desinformação.

A primeira surpresa foi com a distância. Apesar de cruzar o país, chega-se ao sul de Rondônia em cinco horas, após duas escalas e uma troca de avião. A cidade de Vilhena, meu destino final, mostrou-se não só acolhedora, como limpa, organizada e bem urbanizada. Cresce de forma ordenada, traz ainda um forte sotaque gaúcho de seus colonizadores e nada deixa a desejar a muitas cidades do interior de São Paulo. O comércio é forte e a área de serviços bem desenvolvida.

Se por um lado o crescimento é claro, por outro, a floresta se mostra viva, preservada não só nas reservas, mas nas propriedades. Circular entre suas árvores gigantes é, sem dúvida, emocionante, principalmente para urbanóides da maior capital do país, como eu e o fotógrafo Fabiano Acorsi. Depois de um pequeno mergulho nesse universo, saí com a certeza de que é possível empreender em qualquer parte deste país, basta despir-se de preconceito e acreditar que as boas oportunidades não estão exclusivamente nos velhos e já conhecidos endereços, isto é, no sul e no sudeste.

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