Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Com o que sonham os brasileiros

capa253A edição de fevereiro da Pequenas Empresas & Grandes Negócios chega às bancas na quinta-feira com uma pesquisa inédita sobre os “Negócios dos Sonhos” dos brasileiros. Realizado pelo Instituto Qualibest a pedido da revista, o estudo revela perfis dos empreendimentos mais desejados e as crenças que frequentam as cabeças dos aspirantes a empresários. O levantamento tira o véu do que leva as pessoas a abrir seu próprio negócio. Faço aqui um rápido preview do que o leitor vai encontrar. (mais…)

Etiqueta bem bolada

etiqueta

As (muitas vezes) malfadadas etiquetas com instruções de lavagem e composição do tecido parecem estar ganhando a simpatia das consumidoras. Pelo menos é o que indica estudo realizado pela Cotton Incorporated, associação de produtores e importadores de algodão dos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, 37% das mulheres sempre checam as informações das etiquetas e outras 20% o fazem quase em todas as compras. O interesse pelas orientações de cuidados com a peça aumenta conforme a idade das compradoras: 51% das mulheres de 35 a 55 anos e 59% das senhoras de 55 a 70 anos seguem os passos à risca. Portanto, se você atua no ramo da moda, capriche no visual e no conteúdo de suas etiquetas. É uma boa oportunidade para reforçar a sua marca.

São Paulo também é turismo


Além de movimentar a maior economia do país, São Paulo também já é um importante pólo turístico. Levantamento feito pela São Paulo Turismo (SPTuris) revelou que 11 milhões de turistas visitaram a cidade em 2008, sendo 9,3 milhões de viajantes nacionais e 1,7 milhão de estrangeiros. Esse número coloca os paulistanos à frente dos cariocas na recepção: o Rio de Janeiro recebeu 6,2 milhões de visitantes no ano passado, segundo o jornal Metro.

Em 2004, quando a capital paulista ainda não era promovida como destino turístico, o número de visitantes foi 34,15% menor. A velocidade do crescimento do setor na cidade pode revelar muitas oportunidades de empreendedorismo. Surpreendentemente, os negócios não são o principal atrativo de São Paulo. 56,5% chegam à metrópole para visitar amigos e parentes e 22,5%, para fazer negócios.

As informações reveladas pela SPTuris são preciosas para quem empreende no setor. Um resumo do estudo pode ser acessado aqui. Inspire-se e conte aqui no Papo de Empreendedor como a sua empresa vem aproveitando essa praia.

Óleo de cozinha vira energia em restaurantes

A americana Owl Power Company, que fabrica sistemas de energia limpa, lançou neste mês um equipamento que pode resolver dois problemas de bares e restaurantes em uma única tacada. O Vegawatt transforma óleo de cozinha usado em energia elétrica e água quente.

Do tamanho de uma geladeira, a engenhoca gera de 10% a 25% da energia elétrica necessária para os estabelecimentos, segundo a fabricante. Além da economia, o sistema ainda dá fim para um dos mais poluentes resíduos do segmento de food service: o óleo usado nas frituras. O Vegawatt pode ser financiado por US$ 435 mensais, durante cinco anos. A economia esperada é de US$ 850 por mês. Quem tem dinheiro em caixa, também pode pagar US$ 22.000 à vista e recuperar o investimento em três anos.

Enquanto a novidade não chega no Brasil, nada de jogar o óleo de sua cozinha no lixo ou no ralo. Além de entupir a tubulação da rede de esgoto (o que encarece sua manutenção), um único litro de óleo contamina 20.000 litros de água potável, segundo a Sabesp. Se você já encaminha o óleo da sua empresa para reciclagem, compartilhe com a gente qual foi a solução encontrada.

O espírito do tempo

A primeira matéria que escrevi para a Pequenas Empresas & Grandes Negócios foi “O modelo slow de produção”, publicada na edição de janeiro. A matéria conta a história de pequenas empresas italianas que têm como prioridade a qualidade dos produtos e de toda as etapas da produção e não mais o crescimento contínuo e a alta produtividade. Pois bem. Semana passada recebi um email da coordenadora de projetos do Slow Food Brasil falando que alguns empresários escreveram para o site depois de ter lido a matéria. Tinham se identificado com as empresas italianas e com o conceito de produção e queriam saber se já existia um movimento formado por empresários brasileiros que seguissem o “modelo slow”. A coordenadora ainda me pediu mais informações sobre o jeito slow de produzir dessas empresas, já que tinha sido convidada para dar uma palestra sobre o assunto em um encontro de agronegócios do SEBRAE. Fiquei feliz com o contato, feliz em saber que conseguimos, com a matéria, captar o l’air du temps: um desejo coletivo de desacelerar e de ter cada vez mais qualidade.

A autora desse post é a jornalista Elisa Correa.

O Obama é pop

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, nem tomou posse e já é um ícone pop. Se ele realmente vai salvar a economia americana ainda não se sabe, mas empreendedores ao redor do mundo aproveitam o momento para fazer negócio.

Na terra de Obama, no Brasil e até no Quênia já tem gente ganhando dinheiro com o presidente pop. A empresa de brindes Green With Envy estampou em uma bolsa a primeira página do Los Angeles Times do dia 5 de novembro de 2008, anunciando a vitória do primeiro presidente negro americano. Ao preço de US$ 75, os estoques iniciais esvaziaram-se rapidamente.

