Será o fim dos shopping centers?

Os shopping centers americanos estão com os dias contados. É o que afirma o jornal The Wall Street Journal, em matéria que conta como a atual recessão está acelerando o declínio de um dos maiores ícones dos Estados Unidos. Os templos de consumo, segurança e ar-condicionado estão sofrendo com a queda nas vendas e as altas taxas de desemprego: de março de 2008 a março deste ano, os shoppings registraram uma queda de 6,5% nas vendas das lojas abertas há mais de um ano, de acordo com a empresa de análise imobiliária Green Street Advisors Inc. Nos Estados Unidos, os shoppings vendem, em média, US$ 381 por metro quadrado - aqueles que vendem US$ 250 ou menos correm o risco de quebrar. Seguindo esse critério, a Green Street criou uma lista de 84 “shoppings mortos” e afirma que, se as vendas no varejo continuarem a cair, esse número pode chegar a 100 até o fim do ano.
Mas a crise não é a única culpada. Segundo o Wall Street Journal, nos últimos três anos muitas lojas de departamento que funcionavam dentro dos shoppings fecharam. E os consumidores procuram fazer compras, cada vez mais, em megastores como a Wal-Mart. Incorporadores americanos têm apostado em centros comercias a céu aberto, modelo muito comum na Europa. Desde 2006, apenas um shopping abriu nos Estados Unidos, o The Mall at Turtle Creek, na cidade de Jonesboro, em Arkansas. E você, acha que será o fim dos shopping centers?

















junho 5th, 2009 at 7:49 am
Elisa, os shoppings, como templos de consumo, poderão sofrer uma série de adequações, para se adaptarem aos novos tempos, mas jamais deixarão de existir. E se, como na industria automobiística, houve um grande tropeço americano, certamente a indústria vai se reinventar pois nem as pessoas voltarão a andar a pé, nem, muito menos, voltarão a fazer escambo, ou deixarão de consumir.
O ’soluço’ americano, na verdade, deve trazer importantes ensinamentos, para que não repitamos os seus êrros aqui no Brasil.
Indicamos, e linkamos, esta notícia, como pauta de hoje, de nosso Blog do Varejo., onde tb copiaremos este comentário.
Será uma honra a retribuição desta visita.
Abraço, Edu
junho 5th, 2009 at 9:44 am
Elisa e a todos, esses Centros de Compras denominados - Shopping Centers - são estruturas gigantescas, criadas com o objetivo de suprir as necessidades de consumo da população, com conforto e segurança.
Por este serviço, oferecido pelos Shopping Centers, o cliente desembolsa um valor a mais, que é embutido no preço dos produtos, no sentido de viabilizar a manutenção e a lucratidade do negócio.
Com uma retração na economia, queda no poder de compra dos salários e desemprego em alta, as empresas em geral ficam em situação de dificuldades, e em especial, sendo localizadas nessas estruturas que para operarem suas atividades tem um alto custo operacional.
Os consumidores geralmente são induzidos, pelo marketing agressivo dessas estruturas, a comprar por impulso, adquirindo ou trocando produtos, sem necessidade alguma, o que se entende por consumismo.
Contudo, em tempos de crise, o consumidor fica mais criterioso na hora de comprar, elegendo prioridades, e passando a consumir com mais critérios e responsabilidade, elegendo os produtos e bens indispensáveis e represando os desnecessários (promocionais) e supérfulos.
Tal comportamento, gera um decréscimo nas vendas, que consequentemente inviabiliza muitos negócios, em especial, os localizados nestes Centros de Compras, diante, do seu alto custo fixo de operação na América, no Brasil e em qualquer parte do mundo.
Os Shopping Centers vão continuar, contudo, terão que se rearranjar e talvez , quem sabe até se reinventar, para os tempos bicudos que estamos passando.
junho 5th, 2009 at 9:53 am
Não obstante, as pessoas compram por motivos pessoais e sociais; e não somente funcionais. Entre os motivos sociais estão: (1) encontro com pessoas que têm mesmo interesse, (2) Experiências Sociais fora de casa, (3) Mostrar Status e Autoridade… Entre os motivos pessoais estão (1) Simples diversão, (2) Auto-gratificação, (3) Estímulo Sensorial, entre outros. As pessoas podem ainda se engajar em atividades de compra como um forma de fazer atividade física (lembram da avó que costumava ir BATER PERNA no shopping?).
