Papo de Empreendedor

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O jeito carioca de administrar os funcionários

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Recém-lançado, o livro Jeito Carioca na Gestão de Pessoas, escrito pelo consultor Luiz Moura, com mais de 40 anos de experiência na área de recursos humanos, pretende mostrar como é a forma do carioca de administrar os funcionários em uma empresa. Segundo o autor, a publicação não pretende ser bairrista e nem dizer que o jeito carioca é melhor do que o de paulistanos, potiguares, mineiros ou gaúchos. É apenas diferente. (more…)

Motivação que não custa nada

Para conseguir se destacar em períodos de crise, uma equipe de funcionários motivada é fundamental. Cindy Ventrice, autora do livro Make Their Day! Employee Recognition that Works (Faça o dia deles! Reconhecimento de funcionários que funciona, sem tradução no Brasil) conversou com o site da MSNBC e deu algumas dicas de como motivar um time sem gastar muito.

“Um prêmio pode ser um sinal de reconhecimento, mas os funcionários também valorizam muito uma oportunidade, por exemplo”, explica Cindy.

Segundo ela, confiar o atendimento de um cliente importante ao funcionário ou colocá-lo em contato com um processo estratégico da empresa são formas de estimular e dar motivação que não custam nada. Em 2007, Cindy realizou uma pesquisa com funcionários de diversas empresas e constatou que 57% das mais importantes formas de reconhecimento citadas por eles eram de graça e 80% custavam menos de US$ 20.

“Já foi identificado também que os funcionários valorizam mais o reconhecimento individual do que como parte de um grupo”, diz. A autora afirma que em uma pequena empresa é fundamental saber o nome de todos os funcionários, quais as funções e as aspirações deles. “Não tem como reconhecer e estimular o funcionário sem uma relação de respeito”, explica.

E você, o que faz para motivar seus funcionários?

Cuidado com o preconceito na empresa

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Ao contratar um funcionário, você escolheria um candidato magro ao invés de um mais inteligente, porém acima do peso? De acordo com um estudo recente da Universidade de Chicago, a resposta é sim.

A pesquisa, liderada por Eugene Caruso, visava detectar preconceitos latentes, ocultos. Ela provou que uma pessoa média contrataria um candidato com cintura menor, mesmo que seu concorrente tivesse até 11 pontos a mais de QI (quociente de inteligência). Apesar de os pesquisados negarem qualquer preconceito, suas escolhas finais diziam o oposto. Quando se trata de negócios, esses estereótipos podem limitar o potencial de uma companhia, levando o funcionário a contratar uma pessoa com menos potencial baseado em características físicas.

Dolly Chugh, professora assistente de gerenciamento e organizações da Universidade de Nova York, fez um experimento que mostra como o preconceito atrapalha na perspectiva de carreira dos empregados. Num jogo que envolvia chefes e candidatos, verificou que os gestores tendiam a menosprezar conselhos de homens negros e hispano-americanos, e também conselhos vindos das mulheres. Por causa disso, as conselheiras que foram contratadas acabaram ganhando 30% menos que os homens na mesma condição. Chugh acredita que isso aconteça por causa do estereótipo de sucesso que temos: homem, branco, com cerca de quarenta anos.

Mesmo que não seja deliberadamente, as pessoas discriminam. Então o que fazer? A primeira coisa é saber que às vezes nossa mente vai por atalhos que podem não ser os mais confiáveis. Num cenário de contratação, faça uma lista maior de candidatos. Seja mais meticuloso quando avaliar a lista. Traga pessoas para avaliar com você, gente que talvez não tenha o mesmo estereótipo de sucesso. Essas ações simples já ajudarão a diminuir o desnível. Ah, e nunca esqueça de se policiar.

7 erros de comunicação

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Você acha que não comete nenhuma falha ao transmitir mensagens a sua equipe? Talvez seja boa ideia repensar isso depois de ler o artigo abaixo. Por Stever Robbins*

Erro nº 1. Fazer anúncios controversos sem preparar o terreno antes
 
Qualquer decisão minimamente polêmica pode disparar o gatilho dos rumores, da ansiedade e da resistência em uma empresa. Uma forma simples de abordar isso é preparar as pessoas uma por uma, ver quem será contra a nova decisão e por quê. Veja suas preocupações, incertezas e críticas, e construa planos para manter o projeto vivo.
 
Erro nº 2. Mentir

Algumas mentiras ou verdades parciais fazem sentido no mundo corporativo, até porque certos tópicos precisam mesmo permanecer confidenciais enquanto em discussão. Mas tome muito cuidado, se as pessoas acharem que mentiu, perderão a confiança em você para sempre. Em vez de mentir, treine-se para responder vagamente toda vez que lhe indagarem sobre assuntos confidenciais ou sensíveis.
 
Erro nº 3. Ignorar a realidade do poder
 
Quanto mais poder você tiver, menos vão informá-lo dos problemas. Essa redoma de vidro em torno dos chefes é da natureza humana. Portanto, se quiser uma análise realista dos problemas, busque as más notícias. Seja receptivo a elas. Deixe claro aos mensageiros que quer ouvi-las.
 
Erro nº 4. Subestimar a inteligência da plateia
 
Pular os assuntos por achar que as pessoas não vão entendê-los é sempre uma tentação no ambiente corporativo. Mas isso é um tiro n’água. Se você acha que as pessoas não conseguirão acompanhar alguma coisa, lembre-se de que é seu dever explicá-la a elas.
 
Erro nº 5. Confundir processo com resultado

Você prometeu a sua equipe um aumento de 7%, mas a direção da empresa só conferiu 3%. Você lutou para elevar esse teto e conseguiu chegar aos 4%. Mas seu pessoal não valorizou isso, pelo contrário; mostrou-se ressentido. E você também se ressentiu da insensibilidade deles em relação a sua briga.
 
É fácil confundir processo com resultado na hora de estabelecer metas, de remunerar e de avaliar. Você prometeu à equipe um resultado e é isso que eles cobrarão  de você .
 
Erro nº 6. Usar formas de comunicação inadequadas
 
O e-mail é uma grande ferramenta para troca de informações, mas não o utilize em questões emocionais; é muito fácil a mensagem perder o rumo. Sempre lide com situações delicadas pessoalmente ou por telefone.
 
Erro nº 7. Ignorar atos de omissão
 
O que você não diz pode ecoar tão ou mais alto que o dito. Se um líder não elogia ninguém, por exemplo, seus subordinados podem tomar isso como falta de apreciação. Erros de omissão são difíceis de perceber. Portanto, reveja seus principais objetivos e a comunicação necessária para alcançá-los.
 
*E. Stever Robbins é presidente da VentureCoach.com, empresa de treinamento empresarial sediada em Cambridge, Massachusetts, EUA. Este artigo foi originalmente  escrito  para a Harvard Management Update de fevereiro de 2009. Clique aqui para ler o original.

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