Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Empreendedores introvertidos podem ser bons inovadores?

timidezInovar é um ponto essencial para o sucesso de uma empresa, seja para criar um produto surpreendente, resolver problemas com mais eficiência ou atender a necessidades do público antes da concorrência.

Mas há um fator que pode travar o empreendedor na hora de expressar e implantar ideias diferenciadas: ser introvertido.

Quem tem esse perfil geralmente se sente intimidado em interações sociais e energizado quando realiza atividades sozinho. Seu ponto forte é a reflexão, uma poderosa aliada para idealizar novidades no mesmo nível dos extrovertidos.

A diferença está na comunicação: como os introvertidos não se sentem à vontade para conversar com outros sobre suas ideias, a inovação nem sempre sai do papel, aponta Francesca Gino, professora de administração de negócios da Harvard Business School, em artigo publicado no blog da Harvard Business Review.

(more…)

7 dicas para abrir uma empresa com pouco dinheiro

Shutterstock

Quem vai abrir uma empresa usando apenas recursos próprios, sem contar com empréstimos ou investidores, precisa saber muito bem o que fazer com esse dinheiro. Nesse cenário, qualquer erro pode ameaçar não só o caixa mas também os planos de crescimento.

Esse caminho não é nada fácil, alerta o empreendedor Ilya Pozin, fundador da Ciplex, agência digital norte-americana voltada a startups e pequenas empresas. Em um artigo publicado no site da revista Inc, ele indica os sete passos para dar a largada gastando o mínimo possível e minimizar os riscos dessa estratégia.

(more…)

Como prever e evitar conflitos em uma empresa familiar

Shutterstock

Ao abrir uma empresa, muitos brasileiros chamam parentes para fazer parte dela. No início, não é raro o empreendedor ter cônjuges e irmãos como sócios, além de outros membros da família ajudando na operação e na gestão.

“Esse cenário é semelhante em todo o mundo: estima-se que dois terços das empresas sejam familiares e que elas criem três de cada quatro postos de trabalho”, afirma o espanhol Manuel Bermejo, diretor da IE Business School, uma das mais respeitadas escolas de negócios do mundo.

Mas, conforme o negócio cresce, aparecem divergências, conflitos e até separações. Nesses momentos, é difícil separar o lado pessoal do profissional e proteger o interesse e o patrimônio da empresa.

A melhor estratégia para evitar esse problema é fazer boas escolhas e acordos desde o princípio, afirma Bermejo. Ele conversou com o Papo de Empreendedor e deu mais conselhos para construir uma sólida empresa familiar.

(more…)

Como construir a ponte para uma vida melhor

Shutterstock

A perspectiva de começar um ano novinho em folha faz muitos repensarem seu modo de vida. Não raro, também reavaliamos a satisfação com o trabalho, ao qual dedicamos 100 mil horas ao longo da vida, calcula o consultor norte-americano Rich Horwath.

Muitos estão insatisfeitos com o que fazem. O grande desafio para quem decide trocar de emprego, de profissão ou virar empresário é saber como se organizar para colocar esse plano em prática e não desanimar no caminho.

Para Horwath, bastam cinco passos. Em entrevista para a agência de notícias Reuters, ele falou um pouco sobre como chegar mais perto desses objetivos, tema do livro “Strategy for You – Building the Bridge to the Life You Want”, que será lançado em janeiro de 2012.

(more…)

5 lições da minissérie “Mildred Pierce” para a vida real

A atriz Kate Winslet como a protagonista da minissérie Mildred Pierce

A atriz Kate Winslet, protagonista da minissérie Mildred Pierce

No final de setembro, a atriz inglesa Kate Winslet ganhou o Emmy (premiação de maior prestígio da TV norte-americana) de melhor atriz pela atuação em “Mildred Pierce”.

Na minissérie, exibida pela HBO Brasil em abril, ela encarna uma dona de casa dos anos 1930 que precisa arranjar um ganha-pão para sustentar as duas filhas após se divorciar do marido.

Trabalhando como garçonete, tem uma ideia de negócio e resolve abrir um restaurante. Ela acerta a mão, começa a ganhar muito dinheiro e o estrondoso sucesso a motiva a abrir mais unidades.

Quando tudo parece ir bem, porém, ela comete dois erros fatais que podem por fim a sua trajetória como empresária. Confira cinco lições que a minissérie traz para os empreendedores da vida real. Para quem ainda não viu a série, o texto abaixo contém “spoilers”.