Por essas e outras o shopping nunca vai acabar. E a experiência da compra é o fator chave para a sobrevivência. A remodelação do formato é o segredo.
junho 5th, 2009 at 1:20 pm
Os shoppings já estão com os dias contatos, a partir do momento que não se adaptarem ao mercado. O cliente do shopping não é o consumidor final e sim os lojistas, só que o custo de se manter uma loja neste espaço é alto, e muitos lojistas têm dificuldades. Os shoppings hoje sempre ganham, no estacionamento, nas taxas de publicidade, aluguel ou condomínio e com isso o lojista fica numa situação complicada, pois o seu custo aumenta muito. Os shoppings terão de se adptar rapidamente, porque o consumidor final só vai ao shopping comprar algo ou passear se tiver a certeza que encontrara algo de seu interesse, senão ele vai para outro lugar. Hoje para você ir a um shopping de carro com a família você tem um custo mínimo de R$ 5,00 do estacionamento, se colocar o lanche, um cinema isso aumenta gradativamente. Os shoppings têm de diminuir os seus custos e repassar aos lojistas, e consequentemente sera repassado aos consumidores, assim este templo de consumo continuará vivo.
junho 5th, 2009 at 7:55 pm
Diz o ditado “é na crise que se enxerga as oportunidades”. Pois os empresários certamente acharão soluções que deixarão os centros de compras ainda melhores.
junho 6th, 2009 at 8:42 pm
VIVEMOS REALIDADES DIFERENTES QUANDO FALAMOS EM SHOPPING CENTERS NO BRASIL E NOS E.U.A. OS SHOPPING SEMPRE SERÃO GRANDES CENTROS DE VENDA POIS ATRAEM GRANDES PÚBLICOS .A QUESTÃO ESTÁ NAS POLITICAS ADOTADAS PELAS ADMINISTRADORAS QUE “SANGRAM” OS LOJISTAS UMA VEZ QUE NÃO EXISTE REPASSE DA RECEITA DOS ESTACIONAMENTOS PARA AS DESPESAS DO CONDOMINIO E AS CLAUSULAS CONTRATUAIS DE FUNDOS DE PROMOÇÃO E OUTROS COMO 13 E ATÉ 14 ALUGUEL EM ALGUNS CASOS , O QUE EXIGE MUITA CRIATIVIDADE DESTES LOJISTA PARA A VIABILIDADE DO SEU NEGÓCIO CONTRA A INSENSIBILIDADE DE MUITOS ADMINISTRADORES QUE A ROTATIVIDADE DE LOJAS PARA ALGUNS É LUCRATIVA POUCO SE IMPORTANDO PARA O ESFORÇO NECESSÁRIO PARA O CRESCIMENTO DE UMA EMPRESA. SE ESTAS PO`LÍTICAS SELVSAGENS E PREDADORAS FOREM AMENIZADAS E QUE NORMALMENTE OS CONSUMIDORES DESCONHECEM E AINDA QUESTIONAM O PORQUE DO DIFERENCIAL DE PREÇOS NESTES SHOPPING, TALVEZ CONSIGA-SE POR AQUI MANTER OS NEGÓCIOS EM CURVAS ASCENDENTES.
junho 11th, 2009 at 8:33 am
Penso que os shoppings têm vida longa. Reinventar é necessário não somente aos shoppings, mas a qualquer lojista, comerciante, industrial, afinal de contas estamos passando por uma crise. Como diz o ditado entre ser pedra ou ser vidraça é melhor ser pedra do que vidraça. Mas não podemos jogar a culpa somente nas administradoras de shoppings com seus altos custos. É preciso lembrar que para ter segurança, tranquilidade e conforto é preciso pagar por isso. Além do mais, diversos operadores e lojistas esqueceram como administrar suas lojas. No início quando estava sem cliente faltava buscá-los na porta e trazê-los praticamente carregados no colo, com o tempo o cliente parece não ser mais a prioridade e começamos a pecar no atendimento, no comprometimento, com a criatividade para atrair a atenção… e nesse ponto é muito mais fácil jogar a culpa nos shoppings do que sentar e olhar para trás e ver o que fizemos de errado.
O Shopping é uma grande solução comercial da atualidade e vai continuar. É um lugar onde se encontra de tudo desde uma exposição de quadros, apresentação do lançamento do mais novo carro até grandes lojas de departamentos e supermercados. Todos têm um papel. O lojista de preparar uma mudança para atrair a atenção de seu cliente. E o Consumidor de escolher aquelas que estão mais próximas de seus desejos.
julho 4th, 2009 at 5:11 pm
Não acredito que os Shoppings vão acabar, mas acredito que os shoppings vão remodelar e se adaptar seu modelo de negócios aos novos tempos, muitas coisas mudaram do lado do consumidor e acredito que os shoppings também mudarão.