Papo de Empreendedor

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O céu não é o limite

Jantar em Amiens, na França

Já pensou em marcar a próxima reunião de negócios no céu? Calma, não precisa pensar em nenhum encontro fúnebre. Estou falando do “dinner in the sky”, um jantar a 50 metros de altura, com a cidade a seus pés. O restaurante se resume a uma mesa para 22 pessoas, que são afiveladas por cintos de segurança de três pontas em cadeiras parecidas com a de um avião. A estrutura é suspensa por um guindaste e, lá no alto, o jantar preparado por um chef é servido por garçons que ficam no centro da mesa. Se o cliente quiser, e pagar mais por isso, pode ter o jantar animado por uma pequena banda de música, posicionada ao lado da mesa por outro guindaste.

A ideia é da empresa belga Events in the Sky, que hoje também organiza almoços de negócios, happy hours, casamentos, shows… tudo no céu. E depois de rodar o mundo, deve chegar por aqui em abril. Algumas empresas, como a Coca-Cola e a marca de água S.Pellegrino, já aprovaram a experiência como estratégia de marketing de relacionamento.

Tudo bem, o jantar tem lá seus inconvenientes: os convidados não podem ter medo de altura e, para alguém ir ao banheiro, a mesa inteira precisa ser baixada até a plataforma que fica no solo. Mas para comer lá em cima, suspenso entre as estrelas e o movimento da cidade, qualquer esforço valer a pena, não?

Consórcio de cirurgia plástica

Já é possível passar por procedimentos médicos para eliminar rugas, implantar silicone ou aplicar botox, pagando em prestações. Só que o dia de ir para a mesa de recauchutagem depende de sorteio e de lance. É que a nova lei dos consórcios inclui os serviços de cirurgia plástica. A notícia provocou polêmica. A favor estão, logicamente, as pessoas descontentes com o próprio visual mas sem cacife para bancar uma cirurgia à vista. Do outro lado estão os profissionais de saúde que temem a banalização dos serviços médicos estéticos. Discussões à parte, há expectativa de que a atual lei traga mais segurança e transparência para o setor de consórcios. Além de incluir novos serviços – implantes dentários também fazem parte –, a lei permite que os grupos elejam representantes que supervisionarão a administração do dinheiro. “Essa lei vai pacificar o relacionamento entre o consorciado e a administradora, porque agora as regras são claras e todo mundo sabe seus direitos e obrigações”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Administradoras e Consórcios (Abac), Luiz Fernando Savian. O que você pensa sobre o assunto?

Ao gosto do freguês

Criatividade é (ou deveria ser) a alma de todo bom negócio. Com ela, é possível reinventar produtos e serviços tradicionais e criar novos mercados. Foi o que fez a alemã MyMuesli, que abriu suas portas virtuais em maio de 2007, para que a clientela monte a sua própria granola. São mais de 70 ingredientes diferentes, como castanhas, cereais, frutas frescas e desidratadas (tudo orgânico) para enriquecer qualquer café da manhã. Mistura escolhida, o cliente ainda pode dar um nome à criação, o que facilitará sua vida nas próximas compras.

A idéia fez tanto sucesso que, além de expandir as operações para o Reino Unido e a Suíça, a empresa inspirou a criação da [Me]&Goji, nos Estados Unidos. Desde setembro, os americanos têm mais de 40 ingredientes naturais e orgânicos à disposição para montar pacotes customizados de granola. A iniciativa é boa e pode servir de ponto de partida para outras inovações. Pousadas poderiam anotar as preferências dos hóspedes no momento da reserva e oferecer cafés da manhã sob medida, por exemplo.

Sustentabilidade em larga escala

Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UNB) revelou que 77% dos consumidores de alimentos orgânicos têm renda familiar acima de R$ 3,5 mil e ensino superior completo. Os resultados do estudo, feito com 400 consumidores no Distrito Federal, não deve surpreender grande parte dos empresários do setor de orgânicos, que geralmente têm as classes A-B como público-alvo. Mas, além de revelar o perfil da clientela para quem investe no ramo, a pesquisa faz pensar: para que produtos, serviços e modelos de negócio de menor impacto socioambiental sejam amplamente difundidos, é preciso diminuir seus custos. Soluções sustentáveis têm surgido em todo o mundo, diariamente. O desafio agora é democratizá-las. Empresas inovadoras, que criarem produtos e serviços de baixo impacto ambiental (ou até mesmo que resolvam problemas ambientais atuais) de preços acessíveis, terão espaço garantido no mercado. Se a sua empresa está buscando a sustentabilidade, pense nisso. Como o seu produto ou serviço poderia resolver problemas em larga escala, e não apenas explorar nichos específicos do mercado?


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