Desculpa, mas aqui não tem nada para você
- Posso te ajudar, moça?
- Pode, sim. Estou procurando alguma coisa até 10 reais para um amigo secreto.
- Ah, moça, posso te dar uma sugestão? Vai lá na (nome de loja), porque aqui não tem nada para você.
Acreditem, esse diálogo é verídico. Fiquei chocada com a conduta do vendedor, que não só me constrangeu, como sequer se esforçou para resolver o meu problema. Ontem, estava no shopping há horas, finalizando minhas compras de natal - exausta - e tudo o que queria era achar um presente legal dentro do piso estipulado na brincadeira de fim de ano que farei com as minhas amigas. E não pensem que entrei numa joalheria para encontrar algo de até R$ 10, tanto que encontrei lá o que queria, dentro das condições impostas.
Fui até o caixa e a moça me perguntou quem estava me atendendo. Respondi que ninguém (porque o moço, mesmo vendo que eu insistia na loja, não me ajudou). Ela reclamou com outra moça do caixa: “Três brigando para atender e a moça sozinha”. Ao pagar, ela insistiu “ninguém viu você entrar na loja?”. Respondi que uma pessoa começara a me atender, mas que havia feito isso muito mal. Não disse quem foi, mesmo com o argumento de que ela gostaria de melhorar o atendimento da loja. Não acho que acusar o vendedor pela falta de tato resolveria o problema, que foi falta de treinamento dos temporários. A loja estava, de fato, com muitos vendedores: a maioria perdida e atrapalhada em meio aos diversos produtos que com um tombo quebrariam (o que também aconteceu durante minha compra). Quantidade de vendedores definitivamente não significa qualidade de atendimento.


















dezembro 13th, 2008 at 9:12 am
Em que loja aconteceu isso?
Concordo que o vendedor não tinha toda culpa, mas a empresa / loja sim!
dezembro 16th, 2008 at 8:18 am
Olá!
Concordo que essa questão do atendimento é de responsabilidade da empresa, e ela não poderia ter sido tão passiva, aguardando a indicação do cliente para saber qual o funcionário não está dentro dos “padrões”. Aliás, essa é a grande questão: será que ela definiu e divulgou os padrões de qualidade no atendimento para os vendedores?
Foi mais ou menos o que aconteceu comigo sábado passado, também durante uma compra de presentes para o amigo secreto, o que fiz questão de registrar no meu blog.
Abraço!
dezembro 16th, 2008 at 5:39 pm
Lí o post e logo relacionei com uma situação parecida, porém com final diferente.
Semana passada decidi comprar um contra-baixo acústico (baixolão), pesquisei na internet e achei uma loja que o vendia por um preço legal. Como não queria comprar pela internet, tinha a intenção de ir a loja no sábado e comprá-lo (a sensação de comprar e levar na hora ainda me atrai mais, fora que o preço era o mesmo e a loja perto de casa).
Mandei um email para o canal de contato com a loja e disse que iria até o local sábado para comprar (detalhe: à vista, em cash). A resposta do representante da loja foi que não havia o instrumento naquela unidade, mas em outra, em um bairro bem mais distante da minha casa… só por aí tem gente que já desiste. Bom, depois de diversas trocas de email (a maioria comigo tentando convencer o vendedor a enviar o baixo para a loja em que eu iria, e ele desviando do assunto) resolvi que iria até a unidade longe de casa para comprar, avisei o representante da loja.
Resposta de sexta feira do representante: Temos este instrumento, mas está com o captador quebrado, temos um outro instrumento um pouco mais caro. Whatever, aquela altura eu queria o instrumento… disse que iria até a unidade próxima de casa para comprar o instrumento mais caro. Fim de conversa por email.
Fui à loja sábado, entro e encontro o baixo que queria da primeira vez (o mais barato), me animei, resposta do vendedor da loja: Está vendido, foi pela internet essa semana….Agora fiquei enfezado.
Resultado: Fui até a Teodoro e comprei o mesmo instrumento, pagando um preço maior. Saí com o instrumento na mão e feliz da vida. Fui bem atendido e ganhei desconto.
Moral: Tem gente que não quer vender mesmo.