Entre nuvens e licenças
Ao som de “Eye of the tiger”, trilha sonora do filme Rocky, Steve Ballmer, presidente da Microsoft, sobe ao palco e no melhor estilo ‘showman’. Fez gestos de boxeador e gritou que estava feliz por estar ao lado de seu público predileto: “desenvolvedores, desenvolvedores e desenvolvedores!” Na sua primeira visita ao Brasil, desde que assumiu o cargo máximo na maior desenvolvedora de software, Ballmer falou sobre a estratégia global da Microsoft. A boa nova é que os gigantes do software estão de olho nas pequenas e médias empresas. Como? Com a computação nas nuvens. Ele disse que ao trocar os softwares instalados em cada computador por programas pela internet (pagos por mês ou ano), terá uma particularidade no Brasil: em vez das grandes corporações, a meta no país, “é dominar os computadores de padarias”, afirma Ballmer. “Já que a economia brasileira tem uma participação enorme de empresas de pequeno e médio porte.”
Mas, a Microsoft entra na computação nas nuvens de uma forma diferente. Eles apostam na instalação do software no computador, como é feito normalmente, e usar algumas funções na internet. Ballmer disse que as pessoas gostam de programas instalados em seus computadores, elas gostam do fato de poderem configurar e utilizar da forma que melhor convém. Eu fiquei pensando sobre o assunto. Acho que as empresas ainda estão acostumadas a ter seus dados bem próximos. Porém, isso deve mudar em breve. A internet está mais segura, permite armazenar muito mais dados e o melhor: sem investir muito em equipamentos e softwares. Agora quero ouvir a sua opinião: você aposta na computação nas nuvens? Ou quer continuar a usar o sistema tradicional de licenças?















October 17th, 2008 at 8:32 am
Olha, computação nas nuvens só mesmo usando um notebook dentro de um avião, e olhe lá… Acho essa idéia furada. E acho que o Ballmer tem razão ao extremo quando diz que as pessoas gostam de softwares instalados em suas máquinas… Eu gosto, você gosta, todos gostam…
Não vejo razão, motivo nem circunstâncias para “cloud computing”. Acho mais uma coisinha 2.0 que estão querendo inventar, mas que, na minha humilde opinião, não vingará.
Forte abraço
Monthiel
October 18th, 2008 at 5:14 pm
A computação em nuvem é muito interessante, porém falta estudos confiáveis sobre a segurança das informações em nuvens que hospedam aplicações de diversas empresas.
A migração dos sistemas para o ambiente web é uma tendência. Na empresa que trabalho todos os sistemas estão em um servidor de internet, o que facilita a manutenção dos sistemas (somente um lugar precisa ser alterado), o backup é mais barato e fácil de realizar (novamente, apenas um lugar). Se algum computador quebra é fácil substituir e, finalmente, as pessoas podem trabalhar em casa com todos os sistemas à disposição.
October 18th, 2008 at 10:20 pm
Eu, na minha sincera opinião, discordo de Monthiel. E não são pessoas que gostam de aplicativos em suas maquinas. Isso é a cultura criada pela utilização do Microsoft Windows. Tanto é que o desenvolvimento do IE ficou travado quanto tempo na versão 6, sem melhorias??? Pq empresas como a Apple ou a Mozilla Foundation investem tanto em melhorias nos seus navegadores, e agora, a propria Microsoft, correndo atras do prejuizo com o IE8?
Eu, como estudante, já transferi muito do meu conteudo para a Web. Não posso ter emails, bookmarks e documentos centralizados em um unico computador e muito menos ficar esquentando a cabeça para sincronizar em cada micro que utilizo para tarefas diarias.
O tal do “Cloud Computing” já existe a séculos!!! Não é coisa da Microsoft, Google ou afins. Em um emprego que tive, o fornecedor da solução de software nos ofereceu a opção de não manter nada na empresa. Eles cuidariam de tudo em seu datacenter. Da manutenção nos bancos de dados à correção de falhas no sistema e aplicações da dita cuja! O acesso seria como??? Com um cliente especifico e não um navegador? Phoda-se!
Pô! Isso é “Cloud Computing”?! Lógico!
Balmer pode estar certo em instalar certos componentes no computadores. Tá ai a estratégia do Windows Live. Vc vai instalar um pequeno componente, provavelmente menor que 5MB(eu não sei o tamanho dos componentes do Windows Live), que em conexões rapidas demora menos de 1min, visto que se algo demora mais do que isso, a chance de fazer com que o usuario deixe de usar o serviço por demoras e aporrinhações é grande.
O Google faz isso com o Gears. Alguns serviços como o Docs vc faz isso. Descarrega um pedaço da aplicação e trabalha off-line.
IMHO, o que alavanca o avanço da Web 2.0 é o barateamento e aumento da confiabilidade das conexões. Pequenos e médios negócios poderiam sim, usar uma infraestrutura descentralizada se possuissem conexão rapida, barata e confiavel.
Abraços
October 23rd, 2008 at 2:25 pm
Olá!
Olha, pra nós Cloud Computing não é novidade, pois o principal produto da nossa empresa, o SiGA, é um sistema de gestão totalmente web. E olha que ele existe desde março de 2005, no tempo que ter banda de 300kb era o máximo!
Sempre defendemos a internet como plataforma, pois realmente facilita muito ter o software no nosso servidor, pois dessa forma podemos dar manutenção, suporte, upgrade, tudo sem sair de casa. Com isso reduzimos custos, diminuimos preços e temos mais clientes.
Acredito que com a adesão das grandes (a Adobe já tem um “photoshop” assim) só tende a crescer os sistemas/serviços.
October 23rd, 2008 at 2:35 pm
[...] estava lendo o Papo de Empreendedor e vi uma matéria sobre a palestra do Ballmer aqui no Brasil. O artigo destacou o Cloud Computing, ou [...]