Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Queremos cuidar mais de nossos filhos

2008 foi marcado por mudanças nas relações entre trabalho e gravidez: a licença-maternidade aumentou de 4 para 6 meses, a licença paternidade de 5 para 15 dias e agora a câmara acaba de aprovar um projeto de lei que proíbe a demissão de homens cuja as companheiras estejam grávidas. O projeto, do deputado Arlindo Chinaglia, segue para o senado.

Hoje, também foi divulgado que, pela segunda vez, o número de nascimentos caiu no País. Para mim, a relação de tudo isso é óbvia: o Brasil está amadurecendo, em todos os sentidos. Dar mais importância à maternidade é, ao mesmo tempo, causa e conseqüencia de tais resultados .

Se sentimos necessidade modificar nossas leis é porque também não somos mais os mesmos, ou seja, elas não nos contemplam mais. A relação entre as modificações e da pesquisa do IBGE só corrobora este fato: queremos cuidar mais de nossos filhos.

Idéias infantis e brinquinhos de nariz

Já vi bijuteria feita de tudo: osso de animal, dente de gente,  jornal, garrafa pet, pena de pássaro, pneu velho, anel de latinha, côco, tecido, retalho de couro, porcelana, pedaço de Barbie…pedaço de Barbie? Sim, acreditem, uma designer de jóias mutilou a famosa boneca e fez brincos da sua boca, colares do seu braço, pulseiras dos seus seios e até mesmo decapitou o Ken para fazer os tais adornos femininos.

A assassina plástica, ops…artista plástica, Margaux Lange, afirma que a Barbie estimulou sua imaginação e criatividade desde a infância, além de lhe dar o gosto por bijuterias. A boneca teve praticamente o mesmo efeito na minha vida: passei a infância vestindo-a de roupas que eu mesma fazia com os retalhos que roubava da minha avó, decorando sua casa que eu tanto esperei ganhar no natal  e cortando seus cabelos até ficarem no toco. Estou a caminho de me tornar jornalista por isso. Não me tornei estilista, costureira, decoradora ou cabeleireira graças ao fiasco com a Helen, como eu chamava minha Barbie preferida, ela sempre estava mal vestida, com a casa horrível e o cabelo estranho.

Prestar atenção nas nossas idéias infantis pode nos render na vida adulta. Margaux chega a cobrar 150 por brincos de mãozinha e eu, com meu “enorme talento” estético, certamente vou me dar melhor escrevendo. Talvez lembrar da sua época de criança seja uma boa ferramenta para empreender.

Empresas usam rede social, tipo Orkut, como ferramenta de RH

Acabo de ler duas reportagens sobre redes sociais, cada uma com um enfoque diferente. A primeira, de Viviane Maia, da revista Pequenas Empresas (edição de novembro/08) mostra que as empresas estão usando as redes como ferramenta de marketing, para se relacionar com clientes, lançar produtos, apaziguar reclamações. Ela juntou dezenas de dicas de especialistas sobre o que fazer e o que não fazer.

A segunda reportagem fala do uso das redes sociais como ferramenta de RH. No texto “Orkut Corporativo”, (pág. 48 da revista B2B de setembro/08), Thiago Borges mostra que empresas como Coca-Cola e Oi têm ferramentas para a criação de blogs e páginas pessoais, tipo Orkut, penduradas em suas intranets. A rede social da Oi, inclusive, chama-se Oikut. Ali os funcionários fazem seu perfil, postam fotos, vídeos e blogam textos. Contam coisas do trabalho e também de suas vidas, hobbies, passeios etc. Mas o que pensar disso? Bobagem? Uma distração que pode minar a produtividade dos funcionários?