No site de leilões e-Bay, é possível escolher entre mais de 21 mil itens diferentes com o rosto, o nome ou a já famosa frase da campanha eleitoral, “yes, we can”. Do outro lado do Atlântico, Barack Obama virou marca de celular. A fabricante Mi-Fone criou o Mi-Obama, que vem com câmera digital e tem preço estimado de US$ 30.

Em São Paulo, o bar O`Malley`s vai festejar a posse do presidente, na próxima terça-feira, 20 de janeiro, em grande estilo. Segundo matéria de Época Negócios, os clientes acompanharão as cerimônias ao vivo em um telão e terão até um sanduíche criado especialmente para a ocasião.

Enquanto uns choram, outros se divertem e outros ganham dinheiro

Em 2009, 11 dos 12 feriados nacionais cairão em dias úteis, isso sem contar os estaduais e municipais. No ano passado apenas quatro deles não caíram em finais de semana. O excesso de folgas já preocupa a indústria, que estima uma redução de até 5% do PIB brasileiro devido à queda de produção.

No entanto, isso não é motivo de choro para todos os setores da economia: restaurantes, bares, hotéis, pousadas, comércios de cidades turísticas podem ter um bom ano graças aos feriados, mesmo com projeções tão pessimistas trazidas pela crise.

Então, ao contrário da maioria: programe-se para trabalhar mais esse ano!

Como adotar o regime de caixa no Simples Nacional

A partir de 2009 as empresas que acertam as contas com o Fisco pelo Simples Nacional poderão optar pelo regime de caixa. Com isso, o recolhimento dos tributos poderá ser feito só depois de recebido o dinheiro do cliente e não mais no momento da emissão da nota fiscal, como ocorre obrigatoriamente hoje.

Nosso leitor Fernando Fernandes registrou aqui no blog sua dúvidas sobre o novo sistema. Para respondê-las, consultamos o especialista Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Assessoria Contábil. Confira:

- Como a nova norma funcionará na prática? Prestamos o serviço, emitimos nota fiscal e só pagamos quando o cliente depositar o dinheiro em nossa conta corrente?

Isso mesmo. O pagamento só é feito depois de o dinheiro cair na conta, seja, por exemplo, com os depósitos de cheques, transferências bancárias ou recebimento de vendas com cartão de crédito. Para isso, será preciso registrar, para cada venda, o total recebido e a quantia ainda a receber, num formulário a ser divulgado pela Receita Federal. Ao que tudo indica, a apuração será feita no próprio site do Simples Nacional.

- E se o cliente pagar em 3 vezes, por exemplo?

Vale a mesma lógica: recolhe-se os tributos após o recebimento de cada parcela.

- Quais as vantagens e desvantagens do regime de caixa?

O sistema colabora com o fluxo de caixa ao evitar o pagamento de impostos referentes a quantias ainda não recebidas. Mas atenção: em caso de calote, é preciso recolher o imposto até janeiro do segundo ano subseqüente. Ou seja, quem deixar de receber de algum cliente em 2009, tem até fim de dezembro de 2010 para declarar a quantia à Receita e até janeiro de 2011 para fazer o pagamento.
Como desvantagem, o sistema traz a exigência de maior controle dos pagamentos e recebimentos.

- Como é feita a opção pelo regime de caixa?

Quem se interessar pelo sistema deve fazer a opção na apuração do imposto de janeiro a cada ano, no site do Simples Nacional.

Queremos cuidar mais de nossos filhos

2008 foi marcado por mudanças nas relações entre trabalho e gravidez: a licença-maternidade aumentou de 4 para 6 meses, a licença paternidade de 5 para 15 dias e agora a câmara acaba de aprovar um projeto de lei que proíbe a demissão de homens cuja as companheiras estejam grávidas. O projeto, do deputado Arlindo Chinaglia, segue para o senado.

Hoje, também foi divulgado que, pela segunda vez, o número de nascimentos caiu no País. Para mim, a relação de tudo isso é óbvia: o Brasil está amadurecendo, em todos os sentidos. Dar mais importância à maternidade é, ao mesmo tempo, causa e conseqüencia de tais resultados .

Se sentimos necessidade modificar nossas leis é porque também não somos mais os mesmos, ou seja, elas não nos contemplam mais. A relação entre as modificações e da pesquisa do IBGE só corrobora este fato: queremos cuidar mais de nossos filhos.

Uma mancha na Petrobras

Os impactos negativos dos negócios sobre o meio ambiente já começam a gerar problemas para as próprias empresas. Ontem, o Conselho do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa anunciou a nova carteira de empresas comprometidas com boas práticas socioambientais. E a Petrobras ficou de fora. O vilão da estatal foi o diesel que ela produz, com alto teor de enxofre.

Segundo a ONG Nossa São Paulo (uma das 12 entidades que solicitaram a exclusão da gigante do ISE), a Petrobras não cumpriu a resolução 315/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina a redução do teor de enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009.

Em resposta, a Petrobras afirma que a resolução do Conama não está relacionada à quantidade de enxofre no diesel, e sim aos limites de emissões que os novos motores deverão atender. A estatal diz ainda que se comprometeu a fornecer o diesel S-50, com menor teor de enxofre, a partir de janeiro de 2009.

Mas não é de hoje que a sustentabilidade da Petrobras vem sendo posta à prova. Alguns fundos de pensão na Europa, por exemplo, não investem em ações da Petrobras por causa da freqüência dos derramamentos de petróleo que a envolvem.


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