Papo de Empreendedor

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Você conhece o FrankenPhone?

 

Comecei a fazer uma reportagem sobre smartphones - aqueles aparelinhos que você pode mandar e-mail, escrever um relatório, achar uma rota alternativa de trânsito e até telefonar (!!!!) - e me deparei com uma infinidade de modelos, tamanhos e preços desses equipamentos. Mas, depois de páginas e páginas da internet, acabei encontrando o que pode ser considerado modelo ideal. A PC World americana, uma das revistas especializadas em tecnologia, reuniu os melhores recursos disponíveis no mais modernos smartphones do mercado e criou o FrankPhone. Coube a empresa Brian Christie Design criar o telefone Frankenstein.

E como seria esse smartphone? Segundo a PC World, ele teria a interface multitouch do iPhone, o trackball (uma espécie de joystick que permite fazer as funções de forma mais rápida) que existe nos modelos da BlackBerry e ainda o teclado slide semelhante ao existente no HTC G1. Além disso, teria o sistema operacional da Apple combinado à abertura oferecida pelo Android do Google e utilizar qualquer software terceirizado. O resultado seria uma aplicação matadora que utiliza a câmera como scanner da retina para substituir senhas. Outro destaque do smartphone perfeito seria o armazenamento de 16 Gigabytes, presentes no iPhone 3G mas que também aceitasse cartões de memória como os novos BlackBerry. No quesito mobilidade, o FrankenPhone traria o serviço de navegação da AT&T (provido pela TeleNav), que oferece informações sobre tráfego, modo pedestre, serviço de voz e indicativos de direção. E ainda com imagens realistas do Google Maps. Eu ainda acrescentaria a opção de fazer ligações via VoIP, usando a tecnologia 3G, música como iPod e jogos bacanas para que os empreendedores e executivos pudessem se distrair entre uma reunião e outra ou durante o trânsito. Quais acessórios e serviços que você gostaria de encontrar no smartphone perfeito?

No ar, mais uma rede social

Esses dias vi que a Air France e a KLM lançaram a rede social para todos os passageiros. E dei uma olhada para ver como funciona. Eu achei bem bacana. Batizada de Bluenity, ela funciona como uma ferramenta para compartilhar dicas sobre hotéis, restaurantes e compras em qualquer parte do mundo. E ainda permite que os viajantes das duas companhias troquem informações sobre os itinerários de viagem e podem receber atualizações sobre os itinerários de outros passageiros. Por exemplo, se é a sua primeira vez que vai para Paris e você não arrumou companhia, pode encontrá-la na rede e acertar detalhes ou, simplesmente, combinar para fazer um passeio, dividir um táxi ou combinar a ida a um restaurante. É uma espécie de Orkut!

A rede também tem um espaço de compartilhamento das dicas de outros viajantes e de funcionários da Air France e da KLM que viajam o mundo. Além disso, é possível fazer reservas on-line diretamente pela rede social. Isso prova a grande influência das redes sociais. Já que um número grande de pessoas confia, cada vez mais, nas experiências dos outros para conseguir informações. Para se inscrever no Bluenity, é gratuito e está disponível em inglês, francês e holandês. Não deixa de ser uma boa idéia para quem tem negócios relacionados a turismo. O que acham?

Entre nuvens e licenças

Ao som de “Eye of the tiger”, trilha sonora do filme Rocky, Steve Ballmer, presidente da Microsoft, sobe ao palco e no melhor estilo ‘showman’. Fez gestos de boxeador e gritou que estava feliz por estar ao lado de seu público predileto: “desenvolvedores, desenvolvedores e desenvolvedores!” Na sua primeira visita ao Brasil, desde que assumiu o cargo máximo na maior desenvolvedora de software, Ballmer falou sobre a estratégia global da Microsoft. A boa nova é que os gigantes do software estão de olho nas pequenas e médias empresas. Como? Com a computação nas nuvens. Ele disse que ao trocar os softwares instalados em cada computador por programas pela internet (pagos por mês ou ano), terá uma particularidade no Brasil: em vez das grandes corporações, a meta no país, “é dominar os computadores de padarias”, afirma Ballmer. “Já que a economia brasileira tem uma participação enorme de empresas de pequeno e médio porte.”

Mas, a Microsoft entra na computação nas nuvens de uma forma diferente. Eles apostam na instalação do software no computador, como é feito normalmente, e usar algumas funções na internet. Ballmer disse que as pessoas gostam de programas instalados em seus computadores, elas gostam do fato de poderem configurar e utilizar da forma que melhor convém. Eu fiquei pensando sobre o assunto. Acho que as empresas ainda estão acostumadas a ter seus dados bem próximos. Porém, isso deve mudar em breve. A internet está mais segura, permite armazenar muito mais dados e o melhor: sem investir muito em equipamentos e softwares. Agora quero ouvir a sua opinião: você aposta na computação nas nuvens? Ou quer continuar a usar o sistema tradicional de licenças?

Temos o iPhone mais caro

 

Yes, nós temos iPhone 3G. Depois de tanto falatório e discussão, ele chegou no Brasil. Ontem depois de todas as notícias sobre o tão esperado smartphone, decidi que iria me dar de presente. Mas, acho que não vou conseguir comprar tão cedo. O motivo: o preço. A Vivo e a Claro, que começaram a oferecer o aparelho, têm os iPhones com preços mais altos entre oito países que vendem o novo celular da Apple na América do Sul. Só para ter uma idéia, pela Vivo, o celular será oferecido com valores que partem de 899 reais (pós-pago de 8GB) e chegam a 2.199 reais (pré-pago de 16GB) com mensalidade a partir de R$ 71 - chegando a R$ 585. Já o iPhone, da Claro, custa de R$ 1.239 (modelo de 8GB para plano pós-pago) a R$ 2.599 (modelo de 16GB pré-pago), com plano mensal mínimo de R$ 151.

Na Argentina, que oferece o segundo plano mais caro entre os países da América do Sul, o iPhone 3G de 8GB sai por R$ 619 e o de 16 GB por R$ 865 com um plano mensal de R$ 134. A diferença de preço no comparativo chega a R$ 2.361 reais em relação ao Equador, que oferece o iPhone 3G pelo valor mais baixo entre os países da América do Sul. Naquele país, por exemplo, o modelo de 8GB é gratuito e o de 16 GB é vendido a R$ 238 com plano mensal de R$ 235. Depois do Equador, os iPhones 3G mais baratos são vendidos na Colômbia e no Uruguai. No entanto, as operadoras destes três países oferecem planos de fidelidade de 24 meses. No Brasil, o prazo máximo permitido para estes planos é de 12 meses, de acordo com as novas regras da telefonia celular.

Imagine, nos Estados Unidos, ele custa o equivalente a R$ 450 mais os planos de mensalidade da operadora. Acho que uns R$ 600, estaria bem pago por aqui. Mas, e aí, quanto você pagaria pelo iPhone?

Google e seu navegador

Faz uma semana que o Google lançou o navegador, o Google Chrome, ainda em estágio de demonstração (na linguagem da tecnologia é chamado de beta). Fiquei bem curiosa e, no fim de semana, com mais calma, resolvi baixá-lo para ver do que se tratava.

A primeira impressão que eu tive foi que é muito rápido. O programa, em si, abre em poucos segundos após o usuário clicar em seu ícone de inicialização. Outra coisa interessante é que como ele trabalha com várias abas (a chamada arquitetura de multiprocessos), o que reduz a necessidade de fechar o navegador quando um site ou aplicativo on-line trava. Cada aba, com o Google Chrome, é independente de qualquer outra aberta pelo usuário. Esta medida também oferece uma camada adicional de segurança, já que isola cada site e programa em um ambiente limitado.

O que eu gostei também foi o Omnibox, uma barra integrada no topo do navegador, na qual você pode digitar um endereço de site ou um termo de busca - ou ambos - e o Chrome te leva direto sem mais perguntas. E o melhor: o aplicativo aprende o que você gosta. Uma vez que você visitou o site, o Chrome lembrará que ele possui sua própria caixa de busca e dará a opção de usá-la diretamente do Omnibox. A função ainda automatiza buscas por palavras-chave. Mas, como se trata de apenas uma versão beta, ele traz alguns errinhos. Um que eu fiquei bem brava foi aparecer a seguinte mensagem quando eu entrava em alguns sites até comuns: “este aplicativo falhou porque o arquivo xpcom.dll não foi encontrado.” Isso é meio chatinho. Agora, diz aí: você pretende largar o Internet Explorer ou o Firefox para usar esse novo browser?

Wi-fi subiu no telhado

Que as redes wi-fi oferecem diversas vantagens sobre as convencionais, ninguém duvida. São fáceis de instalar, não são muito caras e proporcionam maior liberdade aos usuários. E, você fica livre dos cabos. Porém, as ameaças de segurança associadas a redes wireless não são poucas. A empresa da área de rede sem fio, Fiberlink, fez um estudo que mostra que as pessoas podem fazer de tudo para conseguir usar a conexão de empresas totalmente de graça.

Para entrar em uma rede wi-fi, é necessário apenas estar nas proximidades, a alguns metros do ponto de acesso. Ou seja, é possível invadir uma rede sem fio do estacionamento do prédio da empresa ou sentado comodamente em um banco de rua ou comércio vizinho. Por isso, vale a pena reforçar na segurança. Especialistas de tecnologia afirmam que o primeiro passo é colocar senhas para acessar à internet sem fio. Muitos equipamentos vêm pré-configurados de fábrica com uma conta e uma determinada chave de acesso ou senha.O importante é trocar as senhas predeterminadas dos pontos de acesso à rede.

Com esse trabalho simples, evita que qualquer atacante alcance o controle do ponto de acesso e o configure ao seu gosto. Outro passo importante é utilizar algum sistema de criptografia para proteger o conteúdo de suas comunicações. Outro fator é importante é limitar o número de equipamentos que possam se conectar com ele simultaneamente. Assim, se o número de conexões permitidas está no máximo, dificilmente um atacante poderá se conectar a esse ponto.Agora que sua rede está protegida, confira as respostas clássicas e engraçadas das pessoas que adoram se aventurar em busca do wi-fi alheio:

“Roubei o Wi-fi de uma empresa vizinha”

“Precisei subir no telhado da casa da minha mãe. Foi tão divertido! Até vi uma vizinha nua”

“Dirigi 24 quilômetros, para conseguir uma conexão completa”

“Dirigi até o café mais próximo e comprei um bolinho só para poder usar o wireless do local”

“Fui a um café, usei a conexão e não comprei sequer um café”

“Pesquisei pontos de acesso em hotéis que não oferecem internet mas têm hotspots pelos quais consegui me conectar de graça”

“Pluguei meu dispositivo atrás de uma caixa registradora”

“Fui escalar uma montanha e trabalhei uma semana dentro de uma barraca”

Supermercado do futuro

Nos filmes dos Jetsons, os personagens faziam compras de forma totalmente high-tech. Era divertido vê-los comprar e nem sequer tirar seus alimentos para passar pelo caixa. Quando via a animação, eu era criança e sonhava para que isso acontecesse logo. Mas, depois de alguns anos, parece que o meu desejo começa a se tornar realidade. Alguns supermercados estão implementando novas tecnologias para transformar a experiência de ir às compras. Na Alemanha, por exemplo, os supermercados estão usando o celular como assistente de compras. Para isso, basta instalar um programa gratuito para que o dispositivo registre o que você coloca no carrinho com a ajuda da câmera fotográfica. Na área dos congelados, todos os pacotes do freezer têm um microchip. Quando retirados, o supermercado calcula quantos restam e já informa para o estoque. Na área de amostras grátis, o cliente pode inserir um cartão para desgustar até 16 marcas. Mas cada cliente só pode tomar seis copinhos a cada visita. Na hora de pagar, como todos os produtos foram escaneados com o celular, basta encerra a compra que ele gera um código de barras na tela. Este código é colocado num leitor e o pagamento é feito com dinheiro ou cartão de crédito. Em breve, será possível fazer o pagamento diretamente pelo celular por ondas de rádio. Nada mal. No Brasil, há um projeto piloto em um supermercado do grupo Pão de Açúcar. Por enquanto, essas novas tecnologias ainda são caras. Mas, como sempre, a tendência é que esses dispositivos fiquem mais acessíveis. Vamos esperar e aí todos poderemos ter a experiência de comprar como a dos Jetsons. Confira aqui o vídeo (em inglês) produzido pela BBC que mostra o supermercado high-tech alemão.

Letreiros e sinalização transparente com LEDs

Sabe aqueles letreiros de lojas com preços, indicação de direção ou mesmo sinalização de toaletes? Imagine-os transparentes, com letras emitidas por LEDs, minúsculos diodos de luz usados até nos relógios digitais. A novidade foi apresentada pela empresa coreana Top Nanosys durante Lightfair International, a feira internacional de iluminação mais importante do planeta, que acontece anualmente em Las Vegas.

O material é flexível, tem 1,5 cm de espessura e 80% de transparência. Pode ser usado em vitrines, em painéis internos de sinalização, painéis de publicidade ou até como letreiros em automóveis (veja aqui algumas fotos). O produto ganhou o prêmio de inovação da Lightfair e é considerado a nova geração de letreiros LED.

Pétalas transparentes com leds

Os LEDs são considerados uma tendência. Apesar de caros, têm duração de 30.000 a 50.000 horas, o que significa mais de 10 vezes a vida de uma lâmpada incandescente e mais de 3 vezes a vida das fluorescentes. Em tempos de economia de energia e sustentabilidade, os LEDs acabaram na pauta do dia. Na Lightfair, eles estiveram em praticamente todos os estandes dos 510 expositores da feira.

O Dia do Manto Sagrado

Equipe motivada

Quer uma idéia para animar o pessoal? Veja essa da Ci&T, empresa de tecnologia de Campinas que retratamos na edição de agosto de 2007 da Pequenas Empresas & Grandes Negócios. A Ci&T é especializada em desenvolvimento de softwares e é a única empresa brasileira a constar entre as 100 melhores de tecnologia da revista americana Fortune.

Celeiro de novidades, a Ci&T criou o Dia do Manto Sagrado. Todo dia 15 os funcionários, tanto homens quanto mulheres, são convidados a trabalhar com a camisa do seu time do coração. A idéia para descontrair o ambiente foi de um dos sócios, César Gon. E a coisa pegou. Além de camisas dos grandes times, há quem use aquela velhinha, do time da escola, do Tabajara Futebol Clube, da seleção canarinho, da Argentina e por aí vai. E, claro, tem quem leve bandeira, urso verde…. uma festa. Bacana, né?

Sob pressão

Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? É um transtorno psicológico ligado ao ambiente de trabalho. Em geral, costuma aparecer em pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis. Os sintomas dessa síndrome se dão em um comportamento agressivo e irritadiço, o que resulta em exaustão e falta de motivação para fazer qualquer coisa durante o dia. Não há dados sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um aumento do número de pacientes com relatos de sintomas típicos da síndrome. Ela afeta especialmente os profissionais que lidam com pressão intensas no dia-a-dia. Bom, aí você deve estar pensando: todos nós, não? De acordo com algumas pesquisas, as áreas mais estressantes e propícias para desenvolver essa síndrome são: tecnologia, medicina, engenharia, vendas e marketing, recursos humanos, operações e produção. E, como todos nós sabemos, os ambientes corporativos estimulam, de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. O que há de fazer para que isso não contamine sua empresa? Saber estabelecer metas e saber cobrá-las mas, ao mesmo tempo, dar prazos para essas metas. Não entrar em ritmo de cobrança do dia para a noite, pois lembre-se que há pessoas que trabalham com você. E cada um tem seu limite.