O que os sutiãs têm a mostrar

Já vou avisando aos leitores do sexo masculino: vou falar de sutiãs. Mas (acho que) vai ser útil para vocês também. Não sei por que raios o controle de qualidade dos fabricantes de lingerie não funciona, os aros dos meus sutiãs vivem saindo para fora da costura. Quando isso acontece, é impossível vesti-los (isso só quem sente na pele pode entender). Levei certa vez meu sutiã quebrado a uma das mais badaladas lojas brasileiras do ramo. Pedi que consertassem ou me indicassem uma oficina de costura. Duas vendedoras trocaram olhares maliciosos, me encararam com desdém e disseram que não poderiam fazer nada. Para arrematar, fizeram questão de sugerir que meu (então) querido sutiã estava caindo aos pedaços. Nunca mais botei os pés ali. Na minha última viagem aos Estados Unidos, levei sutiãs com o mesmo problema de uma famosa grife norte-americana de lingerie. Eu não tinha muitas esperanças que encontraria uma solução. Eles tinham sido comprados cinco anos antes e eu havia perdido a nota fiscal (o site da empresa dizia que essa era uma exigência para a troca). Não digo que a gerente da loja ficou felicíssima, mas ela disse “tudo bem”. Como não dispunha de sutiãs do mesmo modelo na cor que eu queria, ela falou que eu poderia escolher qualquer outro. Saí com um sorriso de orelha a orelha. Nunca imaginei que estaria elogiando o modelo norte-americano. Mas não consigo entender: por que eles são tão melhores do que nós no atendimento ao consumidor?



















