Papo de Empreendedor

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Pequenas também inovam, sim, senhor!

O resultado de uma pesquisa do Sebrae de São Paulo, divulgada na semana passada, me deixou duplamente feliz. Primeiro porque comprovou – com dados estatísticos, para quem ainda duvidasse – que pequenos negócios também podem, sim, ser inovadores. Segundo porque mostrou que não são necessários rios de dinheiro para isso.

De acordo com o estudo, das 450 empresas ouvidas, mais da metade promoveu algum tipo de inovação no último ano. E quem fez isso já colhe frutos. Entre as micro e pequenas empresas inovadoras, 52% delas tiveram crescimento no seu volume de produção e 39% registraram ganhos de produtividade com sua mão-de-obra. Esses resultados são, em média, 100%¨superiores aos das empresas que não promoveram nenhum tipo de inovação no mesmo período.

Quanto ao “dim dim”, surpresa: metade dessas empresas investe até R$ 2 mil no desenvolvimento de novos produtos e o mesmo valor para chegar a novos processos de produção. Convenhamos que – pelo menos para a maioria – não é nenhuma fortuna.

Tão perto, tão longe

Apesar da estabilidade econômica e até mesmo do grau de investimento recém-conquistado pelo Brasil, a verdade é que as nossas cidades ainda estão longe de se tornar grandes centros de negócios. É o que mostra uma pesquisa divulgada nos últimos dias pela Mastercard chamada Worlwide Centers of Commerce Index (numa tradução livre, algo como Índice dos Centros Mundiais de Comércio). Entre 75 cidades analisadas, São Paulo ficou em 56º lugar. O Rio de Janeiro, em 65º. Londres, Nova York e Tóquio figuram no topo da lista.

São Paulo e Rio se saíram pior nos itens que levaram em conta, por exemplo, a produção científica, o fluxo financeiro e a estrutura logística. Para quem tem negócios por aqui, não é nenhuma novidade, certo? É consenso que são parcos os recursos destinados pelo setor público e mesmo privado para pesquisa e desenvolvimento, que o custo do dinheiro ainda é muito alto e que o transporte (seja ele civil ou de carga) é precário. Ok. Mas confesso que fiquei bem decepcionada ao ver que não conseguimos sequer liderar o “ranking latino-americano” – Santiago e Cidade do México ficaram à frente de São Paulo, e até Bogotá e Buenos Aires superaram o Rio de Janeiro. É preciso mesmo ser um guerreiro para empreender por essas bandas…