Papo de Empreendedor

Papo de Empreendedor


Seja bem-vindo, meu rei!

 

Como ninguém é de ferro, em janeiro eu desembarquei nas areias da Bahia para merecidas férias. E nada melhor do que ser recebida com muito sol, água morna, sem nenhuma onda, e uma paisagem paradisíaca. Confesso que era tudo o que eu precisava para recarregar as baterias. Mas, como jornalista é um bicho teimoso, que não sossega nem quando está de férias, fiquei atenta ao tratamento vip dispensado à clientela pelos “profissionais” da areia.

Por R$ 12, eu aluguei duas cadeiras de praia e um guarda-sol, ou sombreiro como dizem os soteropolitanos. É nesse momento que as surpresas começam a aparecer. Além de cuidar da instalação, meu fornecedor ainda removeu a areia quente do pedaço, para que eu não queimasse os pés, uma mordomia e tanto para quem não gosta de remexer na areia. Por fim, trouxe-me um refrigerante estupidamente gelado, sob um sol de 33 º C, sem que eu vislumbrasse onde estava o freezer capaz de garantir a temperatura. Para completar, com a simpatia típica dos baianos, minutos depois apareceu com um largo sorriso e um regador. Sem cerimônia, banhou meus pés com água fresquinha do mar. Juro que me senti a própria rainha.

E, só para registrar: o moço, com certeza, não aprendeu as mordomias em nenhum manual de gestão. Pelo contrário, descobriu na prática que para cativar o cliente, muitas vezes, não é preciso tempo ou dinheiro, basta dar-lhe atenção. Fica o recado e, para quem se sentir à vontade, o exemplo.

 

O consumidor é único

 

Esta semana, ao chegar em casa, encontrei nada menos do que cinco catálogos apresentando as novas coleções do verão 2008/2009. Confesso que de bate pronto, me interessei por dois. Os outros três ficaram esquecidos sobre a mesa. Todos, contudo, chamavam a atenção pela qualidade das fotos, do papel de primeira linha, da impressão cuidadosa. Depois de conferir os lançamentos das grifes que mais de moldam ao meu gosto (sou do tipo, clássica, confesso!), pensei o quanto as demais empresas haviam gasto com a produção dos catálogos e quanto deste dinheiro escorria pelo ralo, sem que a consumidora sequer removesse o celofane que envolvia a brochura. Assim como eu, muitas outras devem também tê-los esquecido em algum canto da sala.

Diante de uma realidade que a maioria já vivenciou, será que não está na hora das empresas reverem seus gastos com esse tipo de divulgação? Ou melhor, selecionar as diversas ferramentas de marketing de acordo com o perfil do seu público? No lugar de produzir 50.000 catálogos, será que o retorno não seria o mesmo com apenas 10.000 bem distribuídos? Dizem os especialistas, que uma ação de marketing de relacionamento, como o envio de catálogos, impacta em 15% nos resultados financeiros. Mas quando é diferenciada, chega a incrementar as vendas em até 21%. Diante das estatísticas, vale à pena personalizar muito bem as remessas, afinal cada cliente é único, e gosta de ser visto como tal.

Jornada de trabalho intensiva

É verão no hemisfério norte e para que as pessoas possam aproveitar melhor os dias quentes e ensolarados algumas empresas espanholas passaram a adotar o que chamam de jornada intensiva. Adeus à siesta. Em vez de pegar no batente às 10h, fazer uma pausa entre 14h e 17h para comer e dormir e trabalhar novamente até as 20h ou 21h, alguns espanhóis vão trabalhar das 7h/7h30 até às 15h/15h30 durante os próximos meses. Segundo reportagem do jornal El Economista, 40% das empresas na Espanha adotam a jornada intensiva no verão. Não há dados que mostram se a produtividade se mantém, aumenta ou diminui, mas que muita gente vai ficar feliz ao sair do trabalho ainda com o sol alto, isso vai. Difícil dizer se medida semelhante funcionaria no Brasil, até porque na maior parte do território brasileiro é verão o ano inteiro, mas fica a idéia. Mais uma sugestão: há empresas grandes, como a Microsoft, que dão meio dia de folga para seus funcionários no dia do aniversário. Quem não ficaria feliz em poder aproveitar o dia do próprio nascimento de uma forma diferente?


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