(more…)

Com o que sonham os brasileiros

capa253A edição de fevereiro da Pequenas Empresas & Grandes Negócios chega às bancas na quinta-feira com uma pesquisa inédita sobre os “Negócios dos Sonhos” dos brasileiros. Realizado pelo Instituto Qualibest a pedido da revista, o estudo revela perfis dos empreendimentos mais desejados e as crenças que frequentam as cabeças dos aspirantes a empresários. O levantamento tira o véu do que leva as pessoas a abrir seu próprio negócio. Faço aqui um rápido preview do que o leitor vai encontrar. (more…)

Etiqueta bem bolada

etiqueta

As (muitas vezes) malfadadas etiquetas com instruções de lavagem e composição do tecido parecem estar ganhando a simpatia das consumidoras. Pelo menos é o que indica estudo realizado pela Cotton Incorporated, associação de produtores e importadores de algodão dos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, 37% das mulheres sempre checam as informações das etiquetas e outras 20% o fazem quase em todas as compras. O interesse pelas orientações de cuidados com a peça aumenta conforme a idade das compradoras: 51% das mulheres de 35 a 55 anos e 59% das senhoras de 55 a 70 anos seguem os passos à risca. Portanto, se você atua no ramo da moda, capriche no visual e no conteúdo de suas etiquetas. É uma boa oportunidade para reforçar a sua marca.

São Paulo também é turismo


Além de movimentar a maior economia do país, São Paulo também já é um importante pólo turístico. Levantamento feito pela São Paulo Turismo (SPTuris) revelou que 11 milhões de turistas visitaram a cidade em 2008, sendo 9,3 milhões de viajantes nacionais e 1,7 milhão de estrangeiros. Esse número coloca os paulistanos à frente dos cariocas na recepção: o Rio de Janeiro recebeu 6,2 milhões de visitantes no ano passado, segundo o jornal Metro.

Em 2004, quando a capital paulista ainda não era promovida como destino turístico, o número de visitantes foi 34,15% menor. A velocidade do crescimento do setor na cidade pode revelar muitas oportunidades de empreendedorismo. Surpreendentemente, os negócios não são o principal atrativo de São Paulo. 56,5% chegam à metrópole para visitar amigos e parentes e 22,5%, para fazer negócios.

As informações reveladas pela SPTuris são preciosas para quem empreende no setor. Um resumo do estudo pode ser acessado aqui. Inspire-se e conte aqui no Papo de Empreendedor como a sua empresa vem aproveitando essa praia.

Óleo de cozinha vira energia em restaurantes

A americana Owl Power Company, que fabrica sistemas de energia limpa, lançou neste mês um equipamento que pode resolver dois problemas de bares e restaurantes em uma única tacada. O Vegawatt transforma óleo de cozinha usado em energia elétrica e água quente.

Do tamanho de uma geladeira, a engenhoca gera de 10% a 25% da energia elétrica necessária para os estabelecimentos, segundo a fabricante. Além da economia, o sistema ainda dá fim para um dos mais poluentes resíduos do segmento de food service: o óleo usado nas frituras. O Vegawatt pode ser financiado por US$ 435 mensais, durante cinco anos. A economia esperada é de US$ 850 por mês. Quem tem dinheiro em caixa, também pode pagar US$ 22.000 à vista e recuperar o investimento em três anos.

Enquanto a novidade não chega no Brasil, nada de jogar o óleo de sua cozinha no lixo ou no ralo. Além de entupir a tubulação da rede de esgoto (o que encarece sua manutenção), um único litro de óleo contamina 20.000 litros de água potável, segundo a Sabesp. Se você já encaminha o óleo da sua empresa para reciclagem, compartilhe com a gente qual foi a solução encontrada.

O espírito do tempo

A primeira matéria que escrevi para a Pequenas Empresas & Grandes Negócios foi “O modelo slow de produção”, publicada na edição de janeiro. A matéria conta a história de pequenas empresas italianas que têm como prioridade a qualidade dos produtos e de toda as etapas da produção e não mais o crescimento contínuo e a alta produtividade. Pois bem. Semana passada recebi um email da coordenadora de projetos do Slow Food Brasil falando que alguns empresários escreveram para o site depois de ter lido a matéria. Tinham se identificado com as empresas italianas e com o conceito de produção e queriam saber se já existia um movimento formado por empresários brasileiros que seguissem o “modelo slow”. A coordenadora ainda me pediu mais informações sobre o jeito slow de produzir dessas empresas, já que tinha sido convidada para dar uma palestra sobre o assunto em um encontro de agronegócios do SEBRAE. Fiquei feliz com o contato, feliz em saber que conseguimos, com a matéria, captar o l’air du temps: um desejo coletivo de desacelerar e de ter cada vez mais qualidade.

A autora desse post é a jornalista Elisa Correa.

PUBLICIDADE