Esses pensamentos ocorrem, claro, a qualquer administrador. Mas Thiago apresenta dados estatísticos: segundo ele, um estudo conduzido pela consultoria IDC, feito com 2.400 funcionários de 17 países, mostrou que 16% são jovens hiperativos que usam celular com câmera, telefonia sobre IP e redes sociais. E em cinco anos, eles serão 36% da força de trabalho. Esses jovens não separam a vida pessoal da profissional. Uma rede social interna, teoricamente, poderia ajudá-los na produtividade - não o contrário. Arrisco dizer que talvez ajudasse até a retê-los na empresa, pois é sabido que eles não ficam muito tempo em emprego algum. E aí? Você acha que a moda pega? Será que logo logo muitas empresas terão seus Orkuts internos?

Resultados do chat

A Pequenas Empresas & Grandes Negócios fez um chat ontem para tirar dúvidas sobre como administrar bem o seu negócio. 67 pessoas acessaram para perguntar e ver o que o economista – e colunista da revista – Eduardo Bom Ângelo sugeria aos demais empreendedores.

Destaco aqui algumas perguntas e suas respectivas respostas:

Thiago Flores perguntou: Em relação aos call centers, o ideal é que ele seja sempre terceirizado? Como escolher a melhor empresa para esse serviço, que acho essencial?

Essa é uma boa pergunta. Eu trabalhei em uma empresa que contratou 120 pessoas e levou o serviço de call center para a empresa porque nós tínhamos informações muito específicas para os clientes. Se você trabalha com informações básicas, eu sou a favor de terceirizar. Na hora de selecionar a empresa, é melhor procurar uma que já prestes serviços para uma empresa como a sua.

Fernanda Dias questionou se uma empresa não informatizada estaria fora do mercado. O consultor, mesmo sem saber qual o tipo de nogócio a que ela se referia afirmou que “Tecnologia, hoje, é importante para a gestão de qualquer negócio”, segundo ele é difícil que uma empresa que não investe nesse setor se mantenha no mercado.

Paula Cabral quis saber se mudar o nome de sua loja poderia ser uma alternativa para alavancar as vendas, Bom Ângelo não concordou com a idéia: “Em uma lista das seis mudanças mais importantes, para mim, o nome ficaria em nono.“

Veja aqui o chat na íntegra

Como administrar bem a sua empresa

Na próxima segunda-feira, 10, o economista - e nosso colunista do Divã do Empreendedor - Eduardo Bom Ângelo responderá às dúvidas sobre como administrar bem a sua empresa.

Bom Ângelo é titular da cadeira de Empreendedorismo do Ibmec de São Paulo e autor do livro Empreendedor Corporativo.

Não deixe de participar, acesse o link do chat no site da Pequenas Empresas & Grandes Negócios às 15h e tire as suas dúvidas!

Participe por aqui

Achando Wally por satélite

Dessa vez está mais difícil encontrar Wally. O personagem mais procurado de todos os tempos saiu das páginas dos livros para o mundo, literalmente.

Para promover o lançamento de mais um livro da série Onde está Wally?, a livraria inglesa Borders articulou uma competição com o Google Earth e o jornal Daily Telegraph. Os participantes terão que encontrar o personagem usando esse software de mapeamento por satélite de acordo com as pistas divulgadas no jornal. Ao encontrá-lo, o competidor deverá registrar sua latitude e longitude no site da livraria.

Um pouco complicado para o leitor, mas o prêmio pode ser interessante: além de produtos, a livraria dará ao vencedor uma viagem de verdade ao destino final do viajante fictício.

A internet aliada softwares gratuitos e interatividade pode ser uma opção muito barata e eficaz para a promoção de produtos, ainda mais se forem direcionados ao público jovem. Não é necessário nada muito além de idéias para montar uma estratégia tão interessante quanto a da livraia Borders.

Além da pipoca

Aproveitando o movimento da 32ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, alguns bares e restaurantes estão oferecendo descontos ou drinks grátis para quem apresentar o ingresso ou a credencial do evento.

A idéia é muito boa porque, sem gastos maiores com divulgação de uma promoção ou festival, esses estabelecimentos estão usufruindo da pré-disposição de sair de casa e gastar com lazer que o público da mostra tem. Afinal, quem não gosta de trocar opiniões sobre um bom filme entre bebericadas e petiscos?

Falta de troco pode se tornar crime

Posso dar o troco em bala, moça?

Em breve, esse pedido corriqueiro pode se tornar crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Tudo isso porque o deputado Valdir Colatto (PMDB/SC) julgou que a falta de moedas para troco é crime de apropriação indébita, previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro.

Para resolver esse problema de abuso ao consumidor, segundo suas próprias palavras, o deputado propôs um projeto de lei que pune comerciantes que não derem o devido troco alegando falta de moedas. Se por um lado, a pena pareça exagerada e a fiscalização quase impossível, por outro será o fim dos preços quebrados – aqueles que, sempre na casa dos 90, tentam ludibriar o consumidor destraído que só olha os números na frente da vírgula – a não ser que os comércios realmente se comprometam a fazer um bom estoque de moedas de uma centavo.

O projeto foi encaminhado para análise às Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Defesa do Consumidor e Constituição e Justiça e de Cidadania. Mas, aprovado ou não, ter troco, mesmo que apenas um centavo, já deveria ser obrigação moral.

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Consumir já não é mais fútil

Ao adquirir o pejorativo sufixo “ismo”, o consumo se tornou a marca da futilidade. E adquiriu tal competência nisso que foi capaz de criar toda a Geração Coca-Cola. 

Hoje, a Coca-Cola, emblema do consumismo, ainda é lider do ranking das empresas mais valiosas do mundo, no entanto, a geração com seu nome e seus seguintes frutos começam a mostrar uma nova era de consumo: o político.

O assunto está tão quente, que será o tema do 4º Encontro Nacional de Estudos do Consumo, que acontece amanhã na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Hoje, em entrevista à Agência Brasil, uma das pesquisadoras participantes desse evento, Laura Graziela, afirmou que o consumo está deixando de ser escolha individual: “As pessoas estão usando o consumo como forma de demonstrar, publicamente, as suas escolhas ideológicas, morais e políticas”.

Basta dar uma breve navegada pela internet para ver como essa teoria tem validade: são 64 comunidades no orkut com a palavra “sustentabilidade” no título, sendo que a a primeira - “Reciclagem Sustentabilidade” - tem mais de 71 mil membros; comunidades de boicote à gasolina, à sacola plástica, ao Mc Donald’s também existem e fazem sucesso. Aliás, o protesto contra o Mc Donald’s virou até mesmo tema de jogo online .

Além disso, encontra-se à venda, não só na internet, camisetas com mensagens de consumo consciente - as pessoas querem mesmo mostrar, publicamente, suas escolhas ideológicas.

           

Seu consumidor está gritando para o mundo o que deseja. Mas não é apenas através das comunidades em que está nos sites de relacionamento, das camisetas que usa, ou dos jogos que joga que a nova geração de consumidores se baseia. Certamente, seu cerne está muito mais na atitude do que no discurso. Mude, antes de um boicote.

  
 

 

Parabéns aos empreendedores do interior paulista

Os donos de pequenos e médios negócios do interior de São Paulo devem estar rindo à toa. Graças a eles, as empresas de pequeno e médio porte do estado atingiram um faturamento médio mensal de R$ 15,9 mil de janeiro a março, o melhor no período desde 2003. E esse aumento foi puxado justamente pelos negócios de fora da capital — eles apresentaram um crescimento de 4,3% em relação ao primeiro trimestre de 2007. Enquanto isso, porém, na cidade de São Paulo houve recuo de 2,7%, segundo pesquisa do Sebrae-SP.
Claro que o desempenho na capital me preocupa. Mas, por outro lado, admito que a notícia me deixa muito feliz. É ótimo ver dados tão contundentes que mostram que fora da grande metrópole, ao contrário do que muita gente ainda pensa, há, sim, ambiente para os empreendedores prosperarem. E que é até melhor. Isso só comprova que as oportunidades estão por toda a parte.