Papo de Empreendedor

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Empresas usam rede social, tipo Orkut, como ferramenta de RH

Acabo de ler duas reportagens sobre redes sociais, cada uma com um enfoque diferente. A primeira, de Viviane Maia, da revista Pequenas Empresas (edição de novembro/08) mostra que as empresas estão usando as redes como ferramenta de marketing, para se relacionar com clientes, lançar produtos, apaziguar reclamações. Ela juntou dezenas de dicas de especialistas sobre o que fazer e o que não fazer.

A segunda reportagem fala do uso das redes sociais como ferramenta de RH. No texto “Orkut Corporativo”, (pág. 48 da revista B2B de setembro/08), Thiago Borges mostra que empresas como Coca-Cola e Oi têm ferramentas para a criação de blogs e páginas pessoais, tipo Orkut, penduradas em suas intranets. A rede social da Oi, inclusive, chama-se Oikut. Ali os funcionários fazem seu perfil, postam fotos, vídeos e blogam textos. Contam coisas do trabalho e também de suas vidas, hobbies, passeios etc. Mas o que pensar disso? Bobagem? Uma distração que pode minar a produtividade dos funcionários?

Esses pensamentos ocorrem, claro, a qualquer administrador. Mas Thiago apresenta dados estatísticos: segundo ele, um estudo conduzido pela consultoria IDC, feito com 2.400 funcionários de 17 países, mostrou que 16% são jovens hiperativos que usam celular com câmera, telefonia sobre IP e redes sociais. E em cinco anos, eles serão 36% da força de trabalho. Esses jovens não separam a vida pessoal da profissional. Uma rede social interna, teoricamente, poderia ajudá-los na produtividade - não o contrário. Arrisco dizer que talvez ajudasse até a retê-los na empresa, pois é sabido que eles não ficam muito tempo em emprego algum. E aí? Você acha que a moda pega? Será que logo logo muitas empresas terão seus Orkuts internos?

Bem vindo às redes sociais


Estou fazendo uma reportagem para a próxima edição da revista sobre o uso das redes sociais (Orkut, LinkedIn, Twitter e outros) na vida dos empresários. A idéia é saber se dá para trocar conhecimentos, fazer novos contatos de fornecedores e, sobretudo, começar a vender para novos clientes. Criei alguns perfis para testar se realmente vale a pena. Pesquisando sobre o assunto, vi no blog “Business Technology” do Wall Street Journal que Bill Gates agora tem página pessoal no LinkedIn. E foi a própria empresa que convidou Gates para participar do site. Depois de tantas conversas e negociações, ele topou.
Aí pensei em colocar em prática o conceito da rede social. Será que alguém com o perfil de uma empresária brasileira fabricante de software conseguiria adicionar o todo-poderoso da Microsoft? Não obtive sucesso. Recebi um direto não. Fiquei impressionada por ele ter um grupo seleto de cinco contatos na sua lista de amigos. O jornalista do Wall Street Journal assegurou que era o perfil verdadeiro de Gates e ainda informou que ele não vai adicionar mais nenhum.
Tudo bem, Gates não quis me adicionar. Mas, consegui contatos com outros empresários que, na primeira troca de e-mails, percebi que as redes sociais realmente funcionam. Agora, me conte: você já usou esses sites para falar de negócios?