Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


De porta em porta

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Disputar o bolso do consumidor está cada vez mais difícil, não há como negar. Não é à toa que as grandes marcas buscam cada dia mais novos canais de venda, mesmo que para isso ingressem em searas dominadas pela concorrência. É o que deve acontecer em breve com O Boticário, a maior rede de franquias de beleza do país. A empresa acaba de abrir um gigantesco centro de distribuição e criou um novo braço da holding que, segundo comentários de bastidores, configuram-se como os primeiros passos em direção à venda direta. Isso mesmo, ao tradicional mercado de venda porta a porta, reduto da multinacional Avon e da concorrente Natura. A disputa será acirrada. Não há nada confirmado, mas é difícil acreditar que o novo projeto não ganhe corpo rapidamente, afinal nove entre dez especialistas em varejo afirmam que o futuro está na venda multicanal. Quem não investir na diversificação, garantem, será engolido. É esperar para ver.

Duas histórias para pensar ao vender seu produto

ipad4Já virou folclore a mania de Steve Jobs, fundador da Apple, de elogiar exageradamente seus produtos. “Fenomenal”, “revolucionário”, “mágico”, “deslumbrante” e “inacreditável” são algumas palavras recorrentes em seu vocabulário. Mas exagerar ao falar bem de um produto é uma tática de risco. (mais…)

Nem sempre preço baixo vende mais

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Derrubar a qualidade do produto para manter preços competitivos é uma estratégia adotada por muitas empresas, eu arriscaria dizer que pela maioria, até por uma questão de sobrevivência neste país.

Foi isso que aconteceu com o pão de queijo Forno de Minas, que após ser vendido para duas empresas americanas, a princípio a Pilsbury Company e depois a General Mills, teve sua receita alterada. No entanto,  o preço menor comprometeu a qualidade do alimento e uma das marcas mais famosas da iguaria mineira viu seu mercado reduzir cerca de 50%.

Então, o pão de queijo Forno de Minas voltou para onde ele jamais deveria ter saído: para Belo Horizonte, local em que vive e ainda empreende a família Mendonça, criadora da marca e da receita. Ora, se nem paulistas, que estão logo abaixo no mapa,  conseguem fazer um pão de queijo tão gostoso quanto os mineiros, era de se imaginar que norte-americanos não conseguiriam.

Agora, a família garante que nem que fique mais caro, o pão de queijo vai voltar a sua receita original: com ovos pasteurizados, para ficarem mais amarelados, com polvilho doce, leite integral líquido e queijo! Queijo o suficiente para dar sabor de pão de queijo.

O produto reformulado deve chegar ao mercado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ainda neste mês. Nos outros estados não há previsão.

Ficamos na expectativa de um lanche da tarde mais saboroso, mas a lição já saiu do forno.

Trabalhe em casa… com um chefe virtual!

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Do suplemento semanal do New York Times

O trabalho executado a partir da própria casa pode ser um antro de tentações . Se o funcionário não tiver disciplina, pode ser enredado em inúmeras outras atividades. Foi com base no aumento dessa prática de trabalhar de casa e no crescente número de gerentes receosos de que sua produção pudesse cair que a LiveOps, empresa americana da Califórnia, bolou um método informatizado, remoto e inteligente de controlar a produção dos “agentes domésticos”.

Existem outras empresas que reúnem força de trabalho para terceirizar o serviço de call center. Mas a diferença da LiveOps é que, se uma empresa usuária do software quer que os agentes de vendas convençam quem já ligou a comprar outros produtos, o software direciona a ligação para os agentes mais produtivos, que vendem melhor. Assim, esses agentes têm mais oportunidades.

O executivo-chefe da empresa, Maynard Webb, responde à primeira questão despertada por esse método: e os agentes que não vendem tão bem? “Ninguém é demitido. Eles simplesmente recebem menos trabalho.” É um sistema que valoriza funcionários mais produtivos, mas pode dificultar a entrada de novos profissionais. Além disso, dá margem a uma corrida frenética pela produtividade e prejudica muito aqueles profissionais que se afastam por algum período do trabalho. O rateio do software guia-se apenas pelos números.

Webb considera que o modelo pode ser expandido para outras áreas de trabalho: varejo, editoras, direito, todas aquelas cuja produção pode ser medida. E defende que o trabalho a partir de casa com medição de produtividade é o precursor de um novo modelo de trabalho. “A economia fica melhor. Sem prédios. Sem benefícios aos funcionários.” Garante, ainda, que não estão tendo dificuldade alguma em encontrar funcionários que queiram trabalhar nesse modelo.

E você, concorda com o executivo-chefe? Usaria esse modelo para seus funcionários?

Cliente espião

Quando caminho pelas ruas ou pelos corredores de um shopping, costumo bancar o cliente espião. Entro nas lojas para perguntar preços, condições de pagamentos e, assim, analisar o atendimento, fator essencial para o sucesso de qualquer negócio.
O teste é suficiente para perceber que muitos estabelecimentos vendem bem menos do que seu potencial porque têm na linha de frente pessoas despreparadas e com má vontade para atender – o problema pode estar no esquema de comissões, mas quem tem que resolver não é o consumidor.

Nada mais irritante do que o vendedor que atende o cliente e ao mesmo tempo se dirige ao colega do lado, continuando um assunto pessoal que os dois já estavam discutindo, só para citar um exemplo. Dificilmente volto a um estabelecimento como esse, mesmo que precise realmente comprar algo que é vendido ali. Em compensação, confesso que nessas andanças chego a fazer compras, ainda que não tenha planejado, simplesmente porque o vendedor me “fisgou” com um papo convincente, boa vontade e profissionalismo. E ainda viro cliente. Por isso, quando as pessoas que sonham em empreender me perguntam que tipo de negócio dá dinheiro, eu costumo responder: “os que, antes de mais nada, oferecem bom atendimento.” Simples assim.

Sob pressão

Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? É um transtorno psicológico ligado ao ambiente de trabalho. Em geral, costuma aparecer em pessoas excessivamente críticas, muito exigentes consigo mesmas e com os outros e que têm maior dificuldade para lidar com situações difíceis. Os sintomas dessa síndrome se dão em um comportamento agressivo e irritadiço, o que resulta em exaustão e falta de motivação para fazer qualquer coisa durante o dia. Não há dados sobre a incidência da Síndrome de Burnout no Brasil, mas os consultórios médicos e psicológicos registram um aumento do número de pacientes com relatos de sintomas típicos da síndrome. Ela afeta especialmente os profissionais que lidam com pressão intensas no dia-a-dia. Bom, aí você deve estar pensando: todos nós, não? De acordo com algumas pesquisas, as áreas mais estressantes e propícias para desenvolver essa síndrome são: tecnologia, medicina, engenharia, vendas e marketing, recursos humanos, operações e produção. E, como todos nós sabemos, os ambientes corporativos estimulam, de alguma maneira, esse tipo de comportamento entre os profissionais, criando condições que podem predispor ao adoecimento e, na seqüência direta, em licenças médicas e eventuais afastamentos por longos períodos. O que há de fazer para que isso não contamine sua empresa? Saber estabelecer metas e saber cobrá-las mas, ao mesmo tempo, dar prazos para essas metas. Não entrar em ritmo de cobrança do dia para a noite, pois lembre-se que há pessoas que trabalham com você. E cada um tem seu limite.

Festa do pijama

Não é nada do que você está imaginando. Ninguém vai à balada de camisola de vaquinha. Mas também ninguém vai direto para a cama. O encontro é no shopping center e o pijama será o uniforme do time de vendas da rede de lojas Puket por um mês. A idéia é chamar a atenção da clientela, basicamente jovens dispostas a inovar a cada dia. Se a estratégia de marketing funcionará e alavancará as vendas, isso não dá para saber. É certo, porém, que as moças despertarão a curiosidade do povo. Disso ninguém duvida